GP da França – MotoGP – Mundial de Motovelocidade 2022

A repescagem começa com 14 pilotos buscando as 2 vagas para o Q2, Os primeiros a entrarem na pista são Joan Mir, Alex Marquez e os dois pilotos da VR46. Os pilotos da casa, Fabio Quartararo e Johann Zarco estavam na espera para chegar o Q2, onde ambos se garantiram automaticamente após 3 sessões de treinos livres.

Com 2 minutos de sessão, todo mundo já estava dentro do traçado de Le Mans Bugatti. Com 3:20 de sessão, Joan Mir foi o primeiro a marcar tempo, com 1:31.637 e ficou na frente por 20 segundos, foi quando Jorge Martin marcou 1:31.380. Brad Binder da KTM vinha na terceira posição.

A sessão ainda estava no começo e todo mundo estava disposto a desbancar Martin e Mir dos 2 primeiros lugares. Com 1/3 de sessão percorrida, Joan Mir melhora sua marca e vai para a ponta (1:31.252) seguido de Marco Bezzecchi da VR46 (1:31.287). 15 segundos depois, Jorge Martin voltou a ser o mais rápido e voltou a ponta com 1:31.138.

Metade da sessão percorrida, Martin e Mir vinham classificando para o Q2. O piloto da Suzuki foi para a pista pela segunda vez. Outros pilotos antecipam a volta para a pista. Todos eles cobiçavam as posições dos dois primeiros colocados.

Os tempos lá na frente não abaixam até que Mir acertou uma belíssima volta de 1:30.933 e volta a ficar na liderança, a menos de 3 minutos do final. Marco Bezzecchi chegou a ameaçar a segunda posição, mas perdeu tempo e não conseguiu melhorar sua volta a 50 segundos do final.

A 40 segundos do final, Jorge Martin melhora bastante sua marca. O tempo de 1:39.804 fez o piloto da Pramac voltar em definitivo para a primeira posição. Joan Mir teve de esperar até o final para ter sua vaga garantida. Marco Bezzecchi fez uma última tentativa, foi muito rápido, mas ficou a 7 milésimos do tempo do piloto da Suzuki e vai ter de partir da 13ªposição. Marevick Viñales melhorou no final e ficou em 4º seguido de Luca Marini da VR46.

Resultado do Q1:

pos piloto equipe moto tempo
1 89 Jorge Martin Pramac Racing Ducati 01’30.804
2 36 Joan Mir Team SUZUKI ECSTAR Suzuki 01’30.933
3 72 Marco Bezzecchi Mooney VR46 Racing Team Ducati 01’30.940
4 12 Maverick Viñales Aprilia Racing Aprilia 01’31.271
5 10 Luca Marini Mooney VR46 Racing Team Ducati 01’31.363
6 49 Fabio Di Giannantonio Gresini Racing MotoGP Ducati 01’31.487
7 88 Miguel Oliveira Red Bull KTM Factory Racing KTM 01’31.547
8 33 Brad Binder Red Bull KTM Factory Racing KTM 01’31.610
9 21 Franco Morbidelli Monster Energy Yamaha MotoGP Yamaha 01’31.617
10 4 Andrea Dovizioso WithU Yamaha RNF MotoGP Team Yamaha 01’31.618
11 73 Alex Marquez LCR Honda CASTROL Honda 01’31.763
12 87 Remy Gardner Tech3 KTM Factory Racing KTM 01’31.820
13 40 Darryn Binder WithU Yamaha RNF MotoGP Team Yamaha 01’32.596
14 25 Raul Fernandez Tech3 KTM Factory Racing KTM 01’32.767

A hora dos pilotos da casa entrarem em cena finalmente tinha chegado, Quartararo e Zarco tinham a missão de conquistar a vitória em casa, mas nada disso seria fácil diante da velocidade de Francesco Bagnaia e Jack Miller, além do rápido e instável Jorge Martin e do surpreendente Enea Bastianini da Gresini, última das equipes com moto da Ducati.

Aleix Espargaró, Takaagi Nakagami e Joan Mir foram os primeiros a entrarem na pista, sem o favoritismo dos pilotos da Ducati e dos franceses. Com 3 minutos e 20 segundos de sessão, o principal piloto da Aprilla foi o primeiro a marcar tempo, mas logo foi superado por Joan Mir.

A pole do piloto da Suzuki durou pouco, os favoritos detonaram seu tempo, a começar com a marca de 1:30.910 de Francesco Bagnaia e com Quartararo indo para segundo, e Rins passou para terceiro.

Com quase 1/3 de sessão, Aleix Espargaró melhorou sua marca e levou a Aprilla até a segunda posição, mas o fosso entre ele e Francesco Bagnaia aumentou, o piloto da Ducati marcou 1:30.699. Seria difícil arrancar a liderança de Bagnaia, mas não impossível como mostrou Fabio Quartararo, a 9 minutos do final, o piloto da Yamaha marcou 1:30.688 e passou a liderar a sessão. Jorge Martin que marcou o terceiro tempo, já vinha a quase 4 décimos dos 2 primeiros colocados. Assim como em Jerez, Quartararo e Bagnaia polarizavam a briga pela pole position.

Enquanto a maioria dos pilotos foram para os boxes, Enea Bastianini foi para uma terceira tentativa e acabou sendo válida, até porque o piloto da Gresini marcou o 5ºtempo, na segunda fila, entre Aleix Espargaró e Johann Zarco da Pramac.

A 6 minutos do final, os pilotos começaram a sair para a 2ª e última tentativa de tirar Quartararo da pole position. Teoricamente somente os pilotos da Ducati poderiam tirar a pole do piloto da Yamaha e de um dos pilotos da casa. Dispostos a fazer dobradinha, Bagnaia e Miller vão na frente para usarem melhor a potência de suas motos.

Miller que estava na 7ªposição passou Zarco a 3:10 do final, mas 10 segundos depois, Zarco fez uma grande volta e pulou para a 3ªposição. Porém, Enea Bastianini acaba fazendo tempo (1:30.711) muito melhor que o piloto da Pramac e toma a terceira posição, com uma Ducati de 2021 que se mostra muito competitiva, mesmo com 1 ano de defasagem.

A menos de 2 minutos do final, Peppo Bagnaia com 1:30.450 e Jack Miller com 1:30.519 cumpriram sua missão e colocaram a moto oficial da Ducati nas duas primeiras posições. No final da sessão, Aleix Espargaró chegou a ameaçar esse domínio da Ducati, mas acabou perdendo um pouco de tempo, o suficiente para não alcançar algo além do 3º.

Francesco Bagnaia acabou conquistando a pole pela segunda vez na temporada e que se esperava do piloto que conquistasse a sua segunda vitória da temporada para entrar de vez na disputa pelo campeonato. Jack Miller completa a dobradinha da Ducati com a segunda posição. O australiano que deve sair da equipe italiana ao final da temporada. Aleix Espargaró leva a Aprilla mais uma vez a 3ªposição, fechando a primeira fila.

Os franceses Fabio Quartararo e Johann Zarco não conseguiram ir além da 4ª e 6ªposições, ambos largam na 2ªfila com Enea Bastianini separando os 2. O líder do campeonato lutou bravamente com as deficiências da sua moto no quesito potência, mas nos outros quesitos, Fabio vem correspondendo muito bem.

A dupla da Suzuki fez um bom trabalho, Mir veio do Q1 e vai largar em 7º, seguido de Rins e de Jorge Martin que deixou a desejar com o 9ºlugar. Fechando os 12 primeiros colocados, os 3 pilotos da Honda que parece viver uma séria crise de gestão de equipamentos e de pilotos. Marc Marquez fica na frente de Pol Espargaró e Takaagi Nakagami mesmo sem estar em plena forma física. Fica claro que a marca japonesa estava totalmente dependente do formiga atômica.

Grid de Largada:

pos piloto equipe moto tempo
1 63 Francesco Bagnaia Ducati Lenovo Team Ducati 01’30.450
2 43 Jack Miller Ducati Lenovo Team Ducati 01’30.519
3 41 Aleix Espargaro Aprilia Racing Aprilia 01’30.609
4 20 Fabio Quartararo Monster Energy Yamaha MotoGP Yamaha 01’30.688
5 23 Enea Bastianini Gresini Racing MotoGP Ducati 01’30.711
6 5 Johann Zarco Pramac Racing Ducati 01’30.863
7 36 Joan Mir Team SUZUKI ECSTAR Suzuki 01’30.943
8 42 Alex Rins Team SUZUKI ECSTAR Suzuki 01’30.977
9 89 Jorge Martin Pramac Racing Ducati 01’31.068
10 93 Marc Marquez Repsol Honda Team Honda 01’31.148
11 44 Pol Espargaro Repsol Honda Team Honda 01’31.526
12 30 Takaaki Nakagami LCR Honda IDEMITSU Honda 01’31.595
13 72 Marco Bezzecchi Mooney VR46 Racing Team Ducati 01’30.940
14 12 Maverick Viñales Aprilia Racing Aprilia 01’31.271
15 10 Luca Marini Mooney VR46 Racing Team Ducati 01’31.363
16 49 Fabio Di Giannantonio Gresini Racing MotoGP Ducati 01’31.487
17 88 Miguel Oliveira Red Bull KTM Factory Racing KTM 01’31.547
18 33 Brad Binder Red Bull KTM Factory Racing KTM 01’31.610
19 21 Franco Morbidelli Monster Energy Yamaha MotoGP Yamaha 01’31.617
20 4 Andrea Dovizioso WithU Yamaha RNF MotoGP Team Yamaha 01’31.618
21 73 Alex Marquez LCR Honda CASTROL Honda 01’31.763
22 87 Remy Gardner Tech3 KTM Factory Racing KTM 01’31.820
23 40 Darryn Binder WithU Yamaha RNF MotoGP Team Yamaha 01’32.596
24 25 Raul Fernandez Tech3 KTM Factory Racing KTM 01’32.767

Em Le Mans Bugatti, Enea Bastianini mais uma vez levou a Gresini a vitória, a terceira na temporada, algo impensável para uma equipe que tem dificuldades financeiras como era a equipe do saudoso Fausto Gresini. Uma luta de Davi e Golias e que acabou com o Davi levando a melhor.

A equipe oficial da Ducati tinha seus dois pilotos na 2 primeiras posições. Na largada, Jack Miller foi melhor e assumiu a liderança. Enea Bastianini fez uma belíssima largada, ganhando 3 posições e se posicionando na 2ªposição. Francesco Bagnaia recua para a 3ªposição, seguido dos dois pilotos da Suzuki, com Rins a frente de Mir. Nakagami, Aleix Espargaró que largou mal de novo, Quartararo, Marquez e Martin completando os 10 primeiros colocados. Johann Zarco também foi mal na largada, caindo para a 11ªposição.

No final da primeira volta, Quartararo foi para cima de Nakagami (que foi superado por Aleix curvas depois da largada) passou o piloto japonês que tentou dar o troco, nessa manobra audaciosa, Marc Marquez se aproveitou e passou ambos, assumindo a 7ªposição. Nakagami acabou sendo tocado e foi obrigado a cortar a curva 3 e 4. De forma consciente, os comissários não puniram o piloto japonês que recuou para a 9ªposição.

Lá na frente, Bastianini é superado por Bagnaia e Rins, caindo para a 4ªposição. No começo da 3ªVolta, Alex Rins escapa perto da chicane, atravessa toda a curva 3 e cai de maneira perigosa quando volta ao asfalto. Fim de corrida para o piloto espanhol. Dessa forma, Enea Bastianini volta a terceira posição.

Bagnaia partiu para cima de Miller e acabou voltando a liderança ao passar seu companheiro de equipe na metade da 4ªvolta. Outro que caiu foi o australiano Remy Gardner, criticado sem razão na Tech 3 pelos maus resultados. Acho que a Tech 3 não tem muita moral para reclamar do seu piloto, já que não dá um equipamento minimamente decente para seus dois pilotos.

Bagnaia busca abrir vantagem sobre Miller, Bastianini e Mir. Quem vinha rápido era Fabio Quartararo que estava buscando a posição de Aleix Espargaró, em disputa pela liderança do Mundial. Marc Marquez vinha em 7º e Nakagami era atacado por Johann Zarco em busca da recuperação na corrida. Na 7ªVolta, Raúl Fernández abandona com a outra moto da Tech 3, uma equipe que não esta dando equipamento competitivo aos seus pilotos. Com 9 voltas completadas, Zarco passo Nakagami, subindo para a 8ªposição.

Na 11ªVolta, Enea Bastianini partiu para o ataque sobre Jack Miller. Na volta seguinte, ocorreu a ultrapassagem do piloto principal da Gresini. Brilhante temporada de Enea, andando muitíssimo bem com sua Ducati de 2021.

Os pilotos franceses vinham buscando subir na tabela de classificação. Fabio Quartararo continuava a seguir Aleix Espargaró lutando pela 5ªposição e Johann Zarco se aproximava de Marc Marquez na luta pela 7ªposição. No final da 14ªVolta, Joan Mir cai na curva 13, final de corrida para a Suzuki. Aleix subiu para a 4ªposição, mas tinha Quartararo ainda na sua cola.

Marquez sofreia a pressão de Zarco, depois vinham Nakagami, Oliveira e Binder completando o Top 10. Martin, Pol, Marini, Viñales e di Giannantonio completavam a zona de pontuação. Na volta seguinte, enquanto Zarco conseguia a ultrapassagem sobre Marc Marquez, seu companheiro de equipe, Jorge Martin acabou caindo. Martin vem fazendo uma péssima temporada, essa foi a 5ªcorrida que ele não consegue terminar, seu lugar na Pramac começa a balançar bastante.

Bastianini foi para cima de Peppo Bagnaia a 10 voltas do final, numa batalha entre a equipe de fábrica e a Gresini, a menor equipe das filiais. Uma autentica batalha de Davi contra Golias na MotoGP. Jack Miller já estava longe dos dois primeiros e tentava manter uma certa vantagem para Aleix Espargaró e Fabio Quartararo.

A briga pela liderança teve seu ponto mais culminante a 7 voltas do final, quando chegaram na chicane, Bastianini superou Bagnaia e assumiu a ponta. 3 curvas depois, Peppo deu o troco e retornou a liderança. Parecia que a briga iria durar mais, mas na curva 8, a briga teve seu momento chave, quando Francesco Bagnaia erra a curva e permite a ultrapassagem de Enea Bastianini. Com o psicológico afetado, Bagnaia tentou chegar no piloto da Gresini, mas tudo que ele acabou achando foi o chão no final da 21ªvolta. Agora era caminho livre para Bastianini levar sua moto com cuidado para confirmar a vitória.

Jack Miller vinha em 2º, com uma distancia segura para Aleix Espargaró e Fabio Quartararo que brigam pelo último lugar no pódio nessas voltas finais. Zarco, Marc Marquez, Nakagami, Brad Binder, Miguel Oliveira e Pol Espargaró completavam o Top 10. Miguel Oliveira foi para o chão e perdeu sua decente posição a 3 voltas do final, a queda prejudicou Pol Espargaró que teve que desviar da moto caída e perdeu posições para Marini e Viñales, caindo para a 11ªposição.

Enea Bastianini leva sua Ducati de 2021 da Gresini para a terceira vez na temporada. Inimaginável antes de começar a temporada de 2022, uma equipe que tem dificuldades financeiras e com motos já superadas e com dois pilotos novatos, um tentando se consolidar e um estreante tinha tudo para dar errado. Ainda bem que na prática, a equipe do saudoso Fausto Gresini  esta obtendo sucesso com Bastianini que esta na disputa do título de 2022.

Jack Miller salva o dia da equipe oficial da Ducati com a 2ªposição. O Australiano ganhou a ponta no começo, mas não teve rendimento para lutar pela vitória. E na disputa entre Aleix e Quartararo levou a melhor o piloto da Aprilla. Aleix Espargaró sobe pela 3ªvez seguida no pódio. Algo que não aconteceu na sua carreira e muito menos com a Aprilla que finalmente começava a ter sucesso na categoria rainha do mundial. A liderança do mundial continua nas mãos de Fabio Quartararo, o francês fez uma boa corrida, tentou o pódio, mas o 4ºlugar não chega a ser ruim para o piloto da Yamaha.

Johann Zarco, outro francês do grid se recupera bem e acaba o dia na 5ªposição, se tivesse largado melhor poderia sim almejar até uma disputa de pódio com Aleix e Quartararo, ainda assim, salvou o dia da equipe Pramac, que esta contando bem mais com a contribuição do francês, já que Jorge Martin vem fazendo um ano pífio até agora. Marc Marquez mais uma vez foi o melhor piloto da Honda ao terminar o dia em 6ºlugar, logo a frente de Takaagi Nakagami da LCR Honda. O japonês obteve pela segunda vez um bom resultado.

Brad Binder fez o que era possível com a KTM, ficou em uma honrosa 8ªposição, seguido de Luca Marini da VR46 e Marevick Viñales da Aprilla que fecharam o Top 10. Pol Espargaró teve mais uma lamentável apresentação e não foi capaz de se quer ameaçar ficar a frente do piloto da equipe satélite da Honda. Ou seja, o 11ºlugar no GP da França é só mais uma na conta já pesada dos seus críticos.

Marco Bezzecchi da VR46, Fabio di Giannantonio em 13º, marcando seus 3 primeiros pontos na MotoGP pela Gresini, Alex Marquez da LCR Honda e lamentavelmente Franco Morbidelli fechando a zona de pontuação, com a mesma moto de Fabio Quartararo, o ítalo-brasileiro mal consegue pontuar, ficando a frente apenas de Andrea Dovizioso e Darryn Binder da problemática RNF Racing.

Resultado Final da 7ªetapa do Mundial de Motovelocidade – Temporada 2022
GP da França – Le Mans – Bugatti – 27 Voltas – MotoGP

pos piloto equipe moto tempo
1 23 Enea Bastianini Gresini Racing MotoGP Ducati 41’34.6130
2 43 Jack Miller Ducati Lenovo Team Ducati a 2.718
3 41 Aleix Espargaro Aprilia Racing Aprilia a 4.182
4 20 Fabio Quartararo Monster Energy Yamaha MotoGP Yamaha a 4.288
5 5 Johann Zarco Pramac Racing Ducati a 11.139
6 93 Marc Marquez Repsol Honda Team Honda a 15.155
7 30 Takaaki Nakagami LCR Honda IDEMITSU Honda a 16.680
8 33 Brad Binder Red Bull KTM Factory Racing KTM a 18.459
9 10 Luca Marini Mooney VR46 Racing Team Ducati a 20.541
10 12 Maverick Viñales Aprilia Racing Aprilia a 21.486
11 44 Pol Espargaro Repsol Honda Team Honda a 22.707
12 72 Marco Bezzecchi Mooney VR46 Racing Team Ducati a 23.408
13 49 Fabio Di Giannantonio Gresini Racing MotoGP Ducati a 26.432
14 73 Alex Marquez  LCR Honda CASTROL Honda a 28.710
15 21 Franco Morbidelli Monster Energy Yamaha MotoGP Yamaha a 29.433
16 4 Andrea Dovizioso WithU Yamaha RNF MotoGP Team Yamaha a 38.149
17 40 Darryn Binder WithU Yamaha RNF MotoGP Team Yamaha a 59.748
88 Miguel Oliveira Red Bull KTM Factory Racing KTM a 3 voltas – acidente
63 Francesco Bagnaia Ducati Lenovo Team Ducati a 7 voltas – acidente
89 Jorge Martin Pramac Racing Ducati a 11 voltas – acidente
36 Joan Mir Team SUZUKI ECSTAR Suzuki a 14 voltas – acidente
25 Raul Fernandez Tech3 KTM Factory Racing KTM a 21 voltas – acidente
42 Alex Rins Team SUZUKI ECSTAR Suzuki a 22 voltas – acidente
87 Remy Gardner Tech3 KTM Factory Racing KTM a 24 voltas – acidente

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fotos: MotoGP

GP da França – Moto 2 – Mundial de Motovelocidade 2022

A categoria intermediaria teve uma repescagem muito disputada, com vários nomes que normalmente estariam no Q2. Entre eles, Celestino Vietti, o líder do campeonato que teria que se esforçar para conseguir a classificação, como também seria a missão de Jorge Navarro, Fermin Aldeguer, Joe Roberts e Bo Bendsneyder. Desses, 1 deles fatalmente largaria da 19ªposição para trás.

Vietti foi para a primeira volta, apesar do bom tempo de 1:36.772, o piloto da VR46 é superado pelo jovem e talentoso Manuel Gonzalez da Yamaha VR46, por Lorenzo Dalla Porta da Italtrans e  por Jorge Navarro. Dessa forma, Vietti estava na bolha, em 4ºlugar com 4 minutos e meio de sessão.

Vietti melhorou sua volta na segunda tentativa, chegando a liderar a sessão, mas quase de imediato foi superado por Jorge Navarro (que marcou 1:36.304) e pelo argentino Gabriel Rodrigo da SAG. Simone Corsi completava a zona de classificação.

A 9 minutos do final, Dalla Porta com 1:36.259 e Bo Bendsneyder com 1:36.297 derrubam Vietti para a 5ªposição. Era dai que o desespero do piloto da VR46 estava começando, ele teria que voltar aos 4 primeiros nos próximos 8 minutos, mas Vietti não estava conseguindo melhorar seu tempo. Para piorar a situação, Fermin Aldeguer da Speed UP faz grande volta e pula da 10ª para a 2ªposição.

Vietti foi tentar pelo menos se posicionar em 4ºlugar, as suas 2 últimas voltas, o piloto da VR46 conseguia fazer ótimas parciais e dava a impressão de que conseguiria ser o mais rápido, mas sempre na última parcial perdia o suficiente para não conseguir superar o tempo de Jorge Navarro. Alessandro Zacconi e Niccolò Antonelli foram para o chão ao buscarem o melhor tempo.

Com o Q1 encerrado, Lorenzo Dalla Porta, Fermin Aldeguer, Bo Bendsneyder e Jorge Navarro classificaram para o Q2.

Resultado do Q1:

pos piloto equipe moto tempo
1 19 Lorenzo Dalla Porta Italtrans Racing Team Kalex 01’36.259
2 54 Fermín Aldeguer MB Conveyors Speed Up Boscoscuro 01’36.278
3 64 Bo Bendsneyder Pertamina Mandalika SAG Team Kalex 01’36.297
4 9 Jorge Navarro Flexbox HP40 Kalex 01’36.304
5 13 Celestino Vietti Mooney VR46 Racing Team Kalex 01’36.310
6 2 Gabriel Rodrigo Pertamina Mandalika SAG Team Kalex 01’36.434
7 24 Simone Corsi MV Agusta Forward Racing MV Agusta 01’36.478
8 7 Barry Baltus RW Racing GP Kalex 01’36.528
9 12 Filip Salac Gresini Racing Moto2 Kalex 01’36.599
10 18 Manuel Gonzalez Yamaha VR46 Master Camp Team Kalex 01’36.623
11 16 Joe Roberts Italtrans Racing Team Kalex 01’36.766
12 84 Zonta Van Den Goorbergh RW Racing GP Kalex 01’37.031
13 52 Jeremy Alcoba Liqui Moly Intact GP Kalex 01’37.105
14 28 Niccolò Antonelli Mooney VR46 Racing Team Kalex 01’37.422
15 61 Alessandro Zaccone Gresini Racing Moto2 Kalex 01’37.778
16 4 Sean Dylan Kelly American Racing Kalex 01’38.454

Com a entrada de 6 pilotos, começava os 15 minutos da decisão da pole position. Bo Bendsneyder e companhia limitada foram para as primeiras tentativas de volta. Os pilotos da equipe Ajo (Acosta e Augusto Fernandez), os pilotos da Honda Asia Team (Chantra e Ogura) e Sam Lowes entraram algum tempo depois. Fermin Aldeguer foi o último a sair para a primeira tentativa, já aos 3 minutos de sessão.

Sam Lowes marcou 1:36.489 e ficou na frente, mas bem a frente de Marcel Schrotter da IntactGP. Enquanto isso, Cameron Beaubier abortou sua 1ªvolta e voltou para os boxes. A 10:20 do final, Albert Arenas fez uma boa volta e pulou para a segunda posição.

Com 1/3 de sessão, Lowes melhorou sua marca para 1:36.071, ficando na frente de Ai Ogura, Tony Arbolino, Pedro Acosta e Albert Arenas que acabou perdendo 3 posições. Alguns segundos depois, o jovem Alonso Lopez, o substituto de Romano Fenati levou a moto da Boscoscuro a uma belíssima segunda posição, com 1:36.269.

Sam Lowes parecia estar em um dia iluminado, mas acabou indo para o chão a 8 minutos do final, essa queda acabaria com o final de semana do piloto da Marc VDS, pois o impediria de disputar a corrida no domingo. Antes de terminar a primeira metade de sessão, Albert Arenas conseguiu recuperar a 2ªposição.

Na metade da sessão, Lowes, Arenas e Lopez vinha sendo uma 1ªfila bem diferente da Habitual, mas isso iria mudar nos 7 minutos finais de sessão.

A 6:15 do final, Pedro Acosta sai da 7ª para a 3ªposição, entrando na primeira fila. Porém, isso não deixou o campeão da moto 3 de 2021 satisfeito e por isso, Acosta foi para uma nova volta e o tempo de 1:35.803 o levou a primeira posição. Um temporal que seria difícil de ser batido por qualquer piloto. Jake Dixon passou para segundo e Augusto Fernandez pulou para 3º, os três mudaram totalmente a primeira fila. Aron Canet também melhorou bastante sua posição, após 2 voltas rápidas o piloto da Pons pulou da 12ª para a 5ªposição.

A sessão durou mais alguns minutos, mas ninguém ameaçou a pole position das mãos de Pedro Acosta. O jovem piloto de 18 anos finalmente parece ter se achado na Moto 2. O piloto da Ajo vai largar na frente, certamente sonhando com a primeira vitória, assim como o inglês Jake Dixon, o 2ºcolocado no Grid de largada, que por sinal, esta indo muito bem na Aspar Martinez. O mais experiente da 1ªfila é o espanhol Augusto Fernandez que vai largar na 3ªposição.

A segunda fila teria Sam Lowes largando na 4ªposição, mas acabaria por ser vetado da prova pelos médicos. Dessa forma, Albert Arenas herda essa posição no grid de largada. Alonso Lopez em uma ótima classificação, na sua primeira corrida com a Boscoscuro vai largar em excelente 5ªposição, na frente de Aron Canet da Pons.

Ai Ogura da Honda Asia Team tem a chance de tirar a diferença sobre o líder do campeonato, vai largar 12 posições a frente de Vietti. Bo Bendsneyder da SAG e Tony Arbolino da Marc VDS complementam a 3ªfila. Somkiat Chantra que foi ao chão na reta final da classificação larga em 10º, seguido de Jorge Navarro e Marcel Schrotter da IntactGP.

Grid de Largada:

pos piloto equipe moto tempo
1 51 Pedro Acosta Red Bull KTM Ajo Kalex 01’35.803
2 96 Jake Dixon Inde GASGAS Aspar Team Kalex 01’35.921
3 37 Augusto Fernandez Red Bull KTM Ajo Kalex 01’35.963
4 22 Sam Lowes Elf Marc VDS Racing Team Kalex 01’36.071
5 75 Albert Arenas Inde GASGAS Aspar Team Kalex 01’36.088
6 21 Alonso Lopez MB Conveyors Speed Up Boscoscuro 01’36.269
7 40 Aron Canet Flexbox HP40 Kalex 01’36.303
8 79 Ai Ogura IDEMITSU Honda Team Asia Kalex 01’36.309
9 64 Bo Bendsneyder Pertamina Mandalika SAG Team Kalex 01’36.341
10 14 Tony Arbolino Elf Marc VDS Racing Team Kalex 01’36.351
11 35 Somkiat Chantra IDEMITSU Honda Team Asia Kalex 01’36.461
12 9 Jorge Navarro Flexbox HP40 Kalex 01’36.472
13 23 Marcel Schrotter Liqui Moly Intact Gp Kalex 01’36.502
14 42 Marcos Ramirez MV Agusta Forward Racing MV Agusta 01’36.743
15 19 Lorenzo Dalla Porta Italtrans Racing Team Kalex 01’36.962
16 62 Stefano Manzi Yamaha VR46 Master Camp Team Kalex 01’36.979
17 6 Cameron Beaubier American Racing Kalex 01’37.037
18 54 Fermín Aldeguer MB Conveyors Speed Up Boscoscuro 01’37.098
19 13 Celestino Vietti Mooney VR46 Racing Team Kalex 01’36.310
20 2 Gabriel Rodrigo Pertamina Mandalika SAG Team Kalex 01’36.434
21 24 Simone Corsi MV Agusta Forward Racing MV Agusta 01’36.478
22 7 Barry Baltus RW Racing GP Kalex 01’36.528
23 12 Filip Salac Gresini Racing Moto2 Kalex 01’36.599
24 18 Manuel Gonzalez Yamaha VR46 Master Camp Team Kalex 01’36.623
25 16 Joe Roberts Italtrans Racing Team Kalex 01’36.766
26 84 Zonta Van Den Goorbergh RW Racing GP Kalex 01’37.031
27 52 Jeremy Alcoba Liqui Moly Intact GP Kalex 01’37.105
28 28 Niccolò Antonelli Mooney VR46 Racing Team Kalex 01’37.422
29 61 Alessandro Zaccone Gresini Racing Moto2 Kalex 01’37.778
30 4 Sean Dylan Kelly American Racing Kalex 01’38.454

Em Le Mans, mais uma corrida com muitas quedas, o que vem sendo uma constante negativa para a categoria intermediária. A briga pela vitória ficou entre os dois pilotos da equipe Ajo e acabou com a vitória de Augusto Fernandez que estava a mais de 2 anos sem vitória. Entre os postulantes ao título, Aron Canet levou a melhor sobre Celestino Vietti e Ai Ogura. No domingo, foi confirmado a não participação de Sam Lowes por recomendação médica.

Ao partirem para a largada, Pedro Acosta manteve a sua liderança e Augusto Fernandez passou para 2º. A equipe Ajo relembrou o domínio da temporada passada (Remy Gardner e Raúl Fernández dominaram em 2021 com as motos da equipe de Nikias Ajo). Albert Arenas foi muito bem na largada, pulando da 5ª para a 3ªposição. Seu companheiro de equipe caiu para a 6ªposição. Atrás de Alonso Lopez e de Marcos Ramirez da MV Agusta, em uma largada espetacular, da 13ª para a 5ªposição.

Aron Canet passou Dixon no final da primeira volta. No começo da segunda volta, Alonso Lopez supera Albert Arenas, subindo para a terceira posição. Por outro lado, Tony Arbolino e Fermin Aldeguer vão para o chão na mesma curva.

Acosta e Fernandez já abrem uma vantagem enorme para a concorrência que era liderada por Alonso Lopez da Speed Up. Arenas, Canet, Ramirez, Dixon, Beaubier, Chantra e Navarro completavam os 10 primeiros. Ai Ogura vinha em 12º e Celestino Vietti vinha na 18ªposição.

Canet supera Arenas e parte para cima de Lopez na 4ªvolta, foi a mesma volta que ocorreu o encontro de Jake Dixon com o chão. Mal dia para o piloto britânico. Na 5ªVolta, Canet supera Lopez e assume a terceira posição, mas se quisesse a primeira vitória na Moto 2 teria que tirar 3 segundos que Acosta e Fernandez abriram na liderança. Ao final da 5ªVolta, Acosta acabou tendo que salvar sua moto de uma queda, com isso, Augusto Fernandez tentou a ultrapassagem sobre o companheiro de equipe. Apesar disso, ainda deu para Acosta segurar a liderança.

Na metade da 6ªVolta, Arenas e Lopez foram para o chão, o toque de lado do piloto da Speed UP acabou influenciando para a queda do piloto da Gas Gas e do próprio Alonso Lopez. Ambos voltam à corrida, mas já sem condições de fazerem nada de relevante. Canet estava mais tranquilo em 3º, a classificação mudava da 4ªposição em diante, agora era o norte-americano Cameron Beaubier da American Racing que vinha em 4º, seguido de Somkiat Chantra da Honda Asia Team e de Marcos Ramirez da MV Agusta. Ai Ogura vinha na 7ªposição. Enquanto isso, Celestino Vietti vinha em 13º, se recuperando aos poucos. Na 8ªVolta, Chantra supera Ramirez e sobe para a 5ªposição.

Com 8 voltas completadas, Acosta e Fernandez abriram quase 6 segundos sobre Canet, a briga pela vitória estava entre os dois pilotos da Ajo. Enquanto isso, o holandês Bo Bendsneyder iria pagar uma punição da volta longa. Enquanto o piloto da equipe SAG foi cumprir sua punição, Celestino Vietti acabou saindo da pista, na curva 8, no mesma curva onde Bendsneyder pagou a punição. O líder do campeonato saiu no prejuízo e caiu para a 19ªposição.

Na 11ªvolta, a corrida tinha seu momento decisivo, Pedro Acosta vai para o chão e abandona a corrida, a liderança passa a ser de Augusto Fernandez, com confortáveis 6 segundos sobre Aron Canet que não vinha nada confortável, pressionado por Cameron Beaubier em 3º e chegando nessa disputa o tailandês Somkiat Chantra da Honda Asia Team. Essa disputa pelo segundo lugar passou a ser a grande briga da corrida.

Marcos Ramirez foi para a chão, numa corrida super promissora que ele estava tendo. A 5ªposição passou a ser de Marcel Schrotter da IntactGP.

Na 14ªVolta, Chantra se aproveita de um erro de Beaubier na curva 7 para tomar a terceira posição. Logo o piloto da Honda Asia Team parte para o ataque em cima de Canet da Pons. A pressão funciona, Chantra passou Canet e Beaubier se aproveitou e foi junto e voltou à terceira posição. Azar do Canet que teria de galgar de novo para reconquistar seu lugar no pódio.

Algumas voltas depois, Canet passou Beaubier e foi para cima de Chantra, dessa vez foi o tailandês que errou e caiu para a quarta posição, dessa vez Canet levou a melhor e voltou a ser o segundo colocado a menos de 7 voltas do final.

Mais um pouco atrás, Ai Ogura ganhou a 5ªposição de Marcel Schrotter. Já Celestino Vietti vinha em seu melhor momento na corrida, se recuperando muito bem e galgando posições dentro da zona de pontuação.

Beaubier tentou ir para cima de Canet, mas acabou ficando para Chantra que tentou uma arrancada final para buscar o pódio. Essa arrancada dá certo e no final da penúltima volta, o tailandês supera o piloto norte-americano e volta a terceira posição.

Augusto Fernandez conquista sua primeira vitória na temporada e quebra um jejum de mais de 2 anos sem vencer corridas no Mundial de Motovelocidade. (Desde do GP de San Marino de 2019) Uma merecida vitória de Fernandez, que dá a equipe Ajo o primeiro triunfo do ano de 2022.

Aron Canet emplaca mais um segundo lugar, um ano muito regular do piloto da equipe de Sito Pons, teve calma e teve equipamento para conquistar essa posição. O pódio foi completado por Somkiat Chantra que esta virando uma figurinha constante na festa do pódio, apesar de certa irregularidade que o faz ficar zerado em Austin e em Algarve.

Ainda não foi dessa vez que Cameron Beaubier conquistou seu primeiro pódio da carreira, mesmo assim o 4ºlugar é seu melhor resultado desde da sua integração ao Mundial de Motovelocidade em 2020.

Ai Ogura fez uma corrida apenas regular e chegou na 5ªposição, apesar disso, conseguiu diminuir um pouco a vantagem que Celestino Vietti tem na liderança. O piloto da VR46 teve uma corrida de altos e baixos e ficou na 8ªposição. Seu melhor momento foi na reta final, desde da sua saída de pista ainda na 1ªmetade da corrida (seu pior momento na corrida) até o final da corrida, Vietti reagiu muito bem e salvou um razoável resultado, mas seu final de semana foi ruim e seu desempenho já não foi tão bom assim em Algarve (apesar do 2ºlugar). Apesar da liderança do campeonato, é bom que a VR46 e o próprio Vietti precisa melhorar para não só manter a liderança como também se consolidar na disputa do título.

Marcel Schrotter em mais uma boa corrida chega em sólida 6ªposição, seguido de Joe Roberts da Italtrans em corrida igualmente solida. Atrás de Vietti, chegaram Jorge Navarro, que continua longe do desempenho de Aron Canet e de Stefano Manzi da Yamaha VR46, mais um ótimo resultado do piloto italiano, sendo o substituto de Keminth Kubo pela segunda vez.

Manuel Gonzalez levou a outra moto da VR46 a uma boa 11ªposição. Lorenzo Dalla Porta em da Italtrans, Jeremy Alcoba da IntactGP, Bo Bendsneyder da SAG e Filip Salac da Gresini completaram a zona de pontuação.

Resultado Final da 7ªetapa do Mundial de Motovelocidade – Temporada 2022
GP da França – Le Mans – Bugatti – 25 Voltas – Moto 2

pos piloto equipe moto tempo
1 37 Augusto Fernandez Red Bull KTM Ajo Kalex 40’31.7260
2 40 Aron Canet  Flexbox HP40 Kalex a 3.746
3 35 Somkiat Chantra IDEMITSU Honda Team Asia Kalex a 4.628
4 6 Cameron Beaubier American Racing Kalex a 4.745
5 79 Ai Ogura IDEMITSU Honda Team Asia Kalex a 15.376
6 23 Marcel Schrotter Liqui Moly Intact GP Kalex a 17.547
7 16 Joe Roberts Italtrans Racing Team Kalex a 19.035
8 13 Celestino Vietti Mooney VR46 Racing Team Kalex a 19.854
9 9 Jorge Navarro Flexbox HP40 Kalex a 20.766
10 62 Stefano Manzi Yamaha VR46 Master Camp Team Kalex a 20.879
11 18 Manuel Gonzalez Yamaha VR46 Master Camp Team Kalex a 21.381
12 19 Lorenzo Dalla Porta Italtrans Racing Team Kalex a 23.892
13 52 Jeremy Alcoba Liqui Moly Intact GP Kalex a 26.881
14 64 Bo Bendsneyder Pertamina Mandalika SAG Team Kalex a 26.952
15 12 Filip Salac Gresini Racing Moto2 Kalex a 32.063
16 24 Simone Corsi MV Agusta Forward Racing MV Agusta a 36.712
17 84 Zonta Van Den Goorbergh RW Racing GP Kalex a 50.822
18 61 Alessandro Zaccone Gresini Racing Moto2 Kalex a 59.691
19 75 Albert Arenas Inde GASGAS Aspar Team Kalex a 1 volta
20 4 Sean Dylan Kelly American Racing Kalex a 2 voltas
21 96 Jake Dixon Inde GASGAS Aspar Team Kalex a 2 voltas
7 Barry Baltus RW Racing GP Kalex a 6 voltas – acidente
42 Marcos Ramirez MV Agusta Forward Racing MV Agusta a 13 voltas – acidente
51 Pedro Acosta Red Bull KTM Ajo Kalex a 15 voltas – acidente
2 Gabriel Rodrigo Pertamina Mandalika SAG Team Kalex a 16 voltas – acidente
21 Alonso Lopez MB Conveyors Speed Up Boscoscuro a 19 voltas – acidente
14 Tony Arbolino Elf Marc VDS Racing Team Kalex a 24 voltas – acidente
54 Fermín Aldeguer MB Conveyors Speed Up Boscoscuro a 24 voltas – acidente
28 Niccolò Antonelli Mooney VR46 Racing Team Kalex a 25 voltas – acidente

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fotos: MotoGP

GP da França – Moto 3 – Mundial de Motovelocidade 2022

Começando os trabalhos do sábado, o GP da França tinha a torcida pelos seus três pilotos: Fabio Quartararo e Johann Zarco na MotoGP e Lorenzo Fellon na Moto 3. Na repescagem, Denis Oncü é o grande favorito para uma das 4 vagas para o Q2. Outros candidatos era Riccardo Rossi, Kaito Toba e Lorenzo Fellon (piloto da casa).

Gerard Riu Male faz sua última corrida pela Boe, ele é o substituto de David Muñoz que ainda não tinha completado 16 anos de idade. Outra novidade é o espanhol José Antonio Rueda substituindo Alberto Surra que se recupera de lesão causada por um acidente.

Em sua segunda participação no Mundial, Rueda faz o primeiro tempo da sessão, mas é evidentemente superado por Deniz Oncü (1:42.710), seguido de Ogden, Fellon e Rossi com 4 minutos de sessão.

Na volta seguinte, Lorenzo Fellon se destaca, supera Oncü com a marca de 1:42.559 e passou a liderar a sessão, colocando 84 milésimos de frente para seu companheiro de equipe Riccardo Rossi. Oncü e Ogden recuaram para 3ª e 4ªposições, mas continuavam classificados a 9 minutos do final. Kaito Toba, Matteo Bertelle, Ivan Ortolá e Elia Bartolini completavam os 8 primeiros colocados. Tirando Stefano Nepa, todo mundo foi para os boxes a 8 minutos do final da sessão.

Ana Carrasco e Gerard Riu Male são os primeiros a voltarem para as derradeiras tentativas de volta rápida. Os demais pilotos voltaram logo, outros esperaram um pouco mais e acabaram saindo a 2 minutos e 30 segundos do final do Q1.

Deniz Oncü fez uma excelente volta, também usando muito bem o vácuo de Adrian Fernández (companheiro de equipe na Tech 3) o turco marcou 1:42.475 e voltou a liderança para não sair mais dela a 1 minuto e meio do final. 15 segundos depois, Matteo Bertelle fez uma bela volta, pulando da 8ª para a 3ªposição. Seu companheiro de equipe, Elia Bartolini melhorou no final, mas acabou ficando com o 5ºtempo e acabou ficando de fora do Q2 por um tris.

Deniz Oncü da Tech 3, Lorenzo Fellon da Sic58, Matteo Bertelle da Avintia e Riccardo Rossi da Sic58 passam para o Q2. De Bartolini da Avintia (5ºcolocado) até Ana Carrasco da Boe (16ªcolocada) já tinham suas posições definidas entre a 19ª a 30ªposição.

Resultado do Q1:

pos piloto equipe moto tempo
1 53 Deniz Öncü Red Bull KTM Tech3 KTM 01’42.475
2 20 Lorenzo Fellon SIC58 Squadra Corse Honda 01’42.559
3 18 Matteo Bertelle QJMotor Avintia Racing Team KTM 01’42.605
4 54 Riccardo Rossi SIC58 Squadra Corse Honda 01’42.643
5 23 Elia Bartolini QJMotor Avintia Racing Team KTM 01’42.712
6 19 Scott Ogden VisionTrack Racing Team Honda 01’42.821
7 31 Adrian Fernandez Red Bull KTM Tech3 KTM 01’42.851
8 82 Stefano Nepa Angeluss MTA Team KTM 01’42.874
9 27 Kaito Toba CIP Green Power KTM 01’42.919
10 98 Jose Antonio Rueda Rivacold Snipers Team Honda 01’43.173
11 48 Ivan Ortola Angeluss MTA Team KTM 01’43.323
12 72 Taiyo Furusato Honda Team Asia Honda 01’43.512
13 87 Gerard Riu Male BOE SKX KTM 01’43.537
14 64 Mario Suryo Aji Honda Team Asia Honda 01’43.707
15 70 Joshua Whatley VisionTrack Racing Team Honda 01’44.689
16 22 Ana Carrasco BOE SKX KTM 01’44.763

Os pilotos da equipe Ajo, Jaume Masia e Daniel Holgado deram a senha para todos os outros 16 pilotos partirem para a pista. Começava a disputa da pole position, com expectativa de briga pela pole position entre os dois pilotos da Leopard Racing e dos dois pilotos da Gas Gas. Dennis Foggia demorou 40 segundos para entrar na pista.

Após 2 minutos de sessão, Joel Kelso e Izan Guevara voltaram para os boxes para ajustarem um melhor acerto. O restante partiu para a primeira volta. Com quase 4 minutos de sessão, Diogo Moreira marca o tempo de 1:42.297, ficando a frente de Masia, Holgado e Artigas. A liderança do piloto da MT Helmets durou 15 segundos, foi quando o turco Deniz Oncü passou a frente, com a marca de 1:42.260, deslocando Moreira para a segunda posição.

Moreira, Masia, Holgado e Artigas estavam em agrupados, disputando a melhor volta possível. A 9:30 do final, Moreira melhora sua volta, ficando a 9 milésimos do tempo de Oncü. O turco lidera a competição até que a 9 minutos do final, Dennis Foggia com 1:41.719 passa a liderança e Tatsuki Suzuki com 268 milésimos passou a segunda posição. Um trabalho perfeito da Leopard Racing. Andrea Migno subiu para terceiro, já a quase meio segundo atrás de Foggia.

Ainda havia metade da sessão, com muita disputa pela frente. Tatsuki Suzuki melhorou seu tempo, ficando a 53 milésimos de Foggia. Deniz Oncü vinha em 3º seguido de Izan Guevara, o piloto da Gas Gas partiu para uma nova volta que lhe rendeu a 3ºposição, superando o principal piloto da Tech 3, a 5:45 do final da sessão.

Naquela altura, muitos pilotos tinham ido para os boxes. Ao mesmo tempo da melhor volta de Guevara, Os pilotos da CF Moto/PruestelGP foram os primeiros a saírem para as tentativas finais de volta. Os demais começaram a sair com 4 minutos para o final da sessão. Dessa vez não houve aquela história de espera um para o resto sair junto, parece que finalmente os pilotos da moto 3 começaram a aprender que isso nem sempre vai trazer resultados.

Nos segundos finais, Jaume Masia marcou um bom tempo (1:41.778) e pulou da 9ª para a 3ªposição. Com o cronometro zerado, Diogo Moreira pulou da 11ª para a 4ªposição.

A pole acabou ficando com Dennis Foggia, o piloto da Leopard melhorou seu tempo para 1:41.621 e larga na frente. O italiano quer se redimir da patética exibição em Jerez de la Fronteira. Tatsuki Suzuki completou o sábado prefeito da equipe luxemburguesa (Leopard) largando em 2º, fazendo dobradinha com o companheiro de equipe. Sobrou para Jaume Masia a 3ªposição conquistada nos últimos momentos.

A segunda fila e aberta pelo brasileiro Diogo Moreira da MT Helmets que foi muito bem na sessão, superando muitos pilotos com melhores equipamentos. Carlos Tatay da CF Moto e Andrea Migno da Snipers tiveram boas sessões e vão complementar a 2ªfila, largando na 5ª e 6ªposições.

Sergio Garcia, líder do campeonato teve uma classificação mais discreta e vai largar na 7ªposição, abrindo a terceira fila que terá Izan Guevara da mesma Gas Gas e pelo italiano Riccardo Rossi da Sic58. Deniz Oncü que chegou a estar na liderança caiu no final e vai largar apenas na 10ªposição, seguido de Joel Kelso da CIP Green e de Ayumu Sasaki da Husqvarna.

Grid de Largada:

pos piloto equipe moto tempo
1 7 Dennis Foggia Leopard Racing Honda 01’41.621
2 24 Tatsuki Suzuki Leopard Racing Honda 01’41.772
3 5 Jaume Masia Red Bull KTM Ajo KTM 01’41.778
4 10 Diogo Moreira MT Helmets – MSI KTM 01’41.879
5 99 Carlos Tatay CFMOTO Racing PruestelGP CFMOTO 01’41.961
6 16 Andrea Migno Rivacold Snipers Team Honda 01’41.989
7 11 Sergio Garcia Gaviota GASGAS Aspar Team GASGAS 01’41.999
8 28 Izan Guevara Gaviota GASGAS Aspar Team GASGAS 01’42.024
9 54 Riccardo Rossi SIC58 Squadra Corse Honda 01’42.026
10 53 Deniz Öncü Red Bull KTM Tech3 KTM 01’42.046
11 66 Joel Kelso CIP Green Power KTM 01’42.099
12 71 Ayumu Sasaki Sterilgarda Husqvarna Max Husqvarna 01’42.252
13 6 Ryusei Yamanaka MT Helmets – MSI KTM 01’42.276
14 96 Daniel Holgado Red Bull KTM Ajo KTM 01’42.439
15 43 Xavier Artigas CFMOTO Racing PruestelGP CFMOTO 01’42.479
16 20 Lorenzo Fellon SIC58 Squadra Corse Honda 01’42.533
17 17 John McPhee Sterilgarda Husqvarna Max Husqvarna 01’42.581
18 18 Matteo Bertelle QJMotor Avintia Racing Team KTM 01’42.657
19 23 Elia Bartolini QJMotor Avintia Racing Team KTM 01’42.712
20 19 Scott Ogden VisionTrack Racing Team Honda 01’42.821
21 31 Adrian Fernandez Red Bull KTM Tech3 KTM 01’42.851
22 82 Stefano Nepa Angeluss MTA Team KTM 01’42.874
23 27 Kaito Toba CIP Green Power KTM 01’42.919
24 98 Jose Antonio Rueda Rivacold Snipers Team Honda 01’43.173
25 48 Ivan Ortola Angeluss MTA Team KTM 01’43.323
26 72 Taiyo Furusato Honda Team Asia Honda 01’43.512
27 87 Gerard Riu Male BOE SKX KTM 01’43.537
28 64 Mario Suryo Aji Honda Team Asia Honda 01’43.707
29 70 Joshua Whatley VisionTrack Racing Team Honda 01’44.689
30 22 Ana Carrasco BOE SKX KTM 01’44.763

Começando a programação de corrida, a Moto 3 iria correr com tempo encoberto, com possibilidades que a chuva cairia durante a corrida, mal sabia que a chuva iria aprontar logo nas primeiras curvas da etapa de Le Mans Bugatti.

O Brasileiro Diogo Moreira fez uma excepcional largada e pulou da 4 para a primeira posição na entrada da chicane, seguido de Tatsuki Suzuki, Dennis Foggia, Jaume Masia e Andrea Migno. O problema é que a chuva começou a cair algumas curvas depois. No final da 1ªVolta, 5 pilotos caíram na curva 13: Riccardo Rossi, Izan Guevara, Andrea Migno, Sergio Garcia e Ayumu Sasaki. No começo da segunda volta, Daniel Holgado foi para o chão, Após mais uma queda no final da segunda volta, a chuva já estava caindo bastante, a direção de corrida não teve alternativa se não a bandeira vermelha antes dos pilotos completarem a 2ªvolta.

A prova foi anulada, os pilotos foram voltaram para os boxes e esperaram uma nova ordem para uma nova largada, a nova corrida foi diminuída para 14 voltas. Já as motos danificadas de Sergio Garcia, Izan Guevara e Ayumu Sasaki tiveram que ser consertadas antes da ordem realinhamento. Essa ordem foi dada 20 minutos depois, a corrida contra o tempo para o conserto das 3 motos valeu a pena, deu tempo para os 3 saírem dos boxes no prazo de 1 minuto. As posições na segunda largada seriam as mesmas da 1ªlargada. Ou seja, não teve nenhuma modificação de posição.

A 2ªlargada foi praticamente a repetição da 1ªlargada, Moreira pula da 4ª para a 1ªposição, dessa vez, o segundo colocado era Dennis Foggia da Leopard Racing, seguido de Garcia, Masia, Suzuki, Migno, Oncü, Tatay, Sasaki e Rossi completavam os 10 primeiros colocados.

A partir da segunda volta, Moreira que era o líder começou a cair, foi superado primeiro pelo Foggia, Suzuki, Masia, Garcia e Migno. No decorrer da volta, o piloto da MT Helmets foi caindo mais posições até terminar a 2ªvolta na 10ªposição. Os dois pilotos da Leopard Racing (Foggia e Suzuki) vinham na frente, formando a dobradinha, até que na curva 8 (Metade da 3), Jaume Masia entra na briga e supera Suzuki ficando na segunda posição.

Masia partiu para cima de Foggia e acabou superando o piloto da Leopard Racing, assumindo a liderança da prova. Enquanto isso, o inglês Scott Odgen acabou indo para o chão, o primeiro piloto a abandonar a corrida no começo da 4ªvolta.

Os 6 primeiros colocados tentavam abrir vantagem para o resto do pelotão, mas todo mundo continuava muito junto e a tentativa foi nula. No final da 5ªvolta, Carlos Tatay tombou se com o italiano Andrea Migno e levou a melhor, ganhando a posição do piloto da Snipers. Quem não estava nada bem era Diogo Moreira que cortou a chicane e acabou sendo punido com a volta longa, isso acabou de vez com as suas possibilidades de bom resultado.

No começo da 7ªVolta, Sergio Garcia superou Dennis Foggia e passou a 2ªposição. Nessa altura, Masia, Garcia, Foggia, Oncü e Suzuki abriram 5 décimos para o segundo pelotão liderado por Sasaki, Tatay, Yamanaka, Guevara e Migno. Ao final dessa volta, Sasaki entra nesse primeiro pelotão com sua Husqvarna.

Foggia buscava dar o troco em cima de Sergio Garcia, enquanto que Suzuki e Oncü brigavam pela 4ªposição, mas Ayumu Sasaki entrou com tudo na briga, passou o Turco da Tech 3 e entrou no Top 5. Oncü perdeu posição para Izan Guevara e caiu para a 7ªposição.

Ao começar a 10ªVolta, Dennis Foggia atropela Sergio Garcia na reta e retorna a segunda posição. Garcia tentou voltar, mas tomou um chega pra lá e caiu para a 5ªposição. Os japoneses Suzuki e Sasaki se beneficiaram nesse lance. Dennis Foggia volta a atacar Jaume Masia, os dois mais experientes e dois dos candidatos ao título disputando a vitória a 4 voltas do final.

Foggia passou para a liderança a 3 voltas do final, seguido de Masia, Sasaki, Garcia e Suzuki. Na chicane, Garcia e Suzuki armaram um bote e passam pelo Sasaki, mas o piloto da Husqvarna retorna muito bem na curva seguinte e volta à terceira posição. Na metade da 12ªVolta, Xavier Artigas vai ao chão, é o segundo e último a deixar a corrida por queda.

Dennis Foggia manteve a liderança até o iniciar da volta final, o piloto da Leopard Racing acabou sendo ultrapassado por Jaume Masia que assumiu a primeira posição, mas a corrida não estava definida, Foggia tentou voltar à ponta, mas foi superado por Ayumu Sakaki que vai buscar a liderança que estava com Masia.

Na curva 12, Sasaki passa em bela manobra sobre Masia, mas quando tudo parecia se encaminhar para a primeira vitória do piloto japonês, eis que Masia acabou passou Sasaki na curva 13 e acabou levando o GP da França, conquistando a sua segunda vitória na temporada. Após um desastroso ano de 2021, parece que em 2022, Masia esta mesmo se redimindo diante do Mundial de Motovelocidade.

Ayumu Sakaki perdeu a vitória por um triz, ficou super frustrado com a segunda posição. Pelo que o piloto da Husqvarna já fez em 2022 esta sim por merecer a sua primeira vitória. O pódio foi completado por Izan Guevara que teve sua moto miraculosamente concertada para cruzar a bandeirada na terceira posição, tomando o 3ºlugar de Dennis Foggia no final da corrida, na mesma curva 13 onde Masia tomou a vitória de Sasaki. Mais uma vez a equipe de Aspar Martinez garante um dos seus pilotos no pódio.

Os grandes perdedores do dia foram: Dennis Foggia em 4º, Tatsuki Suzuki em 5º e Sergio Garcia em 7º. Os dois pilotos da Leopard Racing não conseguiram segurar se quer o pódio no final. Pior para Foggia que abriu a volta na frente e terminou o dia sem o pódio. Suzuki não consegue um resultado no pódio a quase 2 anos e Sergio Garcia acabou perdendo rendimento no final e fechou o dia em 7º, atrás de Carlos Tatay da CF Moto. Garcia continua na liderança do campeonato, mas sua vantagem para Jaume Masia e Dennis Foggia cai para 17 pontos.

Os 10 primeiros foram completados por Ryusei Yamanaka da MT Helmets, Deniz Oncü que começou brigando pela vitória, mas que ficou apenas na 9ªposição e Andrea Migno da Snipers. John McPhee que volta após se recuperar de uma lesão (Que o fez perder 6 corridas) acabou com uma digna 12ªposição. Diogo Moreira fez duas largadas sensacionais, mas ficou só nisso, acabou o dia na 14ªposição.

Resultado Final da 7ªetapa do Mundial de Motovelocidade – Temporada 2022
GP da França – Le Mans – Bugatti – 14 Voltas – Moto 3

pos piloto equipe moto tempo
1 5 Jaume Masia Red Bull KTM Ajo KTM 24’04.119
2 71 Ayumu Sasaki Sterilgarda Husqvarna Max Husqvarna a 0.150
3 28 Izan Guevara Gaviota GASGAS Aspar Team GASGAS a 0.220
4 7 Dennis Foggia Leopard Racing Honda a 0.322
5 24 Tatsuki Suzuki Leopard Racing Honda a 0.529
6 99 Carlos Tatay CFMOTO Racing Pruestel GPCFMOTO a 1.594
7 11 Sergio Garcia Gaviota GASGAS Aspar Team GASGAS a 2.007
8 6 Ryusei Yamanaka MT Helmets – MSI KTM a 2.275
9 53 Deniz Öncü Red Bull KTM Tech3 KTM a 2.502
10 16 Andrea Migno Rivacold Snipers Team Honda a 2.917
11 96 Daniel Holgado Red Bull KTM Ajo KTM a 3.025
12 17 John McPhee Sterilgarda Husqvarna Max Husqvarna a 3.193
13 54 Riccardo Rossi SIC58 Squadra Corse Honda a 3.330
14 10 Diogo Moreira MT Helmets – MSI KTM a 7.993
15 27 Kaito Toba CIP Green Power KTM a 9.891
16 23 Elia Bartolini QJMotor Avintia Racing Team KTM a 10.134
17 82 Stefano Nepa Angeluss MTA Team KTM a 10.444
18 48 Ivan Ortola Angeluss MTA Team KTM a 10.530
19 18 Matteo Bertelle QJMotor Avintia Racing Team KTM a 10.812
20 31 Adrian Fernandez Red Bull KTM Tech3 KTM a 12.382
21 98 Jose Antonio Rueda Rivacold Snipers Team Honda a 12.435
22 64 Mario Suryo Aji Honda Team Asia Honda a 12.552
23 20 Lorenzo Fellon SIC58 Squadra Corse Honda a 12.697
24 87 Gerard Riu Male BOE SKX KTM a 17.016
25 72 Taiyo Furusato Honda Team Asia Honda a 26.961
26 70 Joshua Whatley VisionTrack Racing Team Honda a 27.278
27 22 Ana Carrasco BOE SKX KTM a 32.200
43 Xavier Artigas CFMOTO Racing PruestelGP CFMOTO a 3 Voltas – Acidente
19 Scott Ogden VisionTrack Racing Team Honda a 11 Voltas – Acidente

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fotos: MotoGP

Dakar 2022 – Avaliação da categoria Carros

Nasser Al-Attiyah: Um dos melhores pilotos de Rally, o piloto Qatari mostrou que estava mais uma vez disposto a vencer o Dakar. O que se viu foi uma pilotagem precisa, perfeita e com um equipamento confiável nas mãos. Al-Attiyah fez uma bela vantagem sobre seus rivais e passou a administrar a sua confortável vantagem até a última especial. Resultado disso foi o 4ºtítulo para Qatari e o 3ºtítulo da Toyota no Rally Dakar. Por sinal, um merecidíssmo título, Nasser Al-Attiyah conquistou vitória em 2 especiais e 5 resultados entre os 3 primeiros lugares e perdas de tempo muito pequenas. Uma apresentação digna de aplausos.

Sebastien Loeb: O tão sonhado e buscado 1ºtítulo no Rally Dakar vai ter de esperar até 2023. Isso não significa que não houve esforço do piloto francês, piloto da Prodrive. Em termos de resultados, Loeb obteve melhores números, com 2 vitórias em especiais, 3 segundos lugares e 1 terceiro lugar. Porém, os resultados de 2 especiais (3ª e 6ªespeciais) acabaram por comprometer suas chances de campeonato. Loeb tentou tirar a diferença que Nasser Al-Attiyah tinha, mas a diferença era grande demais (chegou a ser mais de 50 minutos) e não pode ser tirada. Ao final, Loeb, o multicampeão do WRC repete o vice-campeonato de 2017, naquela oportunidade foi vice de Stephan Peterhansel . Desta vez, foi vencido por Nasser Al-Attiyah. Quem sabe, Loeb não consiga o seu tão sonhado campeonato do Rally Dakar que persegue a 6 anos (5 participações).

Yazeed Al-Rajhi: O piloto saudita fez um belo Dakar e levou a bandeira de seu país ao pódio, foi o primeiro pódio na soma dos tempos. O piloto da Toyota não chamou a atenção pelos desempenhos. Tanto é que o saudita fez apenas 1 resultado entre os Top 3 (Na 6ªespecial). Porém, ele foi crescendo a cada especial, graças a sua regularidade é que permitiu ao saudita conquistar a terceira posição na classificação final. Posição que chegou a ficar perto a 7 anos atrás (no Dakar de 2015), mas que escapou das suas mãos por causa de uma quebra de equipamento.

Orlando Terranova: Um dos pilotos mais experientes do 1ºpelotão, o Argentino, as vezes temperamental, as vezes desacreditado obteve seu melhor resultado da história dele no Dakar. Terranova teve em mãos um grande equipamento (Equipe Prodrive BRX) e soube usar muito bem esse equipamento, conquistando uma vitória em especial, algo que não vinha a 7 anos e conquistando a 4ªposição na soma dos tempos. Seu melhor resultado tinha sido o 5ºlugar nos anos de 2013 e 2014. Depois desse grande resultado, tenho certeza que Terranova foca um Top 3 na soma dos tempos em 2023.

Giniel De Villiers: O Campeão do Dakar de 2009 só não conseguiu algo melhor que a 5ªposição por causa de uma especial (7ªEspecial) muito ruim, mas de resto, novamente o sul-africano usou de sua enorme experiência para ser um piloto regular. De Villiers conquistou uma vitória em especial e venceu a batalha contra o polonês Jakub Przygoński na reta final do Rally. Giniel de Villiers deve se sentir orgulhoso que existam novos pilotos Sul-africanos e que vão continuar seu respeitável legado quando o piloto pendurar seu capacete e encerrar sua trajetória no esporte.

Jakub Przygoński: Foi sem dúvida o melhor piloto da Mini nesse Dakar, mas tendo em mente que a marca foi a campeã de 2021, acabou sendo frustrante demais o polonês não ter qualquer chance de brigar pelo título do Dakar. Entre as 12 especiais, Jakub só conseguiu chegar por duas vezes entre os 5 primeiros colocados. Chegou até a ficar em 4ºlugar após a 8ªespecial, mas Przygoński não conseguiu se segurar entre os Top 5. O único consolo foi ter sido o melhor piloto da sua marca, o 6ºlugar na soma dos tempos é um bom resultado, mas para quem viu Stephan Peterhansel, campeão em 2021 com o mesmo carro da Mini acaba sendo frustrante o resultado.

Mathieu Serradori: O piloto da SRT Racing conseguiu um estupendo resultado. Evidente que o francês não tinha um carro a altura de vencer o Dakar, mas ele foi a luta e conseguiu resultados muito interessantes, com o 4ºlugar na 5ªespecial e conseguiu em 6 especiais se colocar entre os 10 primeiros colocados. Mathieu levou o carro da Century CR6 ao 7ºlugar, seu melhor resultado no Rally Dakar, sem dúvida vai servir de motivação para o piloto e a equipe vir mais forte para o Dakar de 2023.

Sebastian Halpern: De volta depois de 4 anos de ausência, Eu digo que obteve uma boa participação, sem chamar muita a atenção, apenas com o objeto de ser regular e não ter grandes problemas durante as especiais. Assim foi feito e proporcionou o argentino a conseguir um lugar no Top 10 da soma dos tempos, chegando em 8ºlugar, nada mal para quem voltou depois de um hiato de 4 anos.

Mattias Ekström: O melhor piloto da Audi na classificação final do Dakar, mas a se pensar, os problemas de confiabilidade do carro elétrico da Audi acabaram por complicar demais a vida do piloto sueco, que se mostrou um piloto muito rápido. Resultado de sua rapidez foi a vitória na 8ªespecial e muitos resultados entre os Top 5 (5 ao todo).

A sua complicação veio nos primeiros estágios (principalmente no primeiro e no quarto estágio) é que as chances de título se esvaíram por completo. Porém, sua recuperação foi notável, dia após dia, Ekström subia na classificação até chegar ao final do Dakar em uma digna 9ªposição na soma dos tempos. Pelo menos a Audi salvou um resultado entre os 10 primeiros lugares. Se continuar como piloto da marca alemã, Ekström tem grandes chances de disputar o título no ano que vem.

Vladimir Vasilyev: O Russo que vem de bons resultados chegou ao Dakar com o objetivo de um ótimo resultado, entre os 5 primeiros colocados. Nas primeiras especiais, parecia que a expectativa seria cumprida, mas não foi isso que aconteceu. Na parte final do Dakar, russo começou a perder terreno na soma dos tempos e a situação se agravou na última especial, perdendo um tempo precioso que o fez cair da 7ª para a 10ªposição. Foi um revés desapontador para quem foi o 6ºcolocado na edição passada do Dakar. Pelo menos Vasilyev salvou posição entre os 10 primeiros com sem BMW.

Carlos Sainz: Contratado pela Audi para ser um dos favoritos ao título do Dakar 2022, mas acabou prejudicado pela falta de confiabilidade do carro elétrico da marca das 4 argolas. O Espanhol conseguiu se recuperar muito bem, chegou a ficar na 47ªposição e chegou na 12ªposição, a 37 minutos do 10ºcolocado. “El matador” quando teve carro em ordem acabou sendo bastante competitivo. Talvez sem os problemas, pudesse até ter vencido o Dakar esse ano. Sainz venceu 2 especiais e ficou no Top 3 em 6 especiais. Ou seja, metade das especiais tivemos o piloto da Audi no pódio. Se continuar na Audi ou ir para uma equipe competitiva é sem dúvida favorito ao título na próxima jornada.

Brian Baragwanath: 3ºcolocado nos Quadriciclos em 2016, Baragwanath vem começando a trilhar um belo caminho nos carros, Mesmo com um equipamento ainda não competitivo para vencer o Dakar o sul-africano demonstra talento, prova foi o 4ºlugar na 6ªespecial e o 3ºlugar na última especial. Certamente vai estar disputando o Top 10 em edições futuras do Dakar, seja pelo carro da Century ou por uma equipe mais competitiva.

Shameer Variawa: Outro sul-africano que se destacou, mas bem menos do que Baragwanath e Lategan. De positivo, fez um bom resultado na 6ªEspecial (7ºlugar) e acabou melhorando em 5 posições sua classificação do Dakar de 2021.

Bernhardt Ten Brinke: Entrou de última hora no lugar de Erik van Loon e fez um bonito papel. Apesar de duas desastrosas especiais, devemos ressaltar que por 2 vezes o piloto holandês ficou na 6ªposição em duas especiais seguidas (6ª e 7ªespeciais). Ten Brinke ficou 5 vezes no top 10 em especiais, mostrando competência, mesmo com poucas condições e sem estar totalmente aclimatado com o equipamento.

Lucio Alvarez: O piloto argentino que fez bonito nessa edição do Dakar, com 1 segundo lugar na 11ªespecial e um 3ºlugar logo na primeira especial. Durante a primeira metade do Dakar, disputou as primeiras posições e tinha toda a pinta de repetir ou de até melhorar o seu melhor resultado conquistado no Dakar. Porém, um problema em seu carro derrubou o argentino na soma dos tempos, perdendo quase 4 horas e caindo para a 22ªposição. Uma pena, pois era um dos candidatos a chegar ao pódio em 2022. Que os contratempos não aconteçam no ano que vem.

Cyril Despres: O francês teve uma fraca participação, sem se destacar em nada, sem um carro a altura. Despres não fez nenhuma falta em 2022.

Laia Sanz: Um ano de aprendizado nos carros, Sanz cansou de vencer as suas adversárias entre as mulheres e foi para a categoria dos carros. Não teve nenhum destaque, mas é de destacar a ida a uma nova categoria e a sua intenção de fazer sucesso nos próximos anos.

Martin Prokop: Uma decepção, eu esperava muito que ele pudesse disputar até mesmo lugar entre os Top 10 e até estava conseguindo, mas muito devido a sua regularidade. Porém, teve problemas na 10ªespecial. Com isso, o resultado do piloto tcheco da Ford foi para o espaço, terminou na 25ªposição na classificação geral, longe dos melhores atuações que teve no passado (6ºlugar em 2019 e 7ºlugar em 2018).

Henk Lategan: Foi o piloto que mais me chamou a atenção do Dakar 2022, com brilhantes exibições e grandes resultados. O sul-africano que abandonou no ano passado, impressionou nessa edição do Dakar, com 2 vitorias em especiais (na 5ª e na última especial), 2 vezes em segundo lugar, 1 vez em terceiro lugar e mais uma vez em 5ºlugar. Ou seja, metade das especiais entre os 6 primeiros colocados. Porém, ao mesmo tempo, teve problemas em várias especiais que detonaram qualquer chance de um bom resultado na soma dos tempos. Eu prevejo que ele seja o principal substituto de Giniel de Villiers quando encerrar sua trajetória no Dakar. Não duvido nada que em 2023, Henk Lategan seja ainda mais competitivo e sem exagero, um competidor cotado ao título.

Nani Roma: Poderia ser mais um Dakar muito competitivo, mas acabou tendo um problema muito sério na 4ªespecial, ficando na 78ªposição e algumas outras especiais ruins sacramentaram um Dakar onde o espanhol vai querer esquecer. De positivo foram as vezes que Roma chegou em 4ºlugar nas especiais 3 e 11 e em 5ºlugar nas especiais 2 e 6. Recentemente, Nani Roma teve detectado um tumor maligno detectado na bexiga, mas de possível recuperação e de cura. O Portal Sportszone deseja plena recuperação de Nani Roma e que ele vencer essa batalha.

Stéphane Peterhansel: A Lenda do Dakar que defendia o título em 2021 foi o piloto que mais sofreu com os problemas de confiabilidade do carro Elétrico da Audi. O sonho do 15ºtítulo foi destruído logo na primeira especial, com uma quebra de suspensão. Depois disso, Peterhansel passou a dar assistência para Carlos Sainz que também já tinha ficado de fora da disputa pelo título. A segunda parte foi bem melhor, com todas as especiais entre os Top 10, tanto é que Peterhansel não deixou de conquistar a sua vitória em especial (na 10ªespecial). Com o conceito do carro Elétrico dando certo eu não vejo Peterhansel parando depois do Dakar 2022, pelo contraio, A lenda vai tentar o 15ºcampeonato sem dúvida nenhuma.

Sobre os carros, para o grande público, o trio formado pela Mini Toyota e Audi brigaria pelo título do Dakar de 2022. Assim que começou o Dakar, A Audi com a falta de confiabilidade em seu carro elétrico saiu da disputa. A Mini ficou abaixo das expectativas e nenhum de seus pilotos conseguiu se colocar na luta pelo título.

Já a Toyota se mostrou a melhor das três equipes, mas não foi à equipe soberana do Dakar, isso deve-se muito a BRX Prodrive, com o carro da Hunter e graças ao ótimo trabalho de Sebastien Loeb e o muito bom trabalho do Argentino Orlando Terranova. Em poucos estágios ficou evidente que a batalha estava polarizada entre Nasser Al-Attiyah com seu Toyota Hilux e Sebastien Loeb com seu Hunter durante o restante do Dakar.

Pelo andar da carruagem e pelo passar das corridas, Nasser Al-Attiyah abriu vantagem confortável para conquistar o seu 4ºcampeonato no Dakar e ajudou a marca japonesa a levar seu 2ºcampeonato da sua história. Entre os 5 primeiros colocados, foram 3 pilotos com o carro da Toyota. Além do piloto Catari, tivemos Yazeed al Rajhi em uma inédita 3ªposição e o experiente Giniel de Villiers na 5ªposição. Os outros 2 pilotos foram pilotos da Prodrive, sendo Sebastien Loeb com o seu segundo vice-campeonato e Orlando Terranova com o seu melhor resultado no Dakar, um 4ºlugar muito bem conquistado.

A Toyota tem uma equipe bem maior e mais estrutura do que a Prodrive e conta com muito mais pilotos. Seria um feito da Prodrive ser a campeã do Dakar, mas de fato, mostrou força em ter feito resultados tão bons como fez em 2022.

A Mini foi muito decepcionante, não conseguiu ir além de um modesto 6ºlugar com o polonês Jakub Przygoński e o 8ºlugar do argentino Sebastian Halpern. Pouco para quem teve o título de 2021 com Stephan Peterhansel.

Com o Century CR6, Mathieu Serradori ficou em uma respeitável 7ªposição, outra marca com menor estrutura que incomodou. Já o russo Vladimir Vasilyev levou heroicamente o seu BMW a completar os 10 primeiros colocados.

Para completar as 6 marcas nas 10 primeiras posições, o sueco Mattias Ekström que levou o carro elétrico da Audi ao 9ºlugar, foi pouco para as pretensões da Audi, mas se pensar que é o primeiro ano com um carro elétrico, dá para imaginar um futuro brilhante para os próximos anos.

De resto, faltou um pouco mais de briga pelo título do Dakar nos carros, mas se olharmos por outro olhar acabou sendo um dos mais competitivos Rallys que vimos. Foram 8 vencedores diferentes nas 12 especiais disputadas e novos pilotos se revelando como futuros potenciais de campeonato. Dessa forma, fechamos os trabalhos no Dakar 2022. Os textos serão todos organizados e colocados em um post, com todos os links de todas as especiais e todas as classificações de todos os dias.

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fotos: Dakar

Dakar 2022 – Avaliação da categoria Protótipo Leve

Seth Quintero foi o nome do Dakar nessa categoria. Piloto norte-americano,  que obteve um domínio avassalador em praticamente todas as especiais, contando com um super projeto de carro e com sua incrível habilidade, Quintero venceu 11 das 12 especiais. Em qualquer campeonato, o piloto da Red Bull seria o campeão sem sombra de dúvidas.

Mas uma especial acabou com o sonho de título de Quintero. O desastre aconteceu logo na segunda especial do Dakar, quando Quintero teve problemas que o levaram a perder quase 17 horas, sendo 10 dessas horas foram por causa de penalização.

O Mais provável é que houvesse um desanimo do piloto da Red Bull, mas aconteceu o contraio, foi uma motivação para Quintero vencer e se recuperar o máximo possível. E foi isso exatamente o que aconteceu. No final, Quintero bateu o recorde de vitórias em especiais, em uma única edição do Dakar e conseguiu ainda ficar na 16ªposição na Soma dos Tempos.

O protótipo OT3 da Red Bull venceu todas as especiais do Dakar. O belga Guillaume de Mevius ficou com a vitória na segunda especial e fez com que todas as vitórias caíssem nas mãos da equipe Red Bull. Infelizmente o protótipo OT3 era um carro falho na confiabilidade. Isso não permitiu que Quintero e Guillaume de Mevius conseguissem grandes resultados na soma dos tempos. O que salvou foi à espanhola Cristina Gutierrez Herrero, na 3ºposição na soma dos tempos, mesmo com um carro com falta de confiabilidade e propenso a quebras.

Já a disputa pelo título do Dakar ficou entre o chileno Francisco Lopez Contardo e o Sueco Sebastian Eriksson, ambos da equipe oficial da CAN-AM. Os dois disputaram a vitória, mas a vantagem esteve praticamente o tempo todo com o Chileno.

Vencedor de 2019 e 2021 pela categoria SSV, Francisco Lopez Contardo conquista o terceiro título no Dakar. No seu currículo, teve 2 vezes a terceira posição na categoria motos (em 2010 e 2013). Usando da regularidade, o chileno obteve 9 vezes posição entre os 3 primeiros colocados nas especiais. Sebastien Eriksson teve 8 resultados entre os 3 primeiros colocados. Em um rally onde resistência e confiabilidade é fundamental a CAN-AM mostrou esses requisitos, mesmo sem ser tão rápido como o OT3.

A categoria vem numa crescente, mas ainda sofre de vários carros com problemas de confiabilidade, mas por ter uma categoria de protótipos, eu acho que é normal que se tenha mais quebras, pois não são carros comuns, são carros construídos para a corrida, totalmente construídos para uma disputa. Nesse caso para um Rally. É possível que ela tenha até um pouco menos de competidores que os SSV, mas pelo menos não vai ser tão esvaziado como a categoria dos quadriciclos.

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fotos: MotoGP