GP de Portugal – Moto 2 – Mundial de Motovelocidade 2022

A categoria intermediária teve a honra de encerrar de ser a as programações do sábado e do domingo em Algarve. Esse final de semana da moto 2 foi marcada por um impressionante acidente que poderia ter terminado mal, mas que não passou de uma perigosa onde todos saíram praticamente ilesos, com exceção de Aron Canet que teve uma lesão na mão.

Com uma pista praticamente seca começava a fase de repescagem da categoria intermediária. Tony Arbolino, vencedor da etapa anterior estava entre os 16 pilotos que disputariam uma das 4 vagas para o Q2. Logo nos primeiros segundos, praticamente todo mundo foi para a pista. Todo mundo estava na pista com 1 minuto de sessão.

Manuel Gonzalez foi o primeiro a marcar uma volta significativa (o piloto da Yamaha VR46 teria um grande final de semana) que logo foi superada. Com 4 minutos e 40 segundos de sessão, Pedro Acosta baixa da casa do 1 minuto e 50 segundos (marcando 1:49.987). Pouco depois, Toby Arbolino vai para a casa do 1 minuto e 48 segundos (1:48.826). Barry Baltus da RW Racing e Romano Fenati da Speed UP completavam os 4 primeiros colocados.

A 8:40 do final, Pedro Acosta reassume a liderança com 1:48.305, poucos segundos depois, Tony Arbolino faz uma grande volta e assume a liderança da sessão com 1:47.246, colocando mais de um segundo no 2ºcolocado e Jorge Navarro estava colocado na terceira posição. A classificação dos 3 primeiros não era surpresa nenhuma.

Querendo surpreender, Marcos Ramirez e Jeremy Alcoba fazendo a 2ª e 3ªmelhores marcas a 7 minutos do final. Acosta cai para a bolha e Navarro sai da zona de classificação.

Visto que Barry Baltus pulou para 2º, (tirando Acosta do Q2) o campeão da Moto 3 do ano passado partiu para uma nova volta rápida. Acosta reagiu muito bem e mesmo com o transito que estava na sua frente, acabou marcando 1:46.468 a 5 minutos do final e voltou para a liderança, que durou poucos segundos, já que Arbolino fez 1:46.357 e retornou a liderança da sessão. Baltus fez uma boa volta e estava entre os classificados, na 3ªposição, logo a frente de Jorge Navarro que estava na bolha.

Manuel Gonzalez era quem ameaçava a posição de Navarro. A 3 minutos e 30 segundos do final, o piloto da Yamaha VR46 marcou o 3ºtempo e jogou Navarro para o 5ºlugar que segundos depois se recolocou entre na 3ºposição (1:46.578).

Na reta final do Q1, Navarro, Zonta van der Goodbergh, Marcos Ramirez e Filip Salac vinham mirando a marca de Arbolino. A 1 minuto e meio do final, van der Goodbergh chegou a liderar a sessão, mas logo foi superado por Jorge Navarro com 1:46.076. Filip Salac e Marcos Ramirez pegaram a 3ª e 4ªposição. Arbolino estava em 6º, mas vinha em volta rápida e bastou poucos segundos para o piloto da Marc VDS recuperar a 1ªposição.

Nos momentos finais, Marcos Ramirez da MV Agusta acabou marcando o melhor tempo do Q1, em uma excelente volta de 1:45.533. Arbolino ficou em 2º, Jorge Navarro em 3º e Zona van der Goodbergh completando os 4 primeiros colocados. Pedro Acosta desapontou na volta final e acabou ficando com a 6ªposição. Ou seja, não seria nada fácil para o piloto da Ajo largar da 20ªposição no domingo.

Resultado do Q1:

pos piloto equipe moto tempo
1 42 Marcos Ramirez MV Agusta Forward Team MV Agusta 01’45.533
2 14 Tony Arbolino ELF Marc VDS Racing Team Kalex 01’45.566
3 9 Jorge Navarro Flexbox HP40 Kalex 01’46.076
4 84 Zonta Van Den Goorbergh RW Racing GP Kalex 01’46.086
5 12 Filip Salac Gresini Racing Moto2 Kalex 01’46.086
6 51 Pedro Acosta Red Bull KTM Ajo Kalex 01’46.160
7 18 Manuel Gonzalez Yamaha VR46 Master Camp Team Kalex 01’46.600
8 64 Bo Bendsneyder Pertamina Mandalika SAG Team Kalex 01’46.712
9 7 Barry Baltus RW Racing GP Kalex 01’46.787
10 5 Romano Fenati Lightech Speed Up Boscoscuro 01’46.787
11 2 Gabriel Rodrigo Pertamina Mandalika SAG Team Kalex 01’47.213
12 52 Jeremy Alcoba Liqui Moly Intact GP Kalex 01’47.274
13 24 Simone Corsi MV Agusta Forward Team MV Agusta 01’47.676
14 61 Alessandro Zaccone Gresini Racing Moto2 Kalex 01’47.762
15 4 Sean Dylan Kelly American Racing Kalex 01’48.021
16 28 Niccolò Antonelli Mooney VR46 Racing Team Kalex 01’48.305

Começava a decisão da pole position na categoria intermediária, com a melhor situação do dia e a melhor pista do dia. Os favoritos estavam todos nessa disputa: Os dois pilotos da Marc VDS, Augusto Fernandez, Celestino Vietti, os dois pilotos da Honda Asia Team, Jake Dixon, Cameron Beaubier e Aron Canet eram os candidatos a pole.

Logo na primeira volta, o tailandês Keminth Kubo foi para o chão. Com 4 minutos de disputa, na disputa particular entre Dixon e Zonta, melhor para o piloto holandês, com quase meio segundo (495 milésimos) a frente do piloto da Gas Gas. A marca do piloto da RW Racing caiu com mais uma excelente volta de Tony Arbolino (1:46.963) que vinha embalado pela 1ªvitória na categoria intermediária. Aron Canet foi para terceiro, logo atrás de van der Goodbergh e na frente de Dixon e Chantra.

Em sua segunda volta, Dixon chegou a se desequilibrar, mas acabou fazendo uma bela volta e foi para a ponta a 9:15 do final, marcando o tempo de 1:46.329, superando Lowes e Zonta. A 8:50 do final, Jorge Navarro entra no jogo e vai para a liderança com 1:46.058. A 8 minutos e meio do final, Arbolino marca 1:45.502, colocando mais de 5 décimos de frente para Navarro.  Naquele momento parecia que Tony Arbolino seria imbatível no Q2, levando a pole position em Algarve.

O alemão Marcel Schrotter que vive um bom momento foi para segunda posição (Puxado pelo Somkiat Chantra), a 164 milésimos de Arbolino, a 7:05 do final. Canet chega a fazer 1:45.452, mas segundos depois, Arbolino foi para a casa do 1 minuto e 44 segundos (1:44.957) a 6:45 do final. Ninguém conseguia para-lo até aquele momento.

Até que faltando 5 minutos para o final da sessão, Aron Canet passa Tony Arbolino e assume a liderança, o Piloto da Pons marcou 1:44.556 e ficou a 28 milésimos do piloto da Marc VDS. Lowes estava na terceira posição, seguido de Navarro, Beaubier (que fez uma boa volta) e Zonta van der Goodberch completando as 6 primeiras colocações.

Lowes seria despejado da sua posição na primeira fila, após a bela volta do compatriota Jake Dixon da Aspar Martinez a menos de 4 minutos do final. Schrotter passa a 4ªposição e Celestino Vietti foi para a 5ªposição, superando Chantra a 3:25 do final da sessão. Canet melhorou 1 centésimo seu tempo.

A disputa continuava entre Canet e Arbolino, até que a menos de 2 minutos do final, Canet marcou 1:44.151 e fincou com uma das mãos na pole position. Já Tony Arbolino parou de melhorar sua marca (Só melhorava em alguns milésimos). O terceiro colocado passou a ser Albert Arenas da Aspar Martinez, seguido de Cameron Beaubier, Jake Dixon e Celestino Vietti.

Sam Lowes que caiu para a 10ªposição fez uma volta muito boa e voltou para a terceira posição com 1:44.955 a 20 segundos do final. Ogura toma o terceiro lugar, Já com o cronometro zerado. No final da sessão, Cameron Beaubier da American Racing e Jake Dixon da Aspar Martinez superaram Tony Arbolino e o tiraram da primeira fila.

Aron Canet conquistou a pole position. O piloto da equipe Pons que busca sua primeira vitória na categoria intermediária fez uma excelente classificação, principalmente na segunda metade quando conseguiu virar o jogo contra o italiano Tony Arbolino da Marc VDS, que não conseguiu se quer ficar na primeira fila. As duas outras posições ficaram com o norte-americano Cameron Beaubier da American Racing que fez mais uma excelente classificação e de Jake Dixon que arrancou no último momento a terceira posição no grid de largada.

Tony Arbolino teve uma primeira parte de classificação excelente no Q2 e parecia que conseguiria ser o pole para a corrida do domingo, mas acabou perdendo no terço final de sessão e acabou no final caindo para a 4ªposição. Augusto Fernandez da Ajo e Sam Lowes da Marc VDS completam essa segunda fila.

Ai Ogura e Somkiat Chantra levaram as motos da Honda Asia Team até as 7ª e 8ªposições respectivamente. Definitivamente os asiáticos não são fogo de palha, eles vão brigar por vitórias e por consequência pelo título. Joe Roberts da Italtrans completa a 3ªfila. A Quarta fila será formada por Albert Arenas da Gas Gas, Jorge Navarro da Pons e Marcel Schrotter da IntactGP. Celestino Vietti vai ter muito trabalho para ganhar posições, já que vai partir 13ªposição no dia seguinte.

Grid de Largada:

pos piloto equipe moto tempo
1 40 Aron Canet Flexbox HP40 Kalex 01’44.151
2 6 Cameron Beaubier American Racing Kalex 01’44.479
3 96 Jake Dixon Autosolar GASGAS Aspar Team Kalex 01’44.501
4 14 Tony Arbolino ELF Marc VDS Racing Team Kalex 01’44.560
5 37 Augusto Fernandez Red Bull KTM Ajo Kalex 01’44.788
6 22 Sam Lowes ELF Marc VDS Racing Team Kalex 01’44.827
7 79 Ai Ogura Idemitsu Honda Team Asia Kalex 01’44.898
8 35 Somkiat Chantra IDEMITSU Honda Team Asia Kalex 01’44.911
9 16 Joe Roberts Italtrans Racing Team Kalex 01’44.915
10 75 Albert Arenas Autosolar GASGAS Aspar Team Kalex 01’44.999
11 9 Jorge Navarro Flexbox HP40 Kalex 01’45.016
12 23 Marcel Schrotter Liqui Moly Intact GP Kalex 01’45.018
13 13 Celestino Vietti Mooney VR46 Racing Team Kalex 01’45.076
14 42 Marcos Ramirez MV Agusta Forward Team MV Agusta 01’45.251
15 54 Fermín Aldeguer Lightech Speed Up Boscoscuro 01’45.304
16 84 Zonta Van Den Goorbergh RW Racing GP Kalex 01’45.354
17 19 Lorenzo Dalla Porta Italtrans Racing Team Kalex 01’46.859
18 81 Keminth Kubo Yamaha VR46 Master Camp Team Kalex Sem Tempo
19 12 Filip Salac Gresini Racing Moto2 Kalex 01’46.086
20 51 Pedro Acosta Red Bull KTM Ajo Kalex 01’46.160
21 18 Manuel Gonzalez Yamaha VR46 Master Camp Team Kalex 01’46.600
22 64 Bo Bendsneyder Pertamina Mandalika SAG Team Kalex 01’46.712
23 7 Barry Baltus RW Racing GP Kalex 01’46.787
24 5 Romano Fenati Lightech Speed Up Boscoscuro 01’46.787
25 2 Gabriel Rodrigo Pertamina Mandalika SAG Team Kalex 01’47.213
26 52 Jeremy Alcoba Liqui Moly Intact GP Kalex 01’47.274
27 24 Simone Corsi MV Agusta Forward Team MV Agusta 01’47.676
28 61 Alessandro Zaccone Gresini Racing Moto2 Kalex 01’47.762
29 4 Sean Dylan Kelly American Racing Kalex 01’48.021
30 28 Niccolò Antonelli Mooney VR46 Racing Team Kalex 01’48.305

A categoria intermediária fechou a programação do Mundial de motovelocidade e acabou promovendo a corrida mais impressionante e a mais caótica do campeonato. Ao final, mais um piloto obteve sua vitória inédita e quebrou no jejum que durava mais de 30 anos.

Na largada, o norte-americano Cameron Beaubier larga melhor que Aron Canet e passa a liderança, enquanto que o piloto da Pons teve de lutar muito para tentar manter a segunda posição. O espanhol conseguiu, mas na curva 5, Tony Arbolino acabou lhe tomando a segunda posição. Somkiat Chantra e Ai Ogura largaram bem e vinham juntos na 4ª e 5ªposições. Chantra precisava pagar uma punição pela pilotagem irresponsável  no GP dos Estados Unidos (quando ele provocou o acidente na 1ªvolta da etapa norte-americana).

Ainda na segunda parte da 1ªvolta, Canet passa Arbolino e recupera a segunda posição. Ao final da 1ªvolta, Canet pega o vácuo de Beaubier e no final da reta dos boxes, o espanhol supera o piloto norte-americano e volta a 1ªposição. Somkiat Chantra passa Tony Arbolino e sobe para a 3ªposição. A chuva começava a cair aos poucos em Algarve e ameaçava a continuidade da corrida.

No finalzinho da terceira volta, Somkiat Chantra paga a volta longa e caiu da 3ª para a 9ªposição. Tony Arbolino recupera a 3ªposição, seguido de Ogura, Augusto Fernández, Joe Roberts e Jake Dixon passaram pelo tailandês.

Marcos Ramirez iria para o chão na 4ªvolta. Essa caída do piloto da MV Agusta já poderia ser efeito da chuva leve que estava caindo. Enquanto isso, Ai Ogura partiu para cima de Tony Arbolino na 5ªvolta e acabou o japonês levando a melhor. Nessa briga, Augusto Fernandez se aproximou dessa briga. O tailandês Somkiat Chantra vinha em franca recuperação, na 6ªposição.

Arbolino luta para se manter na frente de Fernandez, mas também tentava duelar de novo com Ogura pela 3ªposição. Com a pista ficando molhada a cada momento, já se poderia a direção de corrida dá uma bandeira vermelha na 7ªvolta, mas essa mesma direção decidiu que a corrida deveria continuar.

E assim foi feito, a prova continuava. Na 8ªvolta, Ogura chegou em Canet e Beaubier. Os três abriram 1 segundo sobre Fernandez e os demais.

Ao chegar na 9ªvolta, na curva 2,  Canet, Beaubier, Ogura, Fernandez, Arbolino, Chantra, Lowes, Arenas e Corsi foram para o chão, Uma catástrofe em termos de corrida, mas nenhum dos pilotos ter algum ferimento grave. Apenas Aron Canet que teve uma lesão na mão. De uma coisa ficou provado, a pista já estava ficando molhada e sem condições de ter a continuidade da prova.

A direção de corrida acionou a bandeira vermelha e a corrida é interrompida após 8 voltas. Augusto Fernandez, Ai Ogura, Albert Arenas voltaram para os boxes com a esperança de poderem largar na segunda largada. Porém, a direção da prova acabou por vetar os acidentados de voltar á corrida. Com isso, somente 17 pilotos poderiam largar para essa corrida de apenas 7 voltas. Ou seja, pouco tempo para atacar e para uma recuperação e todo mundo voando baixo, sem poupar equipamento nenhum.

Grid de Largada para a 2ªlargada – 7 voltas

pos piloto equipe moto
1 96 Jake Dixon Autosolar GASGAS Aspar Team Kalex
2 16 Joe Roberts Italtrans Racing Team Kalex
3 13 Celestino Vietti Mooney VR46 Racing Team Kalex
4 9 Jorge Navarro Flexbox HP40 Kalex
5 54 Fermín Aldeguer Lightech Speed Up Boscoscuro
6 52 Jeremy Alcoba Liqui Moly Intact GP Kalex
7 18 Manuel Gonzalez Yamaha VR46 Master Camp Team Kalex
8 23 Marcel Schrotter Liqui Moly Intact GP Kalex
9 64 Bo Bendsneyder Pertamina Mandalika SAG Team Kalex
10 7 Barry Baltus RW Racing GP Kalex
11 12 Filip Salac Gresini Racing Moto2 Kalex
12 19 Lorenzo Dalla Porta Italtrans Racing Team Kalex
13 5 Romano Fenati Lightech Speed Up Boscoscuro
14 2 Gabriel Rodrigo Pertamina Mandalika SAG Team Kalex
15 61 Alessandro Zaccone Gresini Racing Moto2 Kalex
16 81 Keminth Kubo Yamaha VR46 Master Camp Team Kalex
17 28 Niccolò Antonelli Mooney VR46 Racing Team Kalex
18 4 Sean Dylan Kelly American Racing Kalex

Não Qualificados para a 2ªLargada

piloto equipe moto
40 Aron Canet Flexbox HP40 Kalex
6 Cameron Beaubier American Racing Kalex
14 Tony Arbolino ELF Marc VDS Racing Team Kalex
37 Augusto Fernandez Red Bull KTM Ajo Kalex
22 Sam Lowes ELF Marc VDS Racing Team Kalex
79 Ai Ogura Idemitsu Honda Team Asia Kalex
35 Somkiat Chantra IDEMITSU Honda Team Asia Kalex
75 Albert Arenas Autosolar GASGAS Aspar Team Kalex
84 Zonta Van Den Goorbergh RW Racing GP Kalex
51 Pedro Acosta Red Bull KTM Ajo Kalex
24 Simone Corsi MV Agusta Forward Team MV Agusta
42 Marcos Ramirez MV Agusta Forward Team MV Agusta

A corrida já iria começar com poucos competidores, ainda piorou com Lorenzo Dalla Porta não podendo sair, certamente com problemas mecânicos na sua moto.

Na largada, Jake Dixon manteve a liderança, seguido de Joe Roberts e Fermin Aldeguer. Celestino Vietti vendo sua boa situação no campeonato, não quis arriscar e acabou caindo para a 5ªposição após ser superado por Marcel Schrotter.

Dixon tinha tudo para vencer, mas acabou indo para o chão na curva 6 e acabou perdendo uma chance incrível de conquistar a sua primeira vitória na moto 2. A liderança passava para as mãos de Joe Roberts da Italtrans. Fermin Aldeguer passou a segunda posição, mas foi por pouco tempo, o espanhol foi superado pelo alemão Marcel Schrotter da IntactGP e numa questão de algumas curvas foi superado por Jorge Navarro da Pons, o jovem piloto da Speed UP caiu para a 4ªposição.

Na metade da 3ªVolta, Roberts já estava abrindo 3.3 segundos sobre Schrotter e Navarro. Celestino Vietti e Manuel Gonzalez superaram Aldeguer. O piloto da Yamaha VR46 estava colado no líder do campeonato. Enquanto isso, Niccolò Antonelli acabou indo para o chão na 4ªvolta (curva 3) e perde uma ótima chance de marcar ponto pela primeira vez na Moto 2.

Schrotter e Navarro se afastam um pouco de Vietti e Gonzalez e travam um duelo pela 2ªposição na metade da corrida. Ao final da 4ªvolta, Schrotter é superado por Navarro e leva a segunda posição. Vietti e Gonzalez se aproximaram do piloto alemão.

O líder do campeonato em manobra muito audaciosa e precisa acaba passando Schrotter, passando a ser o terceiro colocado, não muito longe de Jorge Navarro. O piloto da VR46 foi para cima do piloto da Pons, visto que a segunda posição ainda era bem viável para Vietti. Manuel Gonzalez passou Marcel Schrotter no final da 5ªVolta, o jovem piloto da Yamaha VR46 queria fazer história com um pódio impensável em condições normais.

A 1 volta e meia do final, Vietti se aproveitou de um erro de Navarro na curva 11 para tomar a segunda posição. Manuel Gonzalez foi pra cima de Navarro na volta final, sonhando com um pódio inédito. Porém, o sonho de Gonzalez terminou quando Schrotter deu o bote na curva 2 e voltou para a 4ªposição.

Joe Roberts foi tranquilo para vencer pela primeira vez no Mundial de motovelocidade. O norte-americano da equipe Italtrans além de vencer o GP de Portugal, conseguiu quebrar um jejum de 33 anos sem uma vitória de um norte-americano na categoria intermediária. A última vitória tinha sido do norte-americano John Kocinski no GP da Austrália de 1990. Roberts se torna o 4ªvencedor de uma corrida no ano e foi o 4ªpiloto a vencer sua primeira corrida na Moto 2.

Celestino Vietti acabou sendo o outro grande vencedor do dia, se aproveitou muito bem das quedas dos seus adversários na disputa pelo título e acabou fazendo uma corrida precavida e atacando na hora certa, foi recompensado com a segunda posição. O pódio foi completado por Jorge Navarro, o primeiro pela equipe de Sito Pons, mesmo caso de Vietti, não estava nas primeiras posições e acabou beneficiado por isso. Na segunda corrida, Navarro foi bem e acabou levando a 3ªposição.

Marcel Schrotter chegou a ficar na segunda posição, mas acabou perdendo o pódio para Vietti e Navarro. O alemão chegou a perder posição para Manuel Gonzalez. Na volta final, Schrotter conseguiu retornar a 4ªposição, apesar de sair sem o pódio foi mais um bom resultado para o piloto da IntactGP. Já o piloto da Yamaha VR46 conquistou uma 5ªposição que nem de longe estava ao seu alcance. Foi um grande resultado para Gonzalez que começa a se destacar diante dos olhos de outras equipes, quem sabe para Gonzalez pilotar uma moto melhor para 2023.

Jeremy Alcoba foi o 6ºcolocado, é outro que vem andando muito bem, parece que se adaptou melhor que muitos que vieram da Moto 3. Fermin Aldeguer fez um bom começo de corrida, mas ficou para trás e acabou ficando com a 7ªposição, seguido do holandês Bo Bendsneyder da SAG.

Barry Baltus da RW Racing obteve mais um resultado positivo com a 9ªposição. Gabriel Rodrigo completou em 10º e marcou seus primeiros 6 pontos na Moto 2. Muito abaixo do seu companheiro de equipe, Romano Fenati acabou o dia na 11ªposição. Keminth Kubo, Sean Dylan Kelly, Filip Salac e Alessandro Zaccone marcaram seus primeiros pontos na Moto 2. Se a corrida tivesse sido uma corrida normal, dificilmente teríamos algum deles entre os 15 primeiros colocados.

Resultado Final da 5ªetapa do Mundial de Motovelocidade – Temporada 2022
GP de Portugal – Algarve – 7 Voltas – Moto 2

pos piloto equipe moto tempo
1 16 Joe Roberts Italtrans Racing Team Kalex 12’09.7570
2 13 Celestino Vietti Mooney VR46 Racing Team Kalex a 2.818
3 9 Jorge Navarro Flexbox HP40 Kalex a 2.991
4 23 Marcel Schrotter Liqui Moly Intact GP Kalex a 3.104
5 18 Manuel Gonzalez Yamaha VR46 Master Camp Team Kalex a 3.199
6 52 Jeremy Alcoba Liqui Moly Intact GP Kalex a 3.821
7 54 Fermín Aldeguer Lightech Speed Up Boscoscuro a 3.784
8 64 Bo Bendsneyder Pertamina Mandalika SAG Team Kalex a 4.648
9 7 Barry Baltus RW Racing GP Kalex a 8.103
10 2 Gabriel Rodrigo Pertamina Mandalika SAG Team Kalex a 8.880
11 5 Romano Fenati Lightech Speed Up Boscoscuro a 9.511
12 81 Keminth Kubo Yamaha VR46 Master Camp Team Kalex a 22.541
13 4 Sean Dylan Kelly American Racing Kalex a 24.669
14 12 Filip Salac Gresini Racing Moto2 Kalex a 1:53.045
15 61 Alessandro Zaccone Gresini Racing Moto2 Kalex a 12’30.3660
16 28 Niccolò Antonelli Mooney VR46 Racing Team Kalex a 4 voltas – acidente
17 96 Jake Dixon Autosolar GASGAS Aspar Team Kalex a 7 Voltas – acidente
18 19 Lorenzo Dalla Porta Italtrans Racing Team Kalex Não Largou – 2ªlargada
19 40 Aron Canet Flexbox HP40 Kalex Não Largou – 2ªlargada
20 6 Cameron Beaubier American Racing Kalex Não Largou – 2ªlargada
21 14 Tony Arbolino ELF Marc VDS Racing Team Kalex Não Largou – 2ªlargada
22 37 Augusto Fernandez Red Bull KTM Ajo Kalex Não Largou – 2ªlargada
23 22 Sam Lowes ELF Marc VDS Racing Team Kalex Não Largou – 2ªlargada
24 79 Ai Ogura Idemitsu Honda Team Asia Kalex Não Largou – 2ªlargada
25 35 Somkiat Chantra IDEMITSU Honda Team Asia Kalex Não Largou – 2ªlargada
26 75 Albert Arenas Autosolar GASGAS Aspar Team Kalex Não Largou – 2ªlargada
27 84 Zonta Van Den Goorbergh RW Racing GP Kalex Não Largou – 2ªlargada
28 51 Pedro Acosta Red Bull KTM Ajo Kalex Não Largou – 2ªlargada
29 24 Simone Corsi MV Agusta Forward Team MV Agusta Não Largou – 2ªlargada
30 42 Marcos Ramirez MV Agusta Forward Team MV Agusta Não Largou – 2ªlargada

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fotos: MotoGP

GP de Portugal – Moto 3 – Mundial de Motovelocidade 2022

Durante um final de semana de muita chuva, a classificação do Sábado iria começar com a Moto 3. A pista molhada tornava imprevisível a repescagem. Entre eles estavam o líder do campeonato, Dennis Foggia teoricamente seria um dos favoritos a pole position. Outros favoritos eram Deniz Oncü, Xavier Artigas e Kaito Toba.

O japonês Taiyo Furusato foi para o chão logo na curva 2 quando estava iniciando na primeira volta. Artigas marcou 2:09.296 e logo depois, segundos depois, Foggia fez 2:09.181 (A Volta foi cancelada logo depois) com quase 5 minutos de sessão. Esse tempo foi logo superado pelo espanhol David Salvador, com 2:08.628, o substituto de John McPhee estava na liderança. Os pilotos que tiveram suas voltas canceladas, isso era o menor dos problemas já que as voltas certamente melhorariam com o decorrer dos 10 minutos restantes.

A 8:20 do final, Artigas fez 2:08.477. Deniz Oncü fez tempo 6 décimos mais lento que o piloto da CM Moto. Foggia pulou para 2º, com 3 décimos sobre Artigas. Stefano Nepa marca um bom terceiro tempo, superando Oncü, Salvador e Ortolá. Com metade de sessão, ainda havia possibilidade de surpresas na zona de classificação.

Deniz Oncü abriu uma nova volta, que acabou sendo uma bela volta, levando o turco para a liderança da sessão com 2:08.368 a 3:40 do final. Um que iria certamente para a liderança era o espanhol Ivan Ortolá, com ótimas parciais, mas que teve uma queda na curva 14 e acabou deixando a disputa. Praticamente ao mesmo tempo, Joshua Whatley fez uma bela volta e pula para a 3ªposição.

Kaito Toba foi outro que acabou indo para o chão, mais uma vez o piloto da CIP Green mostra sua instabilidade.

Perto do final (com menos de 2 minutos do final), Oncü, Foggia e Whatley vinham com voltas bem rápidas. 53 marca 2:07.483, Foggia fez 2:08.028 e Whatley fez 2:08.366. Os três vinham mais seguros na zona de classificação. Artigas apesar de estar meio segundo de Azman, estava na bolha e correndo riscos. No final as sessão, Elia Bartolini e David Salvador caíram, provavelmente estavam tentando tirar tempo de suas motos.

Oncü faz 2:07.198, confirma sua classificação. No último momento, Stefano Nepa pula para 3º com 2:08.076 e se garante no Q2. Assim como Oncü, Foggia e Whatley. Quem rodou foi Xavier Artigas com a subida do piloto da . Joshua Whatley foi a surpresa da sessão e vai pela primeira vez para o Q2.

Resultado do Q1:

pos piloto equipe moto tempo
1 53 Deniz Öncü Red Bull KTM Tech 3 KTM 02’07.198
2 7 Dennis Foggia Leopard Racing Honda 02’07.713
3 82 Stefano Nepa Angeluss MTA Team KTM 02’08.076
4 70 Joshua Whatley VisionTrack Racing Team Honda 02’08.366
5 43 Xavier Artigas CFMOTO Racing PruestelGP CFMoto 02’08.477
6 63 Syarifuddin Azman Rivacold Snipers Team Honda 02’08.977
7 38 David Salvador Sterilgarda Husqvarna Max Husqvarna 02’09.228
8 66 Joel Kelso CIP Green Power KTM 02’09.502
9 48 Ivan Ortola Angeluss MTA Team KTM 02’09.654
10 27 Kaito Toba CIP Green Power KTM 02’10.039
11 23 Elia Bartolini QJMOTOR Avintia Racing Team KTM 02’10.365
12 18 Matteo Bertelle QJMOTOR Avintia Racing Team KTM 02’10.514
13 87 Gerard Riu Male BOE SKX KTM 02’11.241
14 22 Ana Carrasco BOE SKX KTM 02’12.481
15 80 David Alonso GASGAS Aspar Team Kalex 02’13.508
16 72 Taiyo Furusato Honda Team Asia Honda Sem Tempo

Alguns minutos depois, o sol aparece em Algarve e a pista já estava começando o processo de secagem. Certamente os tempos iriam baixar ainda mais no Q2, tanto é que os 18 pilotos começaram a ir para a pista disputarem a pole. A pista continuava molhada e qualquer um dos 18 pilotos poderiam conquistar a pole position.

A classificação começa mal para Sergio Garcia que foi para o chão com 3 minutos de sessão. Andrea Migno fez o tempo de referência, com 4 minutos e 25 segundos de sessão, o piloto da Snipers fez 2:08.553 e ficou por alguns poucos segundos na ponta, Izan Guevara superou o tempo do italiano ao marcar o tempo de 2:07.973. Logo, Suzuki e Aji passaram o rodo na concorrência e passaram a ser os 2 primeiros lugares (Suzuki com 2:06.441). Daniel Holgado teve sua volta que vinha sendo muito boa cancelada.

A 9 minutos do final, Scott Odgen chegou bem perto, em 2º com 36 milésimos de atraso para Suzuki. O outro piloto da Vision Track, Joshua Whatley foi ao chão na curva 3. A 8:20 do final, Oncü faz 2:05.962 e entrou na luta pela pole, para segundos depois, Aji (2:05.234) e Suzuki (2:05.319).

Com metade da sessão, Aji fazia a pole, seguido de Suzuki e Fellon (que fez uma excelente volta). Na segunda fila vinham Deniz Oncü, Ricciardo Rossi e Daniel Holgado. Diogo Moreira, Scott Odgen, Sergio Garcia e Izan Guevara completando os Top 10.

Oncü melhora na sua 3ªvolta e passa a 3ªposição a 6:10 do final. Guevara ganha uma posição e vai para a 9ªposição. Com 2:05.084, o francês Lorenzo Fellon foi para a liderança a 5:40 do final. Sergio Garcia tinha feito um bela volta, mas essa mesma volta foi cancelada e o piloto da Gas Gas ficou na 10ªposição.

A menos de 5 minutos do final, Scott Odgen fez ótima volta e pula para segunda posição, posição que virou primeira depois da melhor volta de Fellon ter sido cancelada. A 4 minutos e 5 segundos do final, Oncü passa para a casa dos 2 minutos e 4 segundos (2:04.752). Alguns segundos depois, Aji e Suzuki superam o piloto da Tech 3. Logo depois, Fellon volta a ponta com 2:04.604. Enquanto que o Japonês Ryusei Yamanaka acaba indo para o chão, mas conseguiu voltar a disputa para tentar sair da 16ªposição.

Sergio Garcia vai ao chão e fica de fora da disputa pela pole. A 2 minutos do final, Deniz Oncü volta a ponta com 2:04.473. Aji faz 2:04.248 alguns segundos depois. Fellon com 2:04.447 foi para segundo. O piloto indonésio muito perto de uma inédita pole, mas ainda tinha treino pela frente. Nisso, o britânico Scott Odgen mostrou em pratica e superou Aji e passou a ter a pole nas mãos.

A segundos do final, Deniz Oncü foi para 2:03.955, em grande volta. Mario Aji ficou a 17 milésimos e Fellon não conseguiu melhorar sua marca. A pole position acabou ficando nas mãos do turco Deniz Oncü, piloto que veio do Q1 fez uma classificação impecável para passar ao Q2 e para conquistar a pole position na pista molhada de Algarve.

A pista molhada e as condições adversas acabaram levando o indonésio Mario Aji da Honda Asia Team e o francês Lorenzo Fellon da SIC58 a segunda e terceira posições. Após a alternativa primeira fila, a segunda fila teria pilotos um pouco mais acostumados com a parte da frente da tabela. Carlos Tatay da CF Moto largara em 4º, Tatsuki Suzuki da Leopard larga na 5ªposição e Sergio Garcia, em busca de uma recuperação após a queda no GP dos Estados Unidos vai largar na 6ªposição.

Ainda não tão consistente, o italiano Riccardo Rossi vai abrir a terceira fila (7ªposição) e terá a companhia do jovem e talentoso Scott Odgen da Visiontrack e do espanhol Izan Guevara da Gas Gas. Ayumi Sasaki, Andrea Migno e Dennis Foggia acabaram devendo na classificação e vão formar a 4ªfila para a corrida em Algarve da Moto 3.

Grid de Largada:

pos piloto equipe moto tempo
1 53 Deniz Öncü Red Bull KTM Tech 3 KTM 02’03.955
2 64 Mario Suryo Aji Honda Team Asia Honda 02’03.972
3 20 Lorenzo Fellon Sic58 Squadra Corse Honda 02’04.447
4 99 Carlos Tatay CFMOTO Racing PrustelGP CFMoto 02’04.501
5 24 Tatsuki Suzuki Leopard Racing Honda 02’04.563
6 11 Sergio Garcia Valresa GASGAS Aspar Team GasGas 02’05.005
7 54 Riccardo Rossi SIC58 Squadra Corse Honda 02’05.137
8 19 Scott Ogden VisionTrack Racing Team Honda 02’05.202
9 28 Izan Guevara Valresa GASGAS Aspar Team GasGas 02’05.311
10 71 Ayumu Sasaki Sterilgarda Husqvarna Max Husqvarna 02’05.395
11 16 Andrea Migno Rivacold Snipers Team Honda 02’05.608
12 7 Dennis Foggia Leopard Racing Honda 02’05.772
13 96 Daniel Holgado Red Bull KTM Ajo KTM 02’05.967
14 10 Diogo Moreira MT Helmets – MSI KTM 02’06.270
15 5 Jaume Masia Red Bull KTM Ajo KTM 02’06.532
16 6 Ryusei Yamanaka MT Helmets – MSI KTM 02’07.020
17 82 Stefano Nepa Angeluss MTA Team KTM 02’07.238
18 70 Joshua Whatley VisionTrack Racing Team Honda 02’08.626
19 43 Xavier Artigas CFMOTO Racing PruestelGP CFMoto 02’08.477
20 63 Syarifuddin Azman Rivacold Snipers Team Honda 02’08.977
21 38 David Salvador Sterilgarda Husqvarna Max Husqvarna 02’09.228
22 66 Joel Kelso CIP Green Power KTM 02’09.502
23 48 Ivan Ortola Angeluss MTA Team KTM 02’09.654
24 27 Kaito Toba CIP Green Power KTM 02’10.039
25 23 Elia Bartolini QJMOTOR Avintia Racing Team KTM 02’10.365
26 18 Matteo Bertelle QJMOTOR Avintia Racing Team KTM 02’10.514
27 87 Gerard Riu Male BOE SKX KTM 02’11.241
28 22 Ana Carrasco BOE SKX KTM 02’12.481
29 80 David Alonso GASGAS Aspar Team Kalex 02’13.508
30 72 Taiyo Furusato Honda Team Asia Honda Sem Tempo

Diferente da classificação, o domingo estava com tempo bom, um fia ensolarado e pista em totais condições para a realização da 5ªetapa do Mundial de motovelocidade, sobre o solo Português a abertura da fase europeia da temporada.

Deniz Oncü larga bem e segura a liderança, Sergio Garcia em ótima larga pula da 6ª para a segunda posição. Mario Aji e Lorenzo Fellon perderam posições. Aji estava na 3ªposição e Fellon estava na 6ªposição. Entre eles estavam Carlos Tatay e Izan Guevara. Oncü foi o ponteiro até a reta dos boxes, ao iniciar a segunda volta, Sergio Garcia supera o piloto turco e assume a liderança da corrida. Izan Guevara que largou da 9ªposição já estava na 3ªposição. Um começo arrasador dos pilotos da Gas Gas. Tatay, Fellon e Aji completavam os 6 primeiros lugares.

Sergio Garcia iria tentar fugir da concorrência, enquanto isso Deniz Oncü e Izan Guevara travaram um duelo pela segunda posição. O turco resistia aos ataques do piloto da Gas Gas. Enquanto Tatay, Sasaki, Fellon e Ogden vinham seguindo os dois pilotos.

Foi uma bela batalha e Oncü resistiu o quanto pode, mas ao começar a 5ªvolta, Guevara e Sasaki superaram o piloto da Tech 3, passando a 2ª e 3ªposições. Só que Sergio Garcia se beneficiou bastante dessa disputa, já vinha aberto 1.6 segundos sobre o pelotão que tinha a missão de acabar com essa vantagem que o piloto principal da Gas Gas. Já o líder do campeonato, Dennis Foggia vinha muito mal, estava em uma distante 16ªposição, sem figurar na zona de pontuação.

No meio do pelotão, Jaume Masia começava a subir de patamar na corrida, o piloto da equipe Ajo subiu para a 5ªposição, logo atrás de Oncü.

Com o decorrer das voltas, Garcia continuava na frente, com Guevara, Sasaki, Oncü e Masia se aproximando do líder. Já os outros vinham se afastando do primeiro pelotão. No decorrer da 7ªvolta, Diogo Moreira vinha na 6ªposição após superar Carlos Tatay. Odgen, Rossi e Fellon completavam os 10 primeiros colocados.

Na 8ªVolta, Masia supera Oncü e sobe para a 4ªposição. O espanhol Ivan Ortolá foi o primeiro a ir para o chão e abandonar a corrida. No final da 9ªvolta, a vantagem que Sergio Garcia tinha construído na liderança tinha acabado e isso permitiu a Izan Guevara passasse para a liderança no começo da 10ªvolta, após usar o vácuo na reta dos boxes. Guevara, Garcia, Sasaki, Masia e Oncü já vinham com quase 5 segundos de frente para Tatay, Migno, Moreira e demais pilotos do segundo pelotão. Na 11ªvolta, Lorenzo Fellon que largou na terceira posição estava na 11ªposição. Pior estava para Mario Aji que já estava de fora da zona de pontuação (16ªposição).

Ao entrar na 12ªVolta, Ayumu Sasaki passou os dois pilotos da Gas Gas e assumiu a liderança com sua moto da Husqvarna. Masia passa para segundo, Garcia e Guevara caíram para 3ª e 4ªposições. Nesse lance, Masia e Garcia se tocaram, mas nenhum prejuízo para ambos. Acabou sendo um toque de corrida mesmo. Na 13ªVolta, Garcia recuperava a liderança com Masia em 2º e Guevara em 3º. Dennis Foggia teve uma recuperação, mas a 11ªposição era pouco para o piloto da Leopard Racing.

Na 14ªVolta, Masia que largou na 15ªposição e já alcançava a primeira posição a 8 voltas do final. A disputa pela vitória estava entre os 5 primeiros colocados. Na 15ªVolta, Sasaki passou para a liderança, seguido  de Guevara, Garcia, Masia e Oncü. Apesar do piloto das Husqvarna esta na liderança, nada era garantido até a bandeirada. Tanto é que a dupla da Gas Gas retornou a liderança na entrada da volta seguinte.

Em uma manobra sensacional e usando o vácuo dos seus adversários, Deniz Oncü passou da 5ª para a liderança. Parecia que o turco estava meio apagado nessa briga, mas o piloto da tech 3 parece ter esperado um momento certo para retomar a disputa. Na volta seguinte (4 voltas do final) Sergio Garcia volta a ponta. Lá atrás, Daniel Holgado foi para o chão na curva 5, acabou voltando, mas depois acabou desistindo.

Sergio Garcia tentou uma fuga, mas acabou sendo engolido por Ayumu Sasaki e Jaume Masia. Mais atrás, Carlos Tatay e Andrea Migno se destacaram do 2ºpelotão e brigavam diretamente pela 6ªposição.

Ayumu Sasaki liderou por toda a 20ªVolta e abriu a derradeira volta na frente, mas na reta dois boxes, o piloto da equipe de Max Biaggi foi engolido por Sergio Garcia que assumiu a liderança. Masia passou para segundo e Sasaki ainda conseguiu segurar a terceira posição.

Jaume Masia foi para uma tentativa final para tirar a vitória das mãos de Sergio Garcia, mas o piloto da Gas Gas foi firme até o final e conquistou sua segunda vitória na temporada, se redimindo do abandono da corrida passada. Garcia venceu e foi uma vitória merecida pra quem liderou a maior parte da corrida. Para completar com chave de ouro, ainda contou com o resultado ruim de Dennis Foggia para assumir a liderança do mundial.

Jaume Masia dá claras mostras de recuperação da sua confiança, acabou ficando na 2ªposição e começa a se colocar de fato como candidato ao título da Moto 3. Em 3ºlugar, Ayumu Sasaki mais uma vez viu a tão sonhada primeira vitória escapar das suas mãos, apesar de já merecer essa vitória a muito tempo.

Deniz Oncü fez um final de semana excelente, vindo do Q1 para a pole no sábado e brigando pela vitória, apesar de ter ficado de fora do pódio, na 4ªposição. Izan Guevara acabou fechando os Top 5 e sendo o último dos postulantes a vitória, mas com uma corrida muito boa do piloto espanhol.

Na última volta, Carlos Tatay se livrou de Andrea Migno e acabou levando a CF Moto da PruestelGP a 6ªposição. Enquanto que o piloto da Snipers acabou sendo o melhor piloto da Honda, chegando em modestíssima 7ªposição.

Mais atrás, Dennis Foggia e Joel Kelso se beneficiaram de uma punição sofrida por Diogo Moreira e acabaram ficando na 8ª e 9ªposições. O resultado de Foggia não foi nada bom, acabou perdendo a liderança do campeonato e se quer conseguiu ser competitivo para disputar as primeiras posições. Diogo Moreira fechou as 10 primeiras posições.

Mario Aji que largou na segunda posição acabou ficando fora da zona de pontuação, ficou na 16ªposição. O terceiro colocado no grid de largada, Lorenzo Fellon conseguiu salvar 2 pontos com a 14ªposição, mas não conseguiu se segurar na frente. Sem a chuva do sábado, esses dois pilotos não tiveram condições de almejar posições mais a frente.

Resultado Final da 5ªetapa do Mundial de Motovelocidade – Temporada 2022
GP de Portugal – Algarve – 21 Voltas – Moto 3

pos piloto equipe moto tempo
1 11 Sergio Garcia Valresa GASGAS Aspar Team GasGas 38’17.7250
2 5 Jaume Masia Red Bull KTM Ajo KTM a 0.069
3 71 Ayumu Sasaki Sterilgarda Husqvarna Max Husqvarna a 0.110
4 53 Deniz Öncü Red Bull KTM Tech 3 KTM a 0.210
5 28 Izan Guevara Valresa GASGAS Aspar Team GasGas a 0.373
6 99 Carlos Tatay CFMOTO Racing PrustelGP CFMoto a 4.094
7 16 Andrea Migno Rivacold Snipers Team Honda a 4.729
8 7 Dennis Foggia Leopard Racing Honda a 7.170
9 66 Joel Kelso CIP Green Power KTM a 7.241
10 10 Diogo Moreira MT Helmets – MSI KTM a 7.165
11 54 Riccardo Rossi SIC58 Squadra Corse Honda a 7.276
12 24 Tatsuki Suzuki Leopard Racing Honda a 7.334
13 19 Scott Ogden VisionTrack Racing Team Honda a 7.442
14 20 Lorenzo Fellon Sic58 Squadra Corse Honda a 18.989
15 82 Stefano Nepa Angeluss MTA Team KTM a 22.437
16 64 Mario Suryo Aji Honda Team Asia Honda a 22.627
17 27 Kaito Toba CIP Green Power KTM a 25.411
18 18 Matteo Bertelle QJMOTOR Avintia Racing Team KTM a 26.195
19 23 Elia Bartolini QJMOTOR Avintia Racing Team KTM a 26.213
20 43 Xavier Artigas CFMOTO Racing PruestelGP CFMoto a 26.580
21 6 Ryusei Yamanaka MT Helmets – MSI KTM a 27.217
22 38 David Salvador Sterilgarda Husqvarna Max Husqvarna a 30.402
23 87 Gerard Riu Male BOE SKX KTM a 42.926
24 63 Syarifuddin Azman Rivacold Snipers Team Honda a 42.989
25 72 Taiyo Furusato Honda Team Asia Honda a 50.532
26 70 Joshua Whatley VisionTrack Racing Team Honda a 50.902
27 80 David Alonso GASGAS Aspar Team Kalex a 51.199
28 22 Ana Carrasco BOE SKX KTM a 54.005
96 Daniel Holgado Red Bull KTM Ajo KTM a 4 voltas
48 Ivan Ortola Angeluss MTA Team KTM a 14 voltas

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fotos: MotoGP

GP de Portugal – MotoGP – Mundial de Motovelocidade 2022

Após o 4ºtreino livre, a pista já estava mais seca, não o ideal, mas bem melhor para os pilotos da categoria rainha de realizar a sua classificação para o grid de largada. A fase de Francesco Bagnaia continuava a ser ruim, o piloto principal da Ducati estava disputando a repescagem, igualmente na briga estava o vencedor da corrida anterior e líder do campeonato Enea Bastianini. Alex Rins vinha em final de semana ruim e precisava mostrar algo para passar para o Q2. Enquanto que Enea entrava na pista (com 2 minutos e meio de sessão), Alex Rins estava abrindo sua primeira volta rápida.

A pista estava com condições dos pilotos usarem os pneus de pista seca, mas ainda havia certos pontos que ainda tinha trechinho de água, Isso fez com que Remy Gardner fosse para o chão na curva 9. O australiano não teve culpa, foi vendido pela situação que estava o asfalto.

Takaagi Nakagami foi para os boxes para pegar a outra moto, certamente ele se sentia mais confiante com essa outra moto. Com quase 4 minutos de sessão, Rins marca o primeiro tempo (1:53.279). Porém, essa marca e pulverizada por Alex Marquez (alguns segundos depois) com 1:50.435, quase 2.3 segundos de frente para o piloto da Suzuki.

Porém, vários pilotos tiveram suas voltas canceladas. No final disso tudo, somente 5 pilotos tinham suas voltas válidas:  Marevick Viñales vinha na frente com 1:51.309, Lorenzo Savadori vinha em 2º com 1:51.457. Franoc Morbidelli, Raul Fernández e Darryn Binder vinham logo atrás. O resto estava sem tempo válido.

Em uma volta bem melhor, Rins vai para 3º com 1:52.300 a 9:20 do final da sessão. 30 segundos depois, Bastianini com 1:50.618 e Andrea Dovizioso com 1:50.779 foram para a ponta. Por outro lado, Francesco Bagnaia foi para o chão na curva 3 e abandonou a sessão. O inferno astral do vice-campeão do ano passado continuava em 2022.

A 7:45 do final, Takaagi Nakagami passa a liderar o Q1 com 1:50.478. Seu companheiro de equipe, Alex Marquez foi para a liderança a 7:10 do final, marcando 1:50.435. A diferença entre os 2 pilotos da LCR era de 43 milésimos. Ambos estavam se classificando e estavam deixando Lucio Cecchinello feliz. Enea Bastianini vinha em 3º perto dessa briga. Muitos pilotos foram para os boxes, o resto ficou na pista para tentar marcar uma boa volta.

Para recuperar sua confiança, Remy Gardner fez uma boa volta que rendeu a 9ªposição. Enquanto isso, Alex Rins foi para a pista, sua classificação era péssima, o espanhol estava na 10ªposição, bem distante de uma briga pelas 2 primeiras posições.

A 2 minutos do final, Dovizioso e Nakagami vinham dispostos a levarem as duas vagas. O japonês não conseguiu melhorar, perdeu tempo na última parcial. Dovizioso conseguiu melhorar bastante, marcou 1:49.695 e colocou 7 décimos de frente para Alex Marquez. A 1 minuto e 15 segundos do final. Raúl Fernández foi para o chão e saiu da disputa da sessão.

Alex Marquez foi para uma nova volta e acabou colocando ordem na casa, com 1:49.004 e 25 segundos do final era praticamente a garantia do irmão de Marc Marquez esta no Q2, mas Jorge Martin derrubou todo mundo, do nada surgindo para marcar 1:48.870, assumindo a liderança.

Com o tempo zerado, Alex, Martin e Marini vinham virando voltas muito rápidas. Enea Bastianini foi para o chão, era fim do dia para o piloto da Gresini. No final, Viñales chega a entrar na brincadeira, mas não passa da 3ªposição e fica de fora do Q2.

Alex Marquez marca 1:46.316 e carimbou de vez seu lugar no Q2. A definição ficou para a outra vaga e acabou ficando nas mãos de Luca Marini que foi bem melhor que Jorge Martin na volta derradeira. Desde da primeira marca a ser feita até o tempo de Alex Marquez a melhora foi de 7 segundos. Viñales com sua Aprilla, Fabio di Giannantonio da Gresini e Dovizioso da RNF Yamaha completaram as 6 primeiras posições.

Resultado do Q1:

pos piloto equipe moto tempo
1 73 Alex Marquez LCR Honda Castrol Honda 01’46.316
2 10 Luca Marini Mooney VR46 Racing Team Ducati 01’47.199
3 89 Jorge Martin Pramac Racing Ducati 01’47.936
4 12 Maverick Viñales Aprilia Racing Aprilia 01’49.332
5 49 Fabio Di Giannantonio Gresini Racing MotoGP™ Ducati 01’49.639
6 4 Andrea Dovizioso WithU Yamaha RNF MotoGP™ Team Yamaha 01’49.695
7 30 Takaaki Nakagami LCR Honda IDEMITSU Honda 01’49.889
8 23 Enea Bastianini Gresini Racing MotoGP™ Ducati 01’50.618
9 21 Franco Morbidelli Monster Energy Yamaha MotoGP™ Yamaha 01’50.702
10 87 Remy Gardner Tech3 KTM Factory Racing KTM 01’50.953
11 32 Lorenzo Savadori Aprilia Racing Aprilia 01’51.308
12 40 Darryn Binder WithU Yamaha RNF MotoGP™ Team Yamaha 01’51.639
13 42 Alex Rins Team SUZUKI ECSTAR Suzuki 01’52.300
14 25 Raul Fernandez Tech3 KTM Factory Racing KTM 01’53.603
15 63 Francesco Bagnaia Ducati Lenovo Team Ducati Sem Tempo

Marco Bezzecchi, Alex Marquez e Joan Mir foram os primeiros a partirem rumo à disputa da pole position. A expectativa dos torcedores era com o desempenho de Miguel Oliveira, um dos mais rápidos nos treinos livres. Com 1 minuto e meio de sessão, todos os 12 pilotos estavam na pista.

Assim como no Q1, ainda havia lampejos de pista molhada. Nessa quase que Fabio Quartararo não foi para o chão na sua volta de aquecimento. Na primeira volta, se destacaram Alex Marquez com 1:46.569 (com quase 5 minutos de sessão) e Pol Espargaró (uns 30 segundos depois). Os outros pilotos não ameaçaram, não fizeram voltas pra valer. Era a partir da segunda volta rápida que a sessão iria começar pra valer.

Alex Marquez tratou de melhorar seu tempo para 1:45.654 a 9:20 do final da sessão, mas logo Joan Mir superou o piloto da LCR Honda com 1:45.414. A 8:50 do final, Jack Miller faz uma bela volta e subiu para a segunda posição, jogando Alex para terceiro. Bezzecchi, Quartararo, Pol Espargaró, Miguel Oliveira, Aleix Espargaró, Brad Binder e Zarco completavam os 10 primeiros colocados até aquele momento.

Na metade da sessão, Alex Marquez volta a figurar na liderança com 1:43.774, muito a frente de seus adversários. 30 segundos depois, Marc Marquez faz o segundo tempo e faz dobradinha com seu irmão nas 2 primeiras posições. Os dois eram seguidos pelos dois pilotos da VR46, com Bezzecchi na frente de Luca Marini. Fabio Quartararo que subiu da 9ª para a 5ªposição e Joan Mir completavam os 6 primeiros colocados.

O único representante da Suzuki, Joan Mir fez uma bela volta e colocou a Suzuki na 2ªposição, colocando. A 5 minutos do final, Fabio Quartararo foi com tudo para colocar sua Yamaha para a 2ªposição, a 19 milésimos do tempo de Alex Marquez. Joan Mir continuava em 3º, seguido de Jack Miller que tinha feito uma pela volta segundos antes, Marc Marquez e Johann Zarco que chegou a fazer o 4ºtempo.

Alex Marquez foi para uma nova volta rápida e conseguiu uma melhora de meio segundo em relação à volta anterior ( 1:43.211). Alex nunca esteve tão perto de uma pole position, que seria a primeira na categoria principal.

Porém, tudo começa a mudar a partir do momento em que Johann Zarco marcou 1:43.151 a 3:40 do final. O francês passou a liderar a sessão. Fabio Quartararo foi para segundo a 3:25 do final. Alex Marquez, Jack Miller e Marc Marquez completam o Top 5.

2 minutos e 20 segundos do final, Joan Mir baixa seu tempo e volta a liderança com 1:43.055. 25 segundos depois, Zarco pulou para a ponta com 1:42.620 e Miller acabou superando o tempo do francês (1:42.503) e foi para liderança.

A briga pela pole não tinha terminado de forma nenhuma. Marc Marquez foi para uma volta brilhante, diante de seus problemas físicos, o Formiga Atômica fez 1:42.295. Era a volta que lhe dava a pole, mas quem atrapalhou foi Pol Espargaró, justamente seu companheiro de equipe que foi para o chão. Por ter passado rápido no último setor o piloto da Honda teve sua melhor volta dele cancelada.

Com o cronometro zerado, Zarco acabou com o jogo, marcou a volta de 1:42.003 e conquistou a pole position com sua Ducati Pramac. O francês teve uma duríssima batalha para levar a sua 7ªpole na categoria rainha, mas ainda lhe faltava à vitória que tanto almeja na sua carreira. Joan Mir vai largar em uma ótima segunda posição com sua Suzuki que anda muito bem nas curvas, mas que nas retas ainda deve velocidade. Completando a primeira fila, Aleix Espargaró que apareceu na volta final e acabou conquistando a 3ªposição.

Jack Miller que chegou a ficar pela pole, mas no final acabou o dia na 4ªposição e vai abrir a segunda fila. Fabio Quartararo fez o possível com sua Yamaha e até conseguiu um bom 5ºlugar. Fechando a segunda fila, Marco Bezzecchi  fez uma excelente classificação, isso se contamos que o estreante esta com uma Ducati de 2021 e se colocou 2 posições a frente de Luca Marini que esta com a Ducati de 2022.

Alex Marquez acabou caindo no final da classificação e viu sua possível primeira pole position se transformar em uma modesta 7ªposição, seguido de Luca Marini e do Formiga Atômica. Marc Marquez que se tivesse o seu tempo válido iria largar na primeira fila, perder a sua melhor volta e largar na 9ªposição foi um tremendo de um prejuízo para o piloto da Honda, ainda mais que foi o companheiro de equipe que acabou ajudando nesse fracasso.

Pol Espargaró acabou com a 10ªposição e com um peso na sua cabeça por ter involuntariamente atrapalhado Marquez. Miguel Oliveira e Brad Binder acabaram desapontando e acabaram por fechar as 12 primeiras posições.

Grid de Largada:

pos piloto equipe moto tempo
1 5 Johann Zarco Pramac Racing Ducati 01’42.003
2 36 Joan Mir Team SUZUKI ECSTAR Suzuki 01’42.198
3 41 Aleix Espargaro Aprilia Racing Aprilia 01’42.235
4 43 Jack Miller Ducati Lenovo Team Ducati 01’42.503
5 20 Fabio Quartararo Monster Energy Yamaha MotoGP™ Yamaha 01’42.716
6 72 Marco Bezzecchi Mooney VR46 Racing Team Ducati 01’42.716
7 73 Alex Marquez LCR Honda Castrol Honda 01’42.903
8 10 Luca Marini Mooney VR46 Racing Team Ducati 01’43.179
9 93 Marc Marquez Repsol Honda Team Honda 01’43.575
10 44 Pol Espargaro Repsol Honda Team Honda 01’43.832
11 88 Miguel Oliveira Red Bull KTM Factory Racing KTM 01’44.066
12 33 Brad Binder Red Bull KTM Factory Racing KTM 01’44.710
13 89 Jorge Martin Pramac Racing Ducati 01’47.936
14 12 Maverick Viñales Aprilia Racing Aprilia 01’49.332
15 49 Fabio Di Giannantonio Gresini Racing MotoGP™ Ducati 01’49.639
16 4 Andrea Dovizioso WithU Yamaha RNF MotoGP™ Team Yamaha 01’49.695
17 30 Takaaki Nakagami LCR Honda IDEMITSU Honda 01’49.889
18 23 Enea Bastianini Gresini Racing MotoGP™ Ducati 01’50.618
19 21 Franco Morbidelli Monster Energy Yamaha MotoGP™ Yamaha 01’50.702
20 87 Remy Gardner Tech3 KTM Factory Racing KTM 01’50.953
21 32 Lorenzo Savadori Aprilia Racing Aprilia 01’51.308
22 40 Darryn Binder WithU Yamaha RNF MotoGP™ Team Yamaha 01’51.639
23 42 Alex Rins Team SUZUKI ECSTAR Suzuki 01’52.300
24 25 Raul Fernandez Tech3 KTM Factory Racing KTM 01’53.603
25 63 Francesco Bagnaia Ducati Lenovo Team Ducati Sem Tempo

A principal categoria do Mundial de motovelocidade foi a segunda corrida do dia, tudo para evitar conflito com a Formula 1. Sinceramente, a MotoGP poderia manter sua programação normal, se os dirigentes da categoria tivessem coragem poderiam confrontar com a Formula 1, e com toda a falta de credibilidade que vive a Formula 1, era bem capaz de vemos mais audiência no Mundial de Motovelocidade.

A corrida de Algarve, o campeão da temporada passada ressurge para vencer e entrar em definitivo na luta pelo bicampeonato.

Na Largada, Mir larga bem melhor que todo o resto do pelotão e pula para a liderança. Zarco não foi muito bem na largada e caiu para a 5ªposição. Fabio Qaurtararo pula da 5ª para a segunda posição, seguido por Jack Miller e Alex Marquez que veio da 7ª para a 4ªposição.

Aleix Espargaró, Miguel Oliveira, Pol Espargaró, Jorge Martin e Marc Marquez completavam os 10 primeiros colocados. O dono da casa largou muito bem, partido da 11ªposição para se colocar em boa situação, na 4ªposição. Alex Rins que largou da 23ªposição fez uma largada fantástica, ganhando 12 posições. Ainda por cima, passado Marc Marquez no final da primeira volta e entrando no Top 10.

Após uma largada ruim, Zarco recuperou 2 posições, subindo para a 3ªposição. Enquanto isso, Fabio Quartararo começava a ameaçar a liderança de Mir. Enquanto que Alex Marquez trava um belo duelo com Jack Miller valendo a 4ªposição.

Ao final da 3ªvolta, Quartararo foi pra cima de Mir e usando a potência da sua Yamaha acabou superando o piloto da Suzuki e assumia a liderança da prova no alvorecer da 4ªvolta. Zarco vinha se consolidando na 3ªposição. Em apenas 1 volta, Fabio Quartararo abriu 6 décimos de frente para Joan Mir. Mais atrás, Miguel Oliveira era pressionado por Alex Rins que vinha em uma excelente corrida até aquele momento.

Jorge Martin vai para o chão na 6ªvolta e abandona a corrida. Logo atrás, Marc Marquez e Pol Espargaró brigavam pela 9ªposição. Após idas e vindas, o Formiga Atômica conseguiu se sobressair sobre seu companheiro de equipe no final da 7ªvolta. Bastianini e Brad Binder estavam muito perto dos dois pilotos da Honda Repsol.

Aleix Espargaró foi para cima de Alex Marquez que se defendia com muita garra sobre o piloto da LCR Honda. Apesar disso, Aleix levou a melhor sobre o Little Marquez que perdeu posição para Alex Rins que se aproveitou e subiu para a 6ªposição. Enquanto Alex Marquez ficou para Miguel Oliveira, Aleix Espargaró começava a ver Rins querendo sua 5ªposição.

Lá na frente, Fabio Quartararo já abriu 2 segundos sobre Joan Mir que começaria a sofrer pressão de um rapidíssimo Johann Zarco, a moto da Ducati era bem mais veloz que a Suzuki que se beneficia da ótima ciclística que tem sua moto.

Na metade da 10ªVolta, Enea Bastianini vai ao chão na curva 8 e abandona a prova, que já não vinha tão boa assim para o piloto da Gresini, muito longe das primeiras posições. A liderança teria grandes chances de mudar de mãos. Naquele momento, Quartararo estaria para assumir a liderança.

E por falar no francês, ele vinha arrepiando, fazendo volta mais rápida e abrindo cada vez mais da concorrência. Na parte final da 11ªvolta, Takaagi Nakagami foi para o chão, mas conseguiu voltar a corrida. Porém, teria que suar muito para conseguir algum ponto, com 13 voltas de corrida pela frente.

Ao chegamos a metade da corrida, o pega estava sendo entre Mir e Zarco. O piloto da Suzuki estava se defendendo com muito bem do piloto da Pramac. Depois vinham Jack Miller, Aleix Espargaró, Alex Rins, Miguel Oliveira e Alex Marquez em 8º, logo a frente de Marc Marquez. Francesco Bagnaia que largou da 24ªposição já vinha na 12ªposição, fazendo uma boa prova de recuperação.

A pressão de Zarco era grande, a ultrapassagem iria acontecer a qualquer momento e foi na 16ªvolta que o francês passou Mir, mas o piloto da Pramac errou a curva e permitiu que o piloto da Suzuki voltasse a segunda posição. Com isso, Jack Miller se aproximou dos dois e tornou a disputa mais interessante.

Na volta seguinte, Zarco usou a potência da sua Ducati, passou Mir e dessa vez não deu chances para o troco, Mir ainda tentou reverter o jogo, mas Zarco se estabeleceu na segunda posição. Miller agora teria a chance de buscar seu lugar no pódio se superar Joan Mir. Aleix Espargaró e Alex Rins estavam se aproximando para entrarem na disputa do pódio. A 8 voltas do final, Brad Binder foi para o chão na curva 11.

Na entrava da 19ªVolta, Jack Miller foi decidido para passar Joan Mir, coloca por dentro e tudo indicaria que iria passar a terceira posição, mas o australiano ao fazer a curva 1 acaba caindo e Mir acabou sendo derrubado. Ambos acabaram abandonando a corrida. Sem dúvida Miller foi o culpado, mas não porque Miller provocou, foi um acidente de corrida. Com esse acidente, Zarco se beneficiou e ganhou um folego em segundo, Aleix Espargaró passou a herdar o pódio e Alex Rins (que largou da 23ªposição) já esta em 4ªlugar. O dono da casa, Miguel Oliveira subiu para a 5ªposição.

Depois do acidente de Miller e Mir, a corrida deu uma esfriada, as brigas na frente se escarçaram demais. Quartararo estava com 5.8 segundos de frente para Zarco, o francês segurava o 2ºlugar, praticamente 1 segundo de frente para Aleix Espargaró que vinha 1.3 segundos a frente de Rins.

Nas últimas voltas, Aleix Espargaró foi para cima de Johann Zarco, era o pega do final da corrida. Nessa penúltima volta, Alex e Marc Marquez disputariam a 6ªposição, em um duelo de irmãos que iria até a última volta. Francesco Bagnaia queria tomar o 8ºlugar que estava nas mãos de Pol Espargaró.

Fabio Quartararo, de forma soberana acaba conquistando a primeira vitória em 2022, passando a liderar o mundial e entrando de vez na disputa do título. O piloto da Yamaha mostra cada vez mais ser o líder da Yamaha na MotoGP.

Johann Zarco fez um final de semana excelente, mas mais uma vez a vitória ficou no quase. Pode ser devido a largada ruim? Pode, mas ninguém poderia conseguiria bater Quartararo. Então, o piloto da Pramac consegue um importante 2ºlugar, isso após resistir a pressão de Aleix Espargaró nas voltas finais. Por falar em Aleix, foi o segundo pódio do piloto da Aprilla em 2022. Importante é que a marca esta conseguindo resultados que jamais conseguiu em toda a sua história na categoria principal.

Agora, que corridaça de Alex Rins, vindo de uma terrível classificação no sábado para a brilhante 4ªposição na bandeirada. Diferente de 2021, o ano de 2022 é muito bom para o piloto da Suzuki. O piloto da casa Miguel Oliveira honrou sua torcida com a 5ªposição após largar da 11ªposição, o piloto da KTM obteve uma recuperação muito boa para chegar nessa posição.

Marc Marquez venceu a luta dos irmãos e acabou o dia na 6ªposição, a poucos milésimos a frente de Alex Marquez. O piloto da LCR Honda fez seu melhor final de semana em 2022 longe. Um grande desempenho na classificação onde Alex chegou a ficar perto da primeira pole da carreira e um domingo bom, mas sem ser excepcional.

Francesco Bagnaia também obteve uma grande corrida de recuperação, vindo de último para ficar na 8ªposição, que foi conquistada nas curvas finais sobre o espanhol Pol Espargaró. O companheiro de Marc Marquez definitivamente ainda não se achou na Honda. Longe do brilho de Aleix Espargaró, o espanhol Marevick Viñales fecha o Top 10 com a outra Aprilla.

Em 11º ficou o italiano Andrea Dovizioso, que fez o possível com a moto ruim da RNF. Luca Marini acabou o dia na 12ªposição. Franco Morbidelli teve mais um dia terrível, muito longe de ter um desempenho decente com sua Yamaha da equipe oficial. A 13ªposição é só mais uma munição para os detratores usarem contra a sua permanência na Yamaha para 2023. A zona de pontuação é encerrada com Remy Gardner e Marco Bezzecchi. O japonês Takaagi Nakagami acabou ficando a uma posição da zona de pontuação.

Resultado Final da 5ªetapa do Mundial de Motovelocidade – Temporada 2022
GP de Portugal – Algarve – 25 Voltas – MotoGP

pos piloto equipe moto tempo
1 20 Fabio Quartararo Monster Energy Yamaha MotoGP™ Yamaha 41’39.6110
2 5 Johann Zarco Pramac Racing Ducati a 5.409
3 41 Aleix Espargaro Aprilia Racing Aprilia a 6.068
4 42 Alex Rins Team SUZUKI ECSTAR Suzuki a 9.633
5 88 Miguel Oliveira Red Bull KTM Factory Racing KTM a 13.573
6 93 Marc Marquez Repsol Honda Team Honda a 16.163
7 73 Alex Marquez LCR Honda Castrol Honda a 16.183
8 63 Francesco Bagnaia Ducati Lenovo Team Ducati a 16.511
9 44 Pol Espargaro Repsol Honda Team Honda a 16.769
10 12 Maverick Viñales Aprilia Racing Aprilia a 18.063
11 4 Andrea Dovizioso WithU Yamaha RNF MotoGP™ Team Yamaha a 29.029
12 10 Luca Marini Mooney VR46 Racing Team Ducati a 29.249
13 21 Franco Morbidelli Monster Energy Yamaha MotoGP™ Yamaha a 33.354
14 87 Remy Gardner Tech3 KTM Factory Racing KTM a 40.205
15 72 Marco Bezzecchi Mooney VR46 Racing Team Ducati a 46.052
16 30 Takaaki Nakagami LCR Honda IDEMITSU Honda a 49.569
17 40 Darryn Binder WithU Yamaha RNF MotoGP™ Team Yamaha a 50.303
18 32 Lorenzo Savadori Aprilia Racing Aprilia a 24 voltas – Acidente
19 49 Fabio Di Giannantonio Gresini Racing MotoGP™ Ducati a 21 voltas – Mecânico
20 36 Joan Mir Team SUZUKI ECSTAR Suzuki a 18 voltas – Acidente
21 43 Jack Miller Ducati Lenovo Team Ducati a 18 voltas – Acidente
22 33 Brad Binder Red Bull KTM Factory Racing KTM a 17 voltas – Acidente
23 23 Enea Bastianini Gresini Racing MotoGP™ Ducati a 9 voltas – Acidente
24 89 Jorge Martin Pramac Racing Ducati a 4 voltas – Acidente
25 25 Raul Fernandez Tech3 KTM Factory Racing KTM Não Largou

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fotos: MotoGP

Dakar 2022 – Avaliação dos pilotos e equipes da categoria Motos

Sam Sunderland: Teve um comportamento muito bom no Dakar. O inglês obteve um desempenho bem regular, mesmo quando não obteve em determinado estágio bons resultados, Sunderland quase sempre ficou na 1ªposição na classificação geral (8 dos 12 estágios). Desse modo, o piloto da Gas Gas conquistou o bicampeonato e coloca o nome da marca espanhola na história dos grandes vencedores do Rally Dakar.

Pablo Quintanilla: Após anos na Husqvarna, o chileno foi escolhido para ser o substituto de Kevin Benavides na Honda. Pelo seu desempenho do Dakar, a contratação foi acertadíssima apesar de não ter levado o 3ºtitulo seguido da Honda e o primeiro título do Dakar na carreira. Apesar de ido mal de 2 das primeiras sessões o chileno se recuperou, venceu 2 estágios e acabou a disputa a poucos minutos atrás de Sunderland e ficou pela segunda vez com o vice-campeonato.

Matthias Walkner: Possivelmente um dos pilotos mais contestáveis pelo menos da KTM apesar de ter vencido um Dakar. O austríaco estava caminhando muito bem na disputa da geral. Seu ponto alto foi ter alcançado a liderança na soma dos tempos na 9ªetapa, mas tudo acabou sendo comprometido pelo resultado muito ruim no 10ºestágio. Esse resultado comprometeu a sua tentativa de vitória. No final, acabou sendo o melhor piloto da KTM na soma dos tempos.

Adrien Van Beveren: O francês estava disposto a levar a Yamaha não só a uma recuperação, mas também para levar a marca a vencer o Rally, algo que não acontece desde 1998. Após o vexame de 2021, tanto a Yamaha como o piloto francês tiveram uma recuperação invejável e sim, Van Beveren teve a chance de vencer o Dakar, chegando a liderar a soma dos tempos na 7ª e na 10ªespecial. Porém, os 2 últimos estágios não foram nada bons para Van Beveren que acabou perdendo a vitória e caindo para o 4ºlugar, repetindo seu melhor resultado que foi obtido em 2017. Um belo trabalho, mas com um final frustrante.

Joan Barreda Bort: Não foi um dos melhores anos para o rápido, mas desastrado piloto espanhol, que tem como a característica ser muito rápido em estágios, mas não era um piloto constante a ponto de disputar o título do Dakar. O espanhol venceu 2 especiais nesse ano (chegando a 29 vitórias em especiais), mas teve atuações ruins e isso não deu a possibilidade para Barreda Bort disputar o título. Porém, deve ser exaltar a sua garra, mesmo depois de ter tido uma lesão durante o Dakar 2022 acabou continuando na disputa e foi recompensado com o top 5 na soma dos tempos, igualando seu melhor resultado, em 2017 com a 5ªposição.

José Ignacio Cornejo: Um jovem piloto chileno que mostra competência, mas ainda não esta no patamar de ser um dos favoritos ao titulo na soma dos tempos. No Dakar desse ano mostra que falta um bom caminho para isso. Apesar disso, Cornejo conquistou vitórias em 2 especiais na segunda metade do Rally, que ajudou muito o chileno a evoluir na classificação geral. Após ficar a maior parte do tempo lutando para ficar no Top 10, Cornejo acabou com uma respeitável 6ªposição, na frente de muita gente boa.

Ricky Brabec: Após o título de 2020 e o vice-campeonato de 2021, ficou claro que o Norte-americano acabou ficando abaixo do esperado. O piloto da Honda teve uma especial desastrosa e isso acabou afetando o seu desempenho no Dakar. Apesar de ter feito bons resultados em grande parte das especiais, mas sem ter conseguido a vitória e com apenas uma terceira posição na 9ªespecial. No final, um estágio ruim acabou rebaixando Brabec da 5ª para a 7ªposição. Fica para 2023 uma melhor exibição do campeão de 2020.

Andrew Short: Quando entrou para disputar seu primeiro Dakar, Short era um estranho no ninho, mas o norte-americano da Yamaha hoje é um piloto já identificado com a Rally mais perigoso do mundo. Apesar de ainda não ter obtido vitórias em estágios. Obteve uma participação regular em 2022, foram 7 vezes no top 10 (2 vezes na 6ªposição como melhor resultado em especial) que o levaram ao seu 3º Top 10 no Dakar e o 2ºmelhor resultado do já outrora piloto de sucesso no AMA Motorcross e que esta se tornando um piloto bem sucedido em Rallys.

Mason Klein: Uma grata surpresa, o norte-americano da equipe BAS (a melhor equipe privada do Dakar) fez uma brilhante primeira participação. Claro que a sua inexperiência, junto de uma equipe que não tem todos os recursos e noviciado acabaram fazendo Klein ter atuações irregulares de um dia para o outro. Mas já na 3ªespecial, conquistou uma grande 3ªposição. Já tinha sido 5ºlugar na 1ªespecial do Dakar e repetiu por 2 vezes essa 5ªposição. Ao final, acabou ajudado pelas punições de Svitko e Santolino para ficar com a 9ªposição na geral, se tornando o melhor piloto de equipe privada e o novato do ano. Assim como Howes, poderá ser puxado para uma equipe de fábrica para o Dakar de 2023.

Toby Price: O desempenho do bicampeão do Dakar foi para esquecer, com algumas especiais terríveis, chegando muito longe dos líderes (ficando fora até mesmo dos 20 primeiros) e ficando tempo o suficiente para não conseguir lutar pelo terceiro campeonato. Apesar da vitória na 10ªespecial e de 2 resultados na segunda posição em especial, Price não mereceu nem chegar entre os 10 primeiros colocados. Acabou ficando em 10º por se beneficiar da punição de Santolino e Svitko. Deixou a desejar o experiente piloto australiano… A se esperar uma melhor apresentação para o próximo Dakar.

Lorenzo Santolino: Após o 6ºlugar do ano passado, o principal piloto da Sherco TVS tinha a missão de levar mais uma vez a fabrica Francêsa/Espanhola para mais uma grande exibição. E pelo que se desempenhou no Dakar, as suas participações nos 12 estágios corresponderam as expectativas e fez um Dakar a altura de ficar entre os Top 10. Santolino só não conseguiu esse resultado por que acabou sendo punido em uma das especiais (assim como Stefan Svitko). Foi o 4ºcolocado em um dos dias mais formidáveis da Sherco no Dakar (na História) e por duas vezes na 5ªposição. Acabou na 11ªposição, mas com uma exibição de muito respeito.

Stefan Svitko: Uma das lendas do Dakar, sem título, o piloto eslovaco teve mais um Dakar com muita regularidade. É um dos mais competitivos pilotos de moto privada e em 2022 não se mostrou diferente ao brigar pelo título dos privados com o norte-americano Mason Klein. Acabou perdendo essa disputa por causa de um estágio ruim, junto de uma punição de 15 minutos, no que acabou fazendo toda a diferença contra o piloto da Slovnaft Rally Team. Svitko apesar do 12ºlugar terminou o Rally Dakar a menos de 1 hora do vencedor. Isso mostrou a imensa competitividade na categoria motos.

Luciano Benavides: O irmão de Kevin Benavides acabou sendo o melhor piloto da Husqvarna, mas muito longe de disputar o título. Na verdade, a marca sueca decepcionou totalmente nessa edição. Primeiro perdeu Pablo Quintanilla que foi para a Honda e acabou contratando um belo piloto, o norte-americano Skyler Howes. Porém, a grande aposta da marca acabou abandonando após um acidente e dai ficou nas mãos de Luciano a missão de liderar a Husqvarna, mas acabou não conseguindo muita coisa na classificação geral, ficando na 13ªposição. O seu melhor momento foi a 2ªposição na 10ªespecial, mas muito pouco para o argentino que já teve resultados entre os 10 primeiros em outras edições do Dakar.

Joaquim Rodrigues: Em uma palavra que define a participação de Joaquim Rodrigues é uma: Superação. Sim, após perder seu cunhado e amigo Paulo Gonçalves. Voltar ao Dakar e conquistar a primeira vitória da história da Hero, pelas suas mãos foi emocionante, principalmente por lembrar do seu amigo que se foi. O Português que foi o primeiro piloto da marca não teve resultados muito consistentes para brigar mais em cima, mas a vitória no 3ºestágio e o 3ºlugar no penúltimo estágio compensou essa irregularidade, levando o português até a 14ªposição.

Xavier De Soultrait: A participação do francês foi bem burocrática, ficou quase sempre entre os Top 20, próximo dos 15 primeiros colocados na geral, mas nada que chamasse a atenção. Tanto é que só conseguiu 1 vez Top 10 em especial (8ºlugar no primeiro estágio do Dakar). Acho até o 15ºlugar muito para o piloto da Husqvarna.

Aaron Hare: Pegou uma missão difícil, acabou substituindo o argentino Franco Caimi que teve uma lesão. O Sul-africano não foi mal não, conseguiu fazer um Dakar decente, até mesmo no começo do evento estava entre os 10 primeiros colocados na geral, mas depois a falta de experiência contou. Hare conseguiu o seu objetivo, chegar ao final do Dakar e ainda por cima chegou muito bem colocado na soma dos tempos.

Daniel Nosiglia: De volta após a ausência em 2021, o principal piloto boliviano fez um Dakar muito bom… Logico que dentro da limitação da moto que ele teve nas mãos. A Rieju, em seu segundo ano aumentou sua equipe e confiou em Nosiglia uma das suas motos, no que se mostrou acertada a escolha do piloto. Sem nenhum top 10, seu melhor desempenho foi o 13ºlugar na penúltima especial, Nosiglia foi o melhor piloto da nova marca, ficando entre os Top 20 com sucesso.

Maciej Giemza: Um dos melhores pilotos de equipe privada do Dakar 2022. Sempre evoluindo na classificação geral e sempre com desempenhos decentes nas especiais. Os seus principais desempenhos foram nos estágios 9, 10 e 11. O polonês conquistou seus melhores resultados, com dois resultados no Top 10 e uma 12ªposição no 11ºestágio. Principalmente no estágio 9, foi quando Giemza ficou nas primeiras posições durante todo aquele dia. Mesmo com ao 18ªposição na soma dos tempos, Giemza foi bem melhor que os pilotos oficiais da Husqvarna, mesmo com uma moto privada da Orlen Team.

Camille Chapeliere: Não chamou muito a atenção pelos resultados (apenas um Top 20 em 2022), mas a consistência do piloto da Team Baines Rally ajudou muito para obter bom resultado.

Juan Pedrero García: Uma das lendas do Dakar, o espanhol não precisaria mostrar mais nada para demonstrar o seu talento e suas qualidades como piloto. Nesse Dakar de 2022, obteve desempenhos consistentes entre os Top 30 (Conseguindo um Top 20, com o 19ºlugar na segunda especial). Completou o Dakar em uma digna 20ªposição e ajudando a Rieju a colocar 2 motos da marca entre os 20 primeiros colocados.

Antonio Maio: O português da Yamaha fez um trabalho bem decente, até se destacando em alguns momentos. Maio conseguiu 5 vezes chegar entre os Top 20 nas especiais e evoluiu 6 posições (Na Soma dos tempos) em relação ao ano passado, completando na 21ªposição.

Romain Dumontier: O francês de 33 anos estava fazendo uma estreia sem chamar muita a atenção. Até que no penúltimo estágio, Dumontier consegue uma incrível 8ªposição. Foi sem dúvida seu melhor momento na sua estreia. Se voltar ano que vem, esperamos que o francês possa ter condições de disputar posições mais a frente.

Jan Brabec: O piloto tcheco não teve muito destaque, mas teve sua melhor atuação, com, 3 especiais entre os 20 primeiros e foi o dono de uma belíssima imagem em uma das primeiras especiais do Dakar 2022.

Rui Gonçalves: O jovem piloto da Sherco foi para seu segundo ano e alternou atuações lindíssimas como a 4ªespecial, em uma excelente 3ªposição, ajudando a Sherco TVS a obter um dos melhores dias dele na história. No entanto, teve dias bem ruins, principalmente no 1ºestágio, com uma longínqua 70ªposição. Foram esses altos e baixo que fizeram Rui Gonçalves ficar longe de um bom resultado na soma dos tempos.

Bradley Cox: O Sul-africano mesmo com bons desempenhos acabou ofuscado por Mason Klein, da sua mesma equipe. Cox vinha entre os 20 primeiros na soma dos tempos, até que o resultado do 9ºestágio (84ªlugar) o jogou fora de uma classificação importante e impediu a dobradinha de novatos da equipe BAS Dakar (Cox foi o 3ºmelhor novato do Dakar de 2022).

Diego Gamaliel Llanos: Era outro novato que não esperava muito e teve desempenho modesto na primeira metade do Dakar, mas Llanos cresceu na segunda metade do evento e chegou no auge, com o 10ºlugar na última especial. O Argentino fechou o Dakar em uma boa 26ªposição na soma dos tempos.

Konrad Dąbrowski: O polonês fez um Dakar bem discreto e digno, conseguiu melhorar 1 posição em relação ao Dakar de 2021.

Arūnas Gelažninkas: Conquistou o Bicampeonato da Original by Motul, não com um desempenho espetacular, mas mesmo assim foi o suficiente para levar esse título importante para um piloto de moto privada.

Martin Michek: O piloto Tcheco fez um estupendo Dakar em 2021, o piloto da Orion MRG queria repetir esse desempenho ou pelo menos fazer um bom papel. Durante a maior parte do Dakar vinha muito bem, entre os 20 primeiros na soma dos tempos e com 3 especiais entre os 10 primeiros colocados. Porém, Michek viu tudo se perder na penúltima especial, com um resultado bem ruim que o jogou bem mais atrás. Um 36ºlugar muito frustrante para um piloto que esperava chegar nas cabeças em 2022.

Franco Picco: O italiano tem uma história no Dakar, foram 2 vice-campeonatos e muita história. Isso faz Picco não ter que provar mais nada, mas ele teve uma missão no Dakar 2022: Desenvolver a moto da Fantic. Como foi o único piloto da marca, as pretensões eram apenas chegar ao final do Dakar. Missão dada a Picco e cumprida com êxito, mesmo com uma modesta posição 72.

Danilo Petrucci: Vindo direito da MotoGP, Danilo Petrucci passou por uma odisseia para chegar e disputar o Dakar 2022. Acabou sendo roubado, teve Covid 19 o que poderia acabar com seu sonho de Disputar esse Dakar. Sua participação foi confirmada na última hora e o piloto da Tech 3 foi para a luta. Logo na segunda especial, um problema acaba tirando de qualquer disputa por uma boa posição na categoria geral.
Mas Petrucci teve seu grande momento no Dakar, ao vencer a 5ªespecial, numa exibição brilhante. Danilo Petrucci se tornou o primeiro piloto que correu na MotoGP que venceu uma especial no Dakar. Um feito que já marca a sua história no Dakar definitivamente.

Kevin Benavides: O Argentino, vencedor do Dakar de 2021 com a moto da Honda, foi a grande aposta para a KTM recuperar a coroa do Dakar. Porém, não parece ter se casado com a moto austríaca, mesmo disputando as primeiras posições em praticamente todos os estágios e com condições de conquistar o bicampeonato. Kevin não parecia ser o melhor piloto do Dakar e acabou não sendo esse melhor piloto de 2022.

O que acaba com as chances do argentino foi uma desastrosa 123ªposição no 10ºestágio que o jogou para fora da disputa. Ainda assim, seguiu em frente e conquistou sua 1ª e única vitória em uma especial (Na 11ªespecial). Sua campanha acabou sendo de 1 vitória, 2 vezes na segunda posição, mais uma vez na terceira posição. Foram 6 resultados no Top 10, Sem o desastroso 10ºestágio, Kevin teria um resultado entre os Top 10, quem sabe entre os Top 5. Seria muito bem colocado na soma dos tempos, mas não iria vencer o Dakar de 2022.

Harith Noah Koitha Veettil: O piloto indiano vinha em um Dakar bem decente, caminhando um Top 30 na soma dos tempos, mas também acabou perdendo tudo na 10ªespecial, com problemas na sua Moto. Ainda assim, Veettil conseguiu um Top 20 em especiais (na 18ªposição no penúltimo estágio).

Ross Branch: O Botsuano tinha tudo para fazer seu melhor Dakar. Ross vinha indo bem, entre os 10 primeiros colocados. A se destacar uma segunda posição na 5ªespecial. Porém, um acidente acabou com as suas chances no Dakar. Branch abandonou a competição depois da 8ªespecial. Poderia chegar tranquilamente entre os 10 primeiros colocados na soma dos tempos.

Daniel Sanders: Um jovem e rápido piloto australiano. Em 2022, tinha uma grande equipe nas mãos e uma moto rápida para disputar o título do Dakar. O 4ºcolocado do Dakar 2021 era um dos favoritos ao título do Dakar 2022. Na primeira parte do Dakar, 2 vitórias e 3ºcolocado na geral. Estava dando tudo certinho para o Australiano, mas um fortíssimo gravíssimo na 7ªespecial. Um fim prematuro para Sanders, sem o acidente, seria um sério candidato a vitória.

Skyler Howes: O piloto norte-americano era uma das esperanças da Husqvarna no Dakar 2022. Pelos desempenhos muito bons nos primeiros estágios ele seria o único piloto da marca sueca na disputa pelas 10 primeiras posições, nas especiais e na geral. Porém, Howes que ficou na 5ªposição em 2021 (Com uma moto privada) acabou deixando a disputa após a 5ªespecial.

Equipes no Dakar:

Gas Gas: Foi o primeiro Dakar da marca com a direção do grupo KTM e pela primeira vez com uma equipe competitiva para disputar o título. Com 2 pilotos fortes, sendo um campeão e um jovem e potencial campeão do Dakar no futuro.

O Dakar para os dois foi brilhante. Daniel Sanders fez um brilhante trabalho na primeira parte do Rally. Com o abandono do australiano, Sunderland passou a ser o único piloto da marca espanhola. O britânico acabou usando da regularidade para conquistar o título do Dakar 2022. Um grande feito para uma das marcas do Grupo KTM. Foi o primeiro campeonato da marca espanhola na história do Dakar.

Honda: Em busca do tricampeonato seguido, a Honda acabou contratando uma grande recomposição, o chileno Pablo Quintanilla que chegou da equipe Husqvarna. Além de ter no seu plantel, os pilotos Ricky Brabec, campeão de 2020, Jose Ignacio Cornejo e Joan Barreda Bort, um dos maiores vencedores em especial do Dakar.

Os pilotos da marca japonesa fizeram um belo trabalho, principalmente Pablo Quintanilla que lutou até o final pelo título do Dakar. Infelizmente o grande reforço para o Dakar desse ano acabou ficando com o vice-campeonato. Dessa forma, a Honda perdeu a chance e conquistar o tricampeonato.

Os 4 pilotos da Honda completaram o Dakar entre os 10 primeiros colocados. Além do vice-campeonato de Quintanilla tivemos  Joan Barreda Bort na 5ªposição, Jose Ignacio Cornejo em 6º e Ricky Brabec em 7ºlugar. Nada mal para a fábrica de Soichiro Honda, apesar de perder o tri-campeonato.

KTM: Após 19 títulos seguidos, a marca austríaca estava com fome para levar o campeonato de novo, para isso buscou um peso de ouro para tentar a conquista. O argentino Kevin Benavides foi essa peça para tentar esse triunfo. A equipe oficial tinha como pilotos: o austríaco Matthias Walkner e do australiano Toby Price. Além disso, tinha o consistente eslovaco Stefan Svitko e outras motos de equipes privadas. Essas sempre vinha um ou outro piloto para apontar entre os grandes.

Em 2022, a Fábrica austríaca não conseguiu de novo seu objetivo. Kevin Benavides não teve um casamento prefeito com a marca e acabou devendo as expectativas. Já Toby Price deixou a desejar e quase ficou de fora dos Top 10. O único que chegou perto de ser o campeão foi Walkner, chegando na 3ªposição, com quase 7 minutos de atraso para Sanders.

Entre os pilotos privados, Mason Klein e Stefan Svitko foram os melhores e ficaram em boas posições no Dakar. A BAS Dakar revelou Klein como uma boa revelação para ser um futuro piloto da equipe oficial. A KTM também levou o título da Original by Motul com Arūnas Gelažninkas (bi-campeão). Apesar de tudo, o saldo do Dakar 2022 ainda foi bem positivo para a marca austríaca.

Yamaha: A Yamaha precisava de uma grande recuperação, devido aos patéticos resultados em 2021. Para isso, a marca manteve o francês Adrien Van Beveren como o principal piloto da fábrica. O norte-americano Andrew Short, o Português Antonio Maio e o Botsuano Ross Branch eram o esquadrão para devolver a marca aos primeiros lugares.

Missão essa que acabou sendo bem sucedida, Quase com o campeonato para Van Beveren que estava na liderança da soma dos tempos até o finalzinho, mas o francês acabou perdendo tempo nas 2 últimas especiais e a Yamaha perdeu um pódio encaminhado. Andrew Short acabou a soma dos tempos entre os Top 10. Maio melhorou sua posição em relação ao ano passado.

Foram 2 motos entre os 10 primeiros colocados, mas poderiam ter sido 3 motos da fábrica, caso Ross Branch não tivesse tido problemas e não tivesse abandonado o Rally. Redimiram-se bem, mas faltou um pouco mais para levarem o caneco.

Sherco TVS: A Marca franco-espanhola que teve um desempenho histórico em 2021 queria melhorar essa marca para 2022. Apesar de apenas 3 motos na disputa, os três pilotos mostravam que poderiam incomodar. Principalmente o espanhol Lorenzo Santolino, 6ºcolocado em 2021.

Apesar de boas especiais e principalmente um grande resultado em uma delas (Onde colocou Rui Gonçalves e Santolino na 3ª e 4ªposições) que acabou sendo uma dos melhores dias da Sherco no Dakar. Infelizmente, os resultados de 2021 não se repetiram. Uma punição tirou o certo Top 10 de Santolino. Rui Gonçalves e principalmente o indiano Harith Noah Koitha Veettil tiveram problemas que impossibilitaram os dois de obterem melhores resultados. Uma pena, pois desempenho, os três pilotos e a equipe mostraram em 2022.

Hero: A Fábrica indiana teve seu plantel reduzido para 2022, com apenas 2 motos no grid. Sendo que um dos pilotos titulares e uma aposta da fábrica para esse ano, Franco Caimi não pode disputar o Dakar por causa de lesão. O substituto da equipe foi o sul-africano Aaron Hare, um estreante que seria companheiro de equipe de Joaquim Gonçalves, o principal piloto da fábrica. O alemão Sebastian Buhler também ficou de fora, por causa fraturas no fémur e no pulso.

Há de se falar, apesar do resultado final não mostrar grandes desempenhos, a Hero tem motivos para comemorar. Nas mãos de Joaquim Rodrigues, a marca conquistou a primeira vitória em uma especial. Como são as coisas, dois anos atrás, a equipe lamentava a morte de Paulo Gonçalves. Dois anos depois, através do seu cunhado, eles venceram pela primeira vez. Tanto Joaquim como Hare conseguiram manter a Hero entre os 20 primeiros colocados, um resultado bom. Além disso, uma boa estreia para Hare, o sul-africano mostra ter um futuro promissor.

Husqvarna: A maior decepção do Dakar 2022 fica para a marca sueca que deu uma bela investida no norte-americano Skyler Howes para pilotar uma das suas motos. Esse investimento estava na cara que daria certo. Howes foi o único da fábrica que iria disputar o título, mas acabou deixando o Rally no 5ºestágio.

A partir dai, a Husqvarna foi uma coadjuvante na disputa,  com alguns lampejos de bons resultados com o argentino Luciano Benavides, o melhor colocado na soma dos tempos, na 13ªposição. 2 posições atrás, ficou o francês Xavier de Soultrait, em uma apresentação totalmente apagada e sem destaque algum. A única notícia boa foi o ótimo trabalho de Maciej Giemza, levando a Husqvarna privada da Orlen a 17ªposição, com desempenho bem superior aos pilotos oficiais da fábrica.

Foi um ano para os suecos esquecerem, agora é pensar na volta por cima em 2023.

Rieju: A marca não tinha grandes pretensões para esse Dakar, é mais um braço do Grupo KTM, mas ainda tem um longo caminho para andar no caminho das vitórias. Daniel Nosiglia e Joan Pedrero Garcia eram os dois principais nomes da equipe para o Rally desse ano e ambos conquistaram os melhores resultados da fábrica e ficaram entre os 20 primeiros colocados.

Além disso, tiveram o chileno Patricio Cabrera e o espanhol Marc Calmet como pilotos da marca, mas em posições bem mais modestas.

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fotos: Dakar

Dakar 2022 – Stage 12 – Bisha até Jeddah – Carros

A última especial do Dakar nos carros aconteceu entre as cidades de Bisha e Jeddah. Foram 164 km para ratificar Henk Lategan como a revelação do Dakar e o 4ºtítulo do Qatari Nasser Al-Attiyah nos carros.

Com 39 km percorridos, Henk Lategan da Toyota era o líder, com bons 42 segundos a frente do francês Stephan Peterhansel da Audi. Em terceiro, outro sul-africano, Brian Baragwanath da Century Racing. Representando o carro britânico da Mini, Sebastian Halpern estava classificado na 4ªposição, 1 minuto e 6 segundos atrás do líder da competição.

A 5ª e 6ªposição eram ocupados por carros da Century Racing. O brasileiro Marcelo Tiglia Gastaldi 1 segundo a frente do sul-africano Christiaan Visser. Jakub Przygonski da Mini e Bernhard T.Brinke da Toyota vinham empatados na 7ªposição, 1 segundo a frente de Vaidotas Sala da Teltonika.

Sebastien Loeb vinha na 10ªposição, 1 minuto e 35 segundos atrás do líder e 1 minuto e 33 segundos a frente de Nasser Al-Attiyah, mas isso ainda era muito pouco, Loeb precisava tirar mais de 30 minutos para conseguir alcançar seu rival e conquistar o título.

No km 81, o sul-africano Brian Baragwanath passou da 3ª para a 1ªposição, abrindo 17 segundos em relação ao também sul-africano Henk Lategan. 1 segundo atrás, estava a lenda do Dakar, Stephane Peterhansel com seu Audi hibrido. Christiaan Visser era o terceiro sul-africano no checkpoint, em 4ºlugar, 51 segundos atrás de Baragwanath.

Vaidotas Zala vinha na 5ªposição, com pouca vantagem para Sebastien Loeb (Prodrive), Sebastian Halpern (Mini) e de Gastaldi (Century). Os 4 pilotos estavam sendo separados por apenas 8 segundos. Sheik Al Qassimi da Pegueot e Bernhard T. Brinke da Toyota completavam os 10 primeiros colocados. A destacar a ótima recuperação de Orlando Terranova que subiu da 19ª para a 11ªposição e a queda de Jakub Przygonski, perdendo 8 posições, no que fez o polonês cair para a 15ªposição.

Nasser Al-Attiyah vinha na 25ªposição, mas estava a 4 minutos e 13 segundos atrás do líder. Ou seja, não estava longe de Loeb.

No km 120, Lategan volta a liderança e abre 9 segundos de frente para Peterhansel. O líder do checkpoint anterior, Brian Baragwanath caiu para a 3ªposição, ficando com 46 segundos de atraso. Ainda na esperança de tirar o título das mãos de Al-Attiyah, Sebastien Loeb vinha na 4ªposição, com 1 minuto e 37 segundos atrás do líder.

Depois vinha Vaidotas Zala continuando sua ótima especial na 5ªposição. O argentino Sebastian Halpern vem na 6ªposição, 9 segundos a frente de Bernhard T.Brinke e de Orlando Terranova. Fechando o Top 10: Al Qassimi e Gastaldi. Nasser Al-Attiyah vinha em 20º, com 5 minutos e 40 segundos da liderança e 4 minutos atrás de Loeb e com o título praticamente nas suas mãos.

Após 1 hora e 35 minutos de disputa, Henk Lategan conquistou a vitória na última especial do Dakar, com muita autoridade, 49 segundos de vantagem sobre Stephane Peterhansel. A lenda do Dakar sem dúvida vai querer esquecer a edição de 2022 que foi marcada por muitos problemas em seu Audi hibrido.O também sul-africano Brian Baragwanath levou o Century para a terceira posição, o melhor desempenho do piloto e da equipe no Dakar.

Sebastien Loeb acabou na quarta posição, fez o que era possível para tirar os mais de 30 minutos de desvantagem para Nasser Al-Attiyah. Porém, o piloto da Hunter acabou tirando apenas 5 minutos dessa vantagem do piloto do Qatar. Nasser Al-Attiyah chegou na 19ªposição, mas garantiu o título pela 4ªvez nos carros, mostrando que é um dos melhores pilotos da história recente do Rally Dakar. A vantagem de Nasser Al-Attiyah sobre Sebastien Loeb foi de 27 minutos e 46 segundos.

Sumido nessa edição do Dakar, o lituânio Vaidotas Zala obteve seu melhor resultado de 2022 com o 5ºlugar. Orlando Terranova fechou na 6ªposição na especial e concluiu o Dakar em uma ótima 4ªposição na soma dos tempos.

O brasileiro Marcelo Tiglia Gastaldi obteve 7ºlugar, seu melhor resultado dele na sua história do Dakar. Gastaldi estava aprontando em algumas especiais bons momentos, mas foi no estágio 12 o seu apogeu em temos de resultado e de desempenho, pois andou o tempo todo entre os 10 primeiros colocados.

Bernhardt T.Brinke encerrou a sua participação de novo entre os 10 primeiros colocados. Nada mal para quem teve que substituir o também Holandês Erik Van Loon que acabou dando positivo para Covid-19. Khalid Al Qassimi da Pegueot e o Argentino Sebastian Halpern da Mini completaram as 10 primeiras posições.

Yazeed Al-Rajhi conquistou a 11ªposição na especial e a terceira posição na soma dos tempos, o saudita conquista o seu 1ºpódio na classificação final do evento. Giniel de Villiers completou os 5 primeiros colocados, colocando 11 minutos de frente para o polonês Jakub Przygonski, o melhor piloto com o carro da Mini.

Resultado final do 12ºestágio do Dakar 2022 – Bisha até Jeddah – 164 km
Carros:

pos No. Piloto/copiloto País Carro/Equipe tempo diferença penalização
1 225 Henk Lategan África do Sul Toyota GR DKR Hilux 01H 35′ 19”
Brett Cummings África do Sul Toyota Gazoo Racing
2 200 Stéphane Peterhansel França Audi RS Q e-tron 01H 36′ 08” + 00H 00′ 49”
Edouard Boulanger França Audi Q Motorsport
3 230 Brian Baragwanath África do Sul Century CR6 01H 37′ 10” + 00H 01′ 51”
Leonard Cremer África do Sul Century Racing
4 211 Sebastien Loeb França BRX Hunter T1+ 01H 37′ 39” + 00H 02′ 20”
Fabian Lurquin Bélgica Prodrive
5 234 Vaidotas Žala Lituânia Mini John Cooper Works Rally 01H 38′ 44” + 00H 03′ 25”
Paulo Fiúza Portugal Teltonika Racing
6 221 Orlando Terranova Argentina BRX Hunter T1+ 01H 39′ 06” + 00H 03′ 47”
Daniel Oliveras Carreras Espanha Prodrive
7 278 Marcelo Tiglia Gastaldi Brasil Century CR6 01H 39′ 35” + 00H 04′ 16”
Cadu Sachs Brasil Century Racing
8 217 Bernhardt Ten Brinke Holanda Toyota Hilux Overdrive 01H 39′ 46” + 00H 04′ 27”
Sébastien Delaunay França Overdrive Toyota
9 206 Khalid Al Qassimi Kuwait Peugeot 3008 DKR 01H 40′ 22” + 00H 05′ 03”
Dirk Von Zitzewitz Alemanha Abu Dhabi Racing
10 223 Sebastian Halpern Argentina Mini John Cooper Works Buggy 01H 40′ 38” + 00H 05′ 19”
Bernardo Graue Argentina X-raid Mini JCW Rally
11 205 Yazeed Al-Rajhi Árabia Saudita Toyota Hilux Overdrive 01H 40′ 42” + 00H 05′ 23”
Michael Orr Inglaterra Overdrive Toyota
12 207 Giniel De Villiers África do Sul Toyota GR DKR Hilux 01H 40′ 49” + 00H 05′ 30”
Dennis Murphy África do Sul Toyota Gazoo Racing
13 209 Martin Prokop Rep.Tcheca Ford Raptor RS Cross Country 01H 40′ 50” + 00H 05′ 31”
Viktor Chytka Rep.Tcheca Benzina Orlen Team
14 212 Mathieu Serradori França Century CR6 01H 40′ 58” + 00H 05′ 39”
Loic Minaudier França SRT Racing
15 222 Lucio Alvarez Argentina Toyota Hilux Overdrive 01H 41′ 21” + 00H 06′ 02”
Armand Monleon Espanha Overdrive Toyota
16 263 François Cousin França MD Rally Sport Optimus 01H 41′ 55” + 00H 06′ 36”
Stéphane Cousin França Compagnie Des Dunes
17 216 Denis Krotov Rússia Mini John Cooper Works Buggy 01H 42′ 06” + 00H 06′ 47”
Konstantin Zhiltsov Rússia MSK Rally Team
18 210 Cyril Despres França Peugeot 3008 01H 43′ 09” + 00H 07′ 50”
Taye Perry Alemanha Rebellion & Hexaom
19 201 Nasser Al-Attiyah Qatar Toyota GR DKR Hilux 01H 43′ 12” + 00H 07′ 53”
Matthieu Baumel Andorra Toyota Gazoo Racing
20 243 Pierre Lachaume França MD Rally Sport Optimus 01H 43′ 30” + 00H 08′ 11”
Stephane Duple França MD Rally Sport
21 203 Jakub Przygoński Polônia Mini John Cooper Works Buggy 01H 44′ 21” + 00H 09′ 02”
Timo Gottschalk Alemanha X-raid Orlen Team
22 235 Michael Pisano França MD Rally Sport Optimus 01H 44′ 25” + 00H 09′ 06”
Max Delfino França MD Rally Sport
23 214 Christian Lavieille França MD Rally Sport Optimus 01H 44′ 25” + 00H 09′ 06”
Johnny Aubert França MD Rally Sport
24 202 Carlos Sainz Espanha Audi RS Q e-tron 01H 44′ 35” + 00H 09′ 16”
Lucas Cruz Espanha Audi Q Motorsport
25 229 Ronan Chabot França Toyota Hilux Overdrive 01H 45′ 16” + 00H 09′ 57”
Gilles Pillot França Overdrive Toyota
26 224 Mattias Ekström Suécia Audi RS Q e-tron 01H 45′ 26” + 00H 10′ 07”
Emil Bergkvist Suécia Audi Q Motorsport
27 239 Carlos Checa Espanha MD Rally Sport Optimus 01H 45′ 29” + 00H 10′ 10”
Ferran Marco Alcayna Espanha MD Rally Sport
28 253 Mark Corbett África do Sul Century CR6 01H 45′ 41” + 00H 10′ 22”
Rodney Burke África do Sul Century Racing
29 250 Alexandre Leroy Bélgica Century CR6 01H 46′ 26” + 00H 11′ 07”
Nicolas Delangue França SRT Racing
30 236 Lionel Baud França Peugeot 3008 DKR 01H 46′ 38” + 00H 11′ 19”
Jean-Pierre Garcin França PH-Sport
31 233 Shameer Variawa África do Sul Toyota GR DKR Hilux 01H 47′ 09” + 00H 11′ 50”
Danie Stassen África do Sul Toyota Gazoo Racing
32 213 Guoyu Zhang China BAIC BJ40 01H 48′ 26” + 00H 13′ 07”
Hongyu Pan China BAIC ORV
33 228 Miroslav Zapletal Rep.Tcheca Ford F150 Evo 01H 49′ 16” + 00H 13′ 57”
Marek Sýkora Eslováquia Offroadsport
34 237 Juan Cruz Yacopini Argentina Toyota Hilux Overdrive 01H 49′ 25” + 00H 14′ 06”
Alejandro Miguel Yacopini Argentina Overdrive Toyota
35 254 Jean Remy Bergounhe França MD Rally Sport Optimus 01H 52′ 59” + 00H 17′ 40”
Gérard Dubuy França MD Rally Sport

Fotos:

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fotos: Dakar