Especial: Honda, O sonho de Soichiro que conquistou o Mundo – Capítulo 1

A Partir de hoje, Começamos um grande especial sobre uma das maiores marca do mundo do esporte a motor. Um sonho de um japonês que hoje é uma marca com mais de 70 anos de História. Vamos contar a história e a odisseia de Soichiro Honda e da sua marca através da História e das principais competições mundiais.

Nesse primeiro Capítulo contaremos a história do começo da Honda, Desde do começo de Soichiro na Art Shokai até a criação das primeiras motos da Honda. Isso, passando pela 2ªGuerra Mundial.

Capitulo 1

A mais de 70 anos, A marca criada por Soichiro Honda é uma das maiores construtoras do mundo automotivo e do Motociclismo mundial. O Sonho de um Japonês, que enraizou no começo do Século XX e até os dias de hoje. Tanto em termos de carros e principalmente nas duas Rodas.

O criador da Honda, Soichiro Honda nasceu no ano de 17 de Novembro de 1908, na cidade de Hamamatsu. O Começo da trajetória de Soichiro foi nos anos 20, Com 15 anos de idade, Ele se juntou a empresa Art Shokai como aprendiz na área de Yushim em Hongo, Na cidade de Tokyo. O pagamento de Honda era uma pensão, Um alojamento e uma pequena quantia em dinheiro, Mas não recebiam um salário real.

Honda era um entusiasma do trabalho árduo, uma apreciação rápida da improvisação, Pensar pela sua própria cabeça, A capacidade de ter novas ideias e uma boa sensação nas maquinas. O dono da Art Shokai, Yuzo Sakakibara, logo percebeu as qualidade de Soichiro e começou a notar  o jovem promissor funcionário.

Yuzo ensinou a Honda o trabalho de conserto, A lidar com os clientes e a importância de se orgulhar da capacidade técnica. Sakakibara foi um professor ideal para Honda. Tanto é que ao perguntarem quem Honda respeitava mais, Ele sempre mencionava Yuzo Sakakibara.

O Antigo Chefe de Soichiro Honda incentivou o jovem a se interessar pelo mundo dos esportes a motor. As competições começaram com as corridas de motociclismo, Mas logo evoluíram para as corridas de carros, que se tornaram populares na década de 1920. Graças as revistas especializadas em automóveis, Não só Honda como os Fãs do Automobilístico nipônico sabiam dos maiores eventos como o Troféu da Ilha de Man (TT), As corridas do Grande Prêmio, 24 Horas de Le Mans e as 500 Milhas de Indianapolis.

Em 1923, A Art Shokai começou a fazer carros de corrida sob a Liderança de Yuzo Sakakibara, Com a ajuda de Shin’ichi Sakakibara (Irmão de Yuzo) e alguns outros estudantes. O primeiro modelo foi o “ART” Daimler, equipado com um motor de segunda mão. O seguinte foi o “Curtiss”, Esse carro esta no Salão de Coleções da Honda. Era outro carro com motor de segunda mão. Soichiro estava interessado em ajudar no desenvolvimento do carro e na fabricação de peças de reposição, tendo o incentivo pelo Sakakibara.

No dia 23 de Novembro de 1924, O Curtiss participou da 1ªcorrida, E obteve vitória no 5º Concurso de automóveis com Shin’ichi Sakakibara como piloto e Soichiro Honda como engenheiro. Essa experiência fez com que Honda não perdesse o entusiasmo pelo esporte a Motor. Ele foi chamado para o serviço militar e depois de ser considerado daltônico ele foi dispensado temporariamente das forças armadas.

Em 1928, Honda abre uma filial da ART Shokai, Devido ao sua capacidade de consertar maquinas como a sua capacidade como inventor é que ele ganhou o apelido de “Thomas Edson de Hamamatsu” também pela sua genialidade nas invenções e pelo seu enorme talento na engenharia. Sua esposa, Sachi, casada com Soichiro em outubro de 1935, se juntou para administrar o negócio, Preparando refeições para os empregados e ajudando na contabilidade da empresa.

Honda acabou sofrendo um acidente no comando do “Hamamatsu” na corrida de abertura na primeira pista do Japão, No circuito de Tamagawa. Apesar de Soichiro não ter se machucado seriamente, Seu irmão mais novo e mecânico Benjiro Honda se machucou Seriamente, fraturando a sua espinha. Soichiro terminou sua carreira como piloto no final de 1936.

Em 1937, Honda cansado de fazer o trabalho de reparo na ART Shokai e começou a planejar que a filial de Hamamatsu se transformasse em uma empresa separada, Isso foi rejeitada pela Empresa, que não via a necessidade de se envolver em um novo empreendimento desnecessário. Honda não desistiu e acabou se juntando ao seu chara Soichiro Sato para criar a “Tokai Seiri Heavy Industries” para desenvolver anéis para pistões. Ele trabalhava na empresa depois do seu expediente na ART. Mesmo com 2 anos de estudos no Instituto Industrial de Hamamatsu (Hoje é a Faculdade de Energia de Hamamatsu) o projeto dos anéis tinham problemas. Em uma encomenda feita pela Toyota, dos 50 jogos de anéis encomendados apenas 3 passaram pelo controle da fábrica. Isso acabou levando Soichiro a fazer mais dois anos de estudos para aperfeiçoar os jogos de anéis, Para finalmente conseguir atender as exigências da Toyota em 1941. No Auge da empresa, A Tokai empregou mais de 2.000 pessoas.

No mesmo ano, O Japão entra definitivamente a 2ªGrande Guerra Mundial, Após o ataque nipônico a Pearl Harbour. A Empresa de Honda passou a ser controlada pelo Lastimável Ministério das Munições. Soichiro, ainda por cima, foi rebaixado para diretor executivo e todos os seus empregados Homens foram para a linha de combate. Com isso, A Empresa teve que ser operada por Mulheres e Crianças que trabalhavam de forma forçada pelo Ministério. Soichiro colaborou involuntariamente com o Governo através de suas invenções.

Japão acabou sendo o último dos países do eixo do mal a ser derrotado, saindo da 2ªGrande Guerra como um país arrasado e destruído pela bomba atômica, lançada pelos Estados Unidos em cima de Hiroshima e Nagasaki acabou sacramentando a devastadora situação do país.

1 ano depois, Soichiro Honda, Em busca de reerguer sua empresa, vai visitar seu amigo, Kenzaburo Inakai, Antigo dono de uma frota de taxi e cliente de Soichiro nos tempos da ART Shokai. Durante essa visita, Honda se interessou em um motor de Radiotransmissor número 6 do Exercito Imperial Japonês, Que ficou inutilizado depois do final da Guerra.

Vendo o motor, Honda teve a ideia de acorpar esse motor a uma bicicleta. A Situação do País era bem precária, O poder aquisitivo do cidadão era bem reduzido e só permitia o transporte e a mobilidade ou a pé ou de Bicicléta. Com sua capacidade e conhecimento técnico, Soichiro viu nessa ideia uma possibilidade de transporte individual para a população Japonesa.

No dia 1º de Setembro de 1946 foi criada uma bicicleta com motor de 50 cc e 2 tempos, Esse foi o embrião para a Honda Motor Company, A maior fabricante de motos atualmente.

Em Novembro de 1947, A Honda lançou ao Mundo o seu primeiro modelo: A Honda A Type

Honda A-Type
Produção1947 a 1951
MotorMotor Dois Tempos, Refrigerado a ar e Único Cilindro / 50 cc
Potência1 Cavalo a 5.000 RPM
Transmissão1 Marcha
Peso10 kg
Capacidade de Combustivel3,2 Litros

A A Type, foi um modelo que lembrava muito mais uma bicicleta do que uma moto em Si, O Tanque de Combustível era na frente, em Formato de bolha, O Honda A-Type foi projetado para a adoção de uma Fundição Injetada.  As vantagens principais eram não produção de cavacos, Redução do número de peças para a produção e do processo de produção. Por outro lado, Iria exigir um investimento enorme para a época e teria que fazer em produção em Massa. (Que era mais eficaz)  era exatamente ao contraio do que era a Honda, Uma fabrica de pequeno porte, Mas adotaram a produção.

A Honda A-Type funcionou muito bem, Teve poucas falhas, tiveram preocupação em com a segurança ao posicionar o tubo de escape de alta temperatura para a parte de baixo, Mesmo com as porcas soltando (Na época as porcas eram bem frágeis e se soltavam com frequência) Foram introduzidas varias ideias para não ocorressem grandes problemas , Foi projetado para permitir Desmontagem e remontagem sem necessidade de ferramentas especiais. A Aceitação dos motores Honda A-Type era grande nas lojas de Bicicletas. O motor foi produzido até o ano de 1951.

Honda Cub F
Produção1952 a 1954
MotorMotor 2 tempos/Cilíndro único com 50 cv
Potência1 Cavalo a 3.600 RPM
Torque1.4 ibf-ft (2.0 N-m)
Tipo de IgniçãoMagneto
Transmissão1 marcha
Peso7 kg
Capacidade de Combustivel3.2 litros

O Sucessor do A-Type, Foi o motor Auxiliar “Cub F-Type” que foi projetado para ser mais fácil de ser manuseado e mais durável, Mesmo com o seu custo de 25 mil ienes (3 meses de Salário mínimo médio no Japão) Os motores Honda eram bem confiáveis e sua qualidade compensava o preço mais elevado. O motor foi um sucesso, Foram vendidos 25 mil unidades no ano de lançamento. O motor foi produzido até o ano de 1954.

Honda D-Type foi a primeira moto produzida pela Honda. O D da Moto representavam Dream (Sonho) O Sonho de Soichiro Honda começava a sair do papel. A moto era leve, com 80 kg de peso, Seu motor era um motor 2 tempos, Refrigerado a Ar, Com 98cc e potência de 3 cavalos a 5000 RPM. Havia um aprimoramento em seu design, Apesar de leve, Foi um modelo mais robusto e mais com cara de uma moto.

Transmissão com 2 velocidades, Semiautomática que estavam integrados com a embreagem e ao pedal da engrenagem. Com Freios dianteiros e traseiros, com a Roda Traseira foi introduzida uma corrente ao invés do cinto. A D-Type é a primeira Honda sem pedais de bicicleta.

Honda D-Type
Produção1949 até 1951
MotorMotor 2 tempos/2 Cilindros e 98cc
Potência3 Cavalos a 5.000 RPM
Torque3.15 lb.ft (4.27 N.m)
Tipo de IgniçãoMagneto com Kick Start
Transmissão2 marchas
Tipo de MolduraAço Prensado
Suspensão DianteiraTelescópica
Suspensão TraseiraRígida
FreiosA Tambor
Pneu dianteiro2 x 3
Pneu Traseiro2 x 3
Comprimento2.070 mm
Largura740 mm
Altura970 mm
Peso80 kg (180 lb) – Sem combustivel e sem motorciclista
Capacidade de Combustivel7 litros

O Chassi da D-Type foi feita por folhas de aço, Que foram moldadas. O Design era influenciado pelas motocicletas Alemãs BMW R11 e R16. As vendas foram boas inicialmente, Mas os problemas de recessão e a desonestidade dos distribuidores, que vinham vendendo os motores D-Type nos quadros da Kitagawa, fizeram que o Novo diretor administrativo da Honda, Takeo Fujisawa, A obrigar os distribuidores Honda a venderem somente produtos da marca e não poderiam montar motores Honda em quadros de outros fabricantes. Isso rendeu a perda de alguns distribuidores, mas abriu novas portas para a empresa.

Quando a guerra da Coréia se intensificou em 25 de Junho de 1950, as compras de aquisições dos militares dos Estados Unidos impulsionaram a economia da Honda. No outuno de 1950, a empresa comprou uma antiga fábrica de máquinas de costura e a transformou em uma fábrica para a produção do Modelo D-Type. A Honda recebeu um subsídio da Industria de bicicletas de 400.000 do ministério do Comércio Internacional e Indústria no Japão. E mais um acréscimos de 100.000 Ienes. Isso permite à Honda a aumentar sua produção para até 300 unidades da D-Type, Até o final de 1950 a produção da D-Type foi de mais de 3.500 unidades.

A Partir de 1951, As vendas da D-Type começaram a desacelerar, A Honda tinha alguns problemas, A Transmissão exigia que o usuário mantivesse pressão constante no pedal do câmbio enquanto dirigia, Ou entrava em ponto morto a transmissão.  Takeo Fujisawa disse a Soichiro Honda, que a motocicleta não estava vendendo bem porque o motor de dois tempos estavam fazendo ruídos desagradáveis e agudos. A Honda pegou esses conhecimentos e tratou de aprimorar elas para a sua próxima motocicleta, A Honda E-Type que foi lançada em 1952.

Após 10 anos de prosperidade, A Honda decidiu dar um salto maior, Entrar nas principais campeonatos do cenário mundial, Mas isso vai ser contado em um próximo capitulo desse especial

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fonte das informações e das fotos:

https://global.honda/heritage/episodes/1936joyofmanufacturing.html
Wikipedia
Motorcicleta – A Evolução das Máquinas que conquistaram o Mundo – Fausto Macieira
http://motoblogger.blogspot.com/2014/12/honda-dream-type-d.html
http://www.honda-montesa.es
https://hamamatsu-daisuki.net/lan/en/greatmen/greatmen06.html
https://www.ovelhanegra.com.br/XXCentury/pages/Honda-Dream-Type-D-1950.htm
https://rmdmotors.com/bike/1953-honda-cub-f/

Especial: O dia 31 que durou 21 anos – Parte 1

Devido aos lamentáveis acontecimentos das eleições de 2018, O Portal Sportszone resolveu fazer um especial com 3 Partes que serão colocadas no nosso site nesses 3 dias de evento do GP do Brasil de Formula 1. Esse especial vai falar sobre a Ditadura Militar. Desde da Origem do Golpe até a derrubada do Golpe com a implantação do Regime Democrático que nós vivemos hoje e que esta ameaçado com o novo governo que foi eleito.

Se vocês observarem e lerem direitinho, Poderão observar que muitas características do que aconteceu no período do Golpe acabaram acontecendo nas eleições de 2018 no Brasil.

A matéria do GP do Brasil só vai ser postada na Terça-Feira. É uma forma de protesto que fazemos pela vitória do fascismo nas eleições desse ano.

Então vamos para o primeiro Capitulo desse especial:

O Dia 31 que durou 21 anos – Parte 1

O Golpe Militar de 1964 foi dado no dia primeiro de Abril de 1964. Porém, ele começou a 10 anos atrás, Os golpistas quiseram tirar Getúlio Vargas do Poder. Com o suicídio de Vargas acabou por colocar por terra por um tempo a tentativa de Golpe.

Nos anos 60, Com a entrada de Jango o fantasma do Golpe Ressurge, Sobre o motivo do “Espectro do Comunismo” que nunca chegou de existir de verdade. Por esse motivo, Os Militares golpistas tiraram Jango do poder. Começaria a partir dai 21 anos de um regime que se caracterizou por cercear liberdades, Perseguição aos opositores, Tortura aos presos políticos que lutavam para libertar o país da Ditadura Militar, Censura previa nos veículos de comunicação. Economicamente esse regime cobrou o preço no seu final: Com uma mega infração de mais de 200% ao ano. (O que fez dos anos 80 a “Década Perdida” segundos os economistas)

No dia 19 de Março de 1964 ocorreu em São Paulo a Marcha para Família com deus pela Liberdade. Organizado pela União Cívica Feminina e pela campanha da Mulher pela Democracia. Foram patrocinados pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais – O IPES foi fundado por empresários Cariocas e Paulistas. Em um espaço de 2 anos, O Instituto investiu 500 mil dólares, obtidos através de colaboração de 300 empresas Norte-Americanas, Ocupava 13 salas do 27ºandar do edifício Av.Central na cidade do Rio de Janeiro. Isso possibilitou que se grampeasse a mais de 3.000 telefonemas  de colaboradores e simpatizantes de Jango.

A Marcha pela Família reuniu 500.000 pessoas que clamavam pela derrubada o presidente João Goulart. Em uma das  faixas dizia o seguinte: “Nossa Senhora Aparecida, Iluminai os Reacionários

O Golpe teve o apoio dos governadores Ney Braga (Paraná), Ildo Meneghetti (Rio Grande do Sul), Ademar de Barros (São Paulo) e Magalhães Pinto (Minas Gerais) O Jornalista Carlos Lacerda foi um conspirador Civil que teve um Grande papel para o sucesso do Golpe. Ele conspirou para impedir a posso de Juscelino Kubitschek em 1955. Em 1960 ele acabou sendo eleito Governador da Guanabara. A Partir dai, Lacerda conspira de todas as formas para derrubar João Goulart. Inclusive com notícias falsas (Era a Fake News da época) e censura dos jornais. O Clero conservador também ajudou no Golpe, Liderado pelo Cardeal D. Jaime Barros e pelo Padre Americano Partick Peyton.

Na parte Militar, Os três Ministros Militares: General Odílio Denys (Guerra), Brigadeiro Grün Moss (Aeronáutica) e Almirante Sílvio Heck (Marinha) eram contra o retorno de Goulart ao Brasil por razões de “Segurança Nacional” Jango voltou de uma viagem da China para a sua posse, A partir dai começou a trama do Golpe que tinha sido abortado depois do Suicídio de Getúlio Vargas.

Essa guerra contra Jango começou quando ainda como ministro do trabalho de Getúlio Vargas, Propôs um aumento de 100% do Salário Mínimo. Com isso foi lançado “O Manifesto dos Coronéis” Que contou com a assinatura de 42 Coronéis. Amauri Kruel, Antônio Carlos Murici, Os Tenentes-coronéis Sílvio Frota, Eduardo Melo e Golbery de Couto e Silva foram os que assinaram esse Manifesto. Liderados por Odílio Denys e o General Cordeiro de Farias (O revolucionário de 30) Essa propaganda reacendeu e se junto ao líder do Exercito de Minas Gerais, O General Olímpio Mourão que lutava contra o herdeiro de Getúlio Vargas. (Jango)

O Grupo dos modernizadores não compartilhava com as ideias de Jango, Que eram considerados como ideias Sindicalistas ou Comunistas e estavam se articulando com o empresariado (Através do IPES) que defendia o Binômio “Segurança e Desenvolvimento” Que na verdade era uma defesa a concentração de Renda e arrocho Salarial. Para os empresários, Essa era a forma mais ajustada para as necessidades desenvolvimentistas da nação. Já o Grupo dos linhas Duras queria defender a nação a qualquer custo do Chamado “Espectro Comunista”.

O Grupo dos Modernizadores que era compostos por Ernesto Orlando Geisel, Antônio Carlos Murici e Cordeiro de Farias e Golbery tinham mais representação nos veículos de Comunicação e da Sociedade Civil.

O Grupo dos tradicionalistas que era composto por Artur da Costa e Silva, Olímpio Mourão, Odílio Denys e Muniz de Aragão tinha o poder das armas e da estratégia Militar. Desde do final de 1963 eles articularam o plano formal para tomar o poder, Esse plano foi concebido pelo General Ulhoa Cintra. Esse plano seria executado no dia 31 de Março de 1964.

Para que o Golpe tivesse êxito, Era necessário encontrar um personagem que unisse os dois seguimentos. Essa figura acabou sendo o General Castelo Branco, que era um legalista e hesitou a se unir aos golpistas. Em Janeiro de 1963 Castelo Branco se reuniu com o Cordeiro de Farias. A partir dai começava a aproximação com os Golpistas, Em Março de 1963, Surge o Documento que diminuiu dentro da Lei o poder de Obediência dos militares ao presidente em Nome da “Lealdade ao Exercito”.

Um ano depois, Devido a presença de João Goulart ao encontro dos Sargentos. E pelos acontecimentos do comício das Reformas e a Revolta dos Marinheiros, O General Castelo Branco aderiu fortemente ao Golpe. Ainda havia seguimentos leais ao presidente Jango: Os Generais Assis Brasil, Ladário Telles e Morais Âncora. Já o General Amaury Kruel (Amigo de Jango) tinha uma posição desconhecida até o dia 31 de Agosto quando ele aderiu ao Golpe.

A Trama do Golpe foi desenlaçada no dia 31 de Março de 1964. As 3 da manhã, Olímpio Mourão partiu para o Rio de Janeiro com as tropas saindo da cidade de Juiz de Fora (Cerca de 6 mil homens). Castelo Branco acabou telefonando para o Governador Magalhães Pinto pedindo para que as Tropas voltassem para os Quarteis. O Governador disse que era tarde demais, Uma vez que as tropas estavam na fronteira com o Rio de Janeiro.

Esses momentos poderiam ter levado o Brasil a ter até uma guerra civil, Caso Jango tivesse articulado com os seguimentos do Exercito que ainda eram leais o presidente. A Marcha Golpista teve momentos de tensão. Os 3 mil homens chefiados pelo General Médici poderiam ter tido um confronto com o poderosos destacamento Sampaio, No Vale do Paraíba.

Só que esse confronto não ocorreu, Pelo contraio. Os Oficiais cariocas acabaram aderindo ao movimento Golpista. As 17 horas do dia 31, O Golpe estava a um passo para o seu êxito. Amauri Kruel, depois de um telefonema a Jango que recusou acabar com a CGT acabou aderindo ao Golpe junto com as tropas Paulistas, que partiram para a Via Dutra e se juntaram aos cadetes da Academia das Agulhas negras (Que eram Chefiadas por Médici) Em Resende (Rio de Janeiro) O legalista Morais Âncora acabou não se opondo ao Golpe após uma reunião com Kruel.

No Nordeste, Os Golpistas ainda precisavam executar a prisão dos Governadores Miguel Arraes (Pernambuco) e João Seixas Dória (Sergipe). Com isso, O General Justino Bastos já tinha o controle da situação.

Só existia um possível problema, Que poderia vim do Sul do País. João Goulart buscou refuljo no Rio Grande do Sul, Deixou a missão de comunicar a sua permanência do Brasil com o Chefe de Gabinete Darcy Ribeiro. O Comunicado acabou sendo ignorado pelo presidente do congresso, O senador Auro de Moura Andrade, As 3 horas e 45 minutos da madrugada do dia 2 de Abril, O Congressista declarou vaga a presidência da República. De uma Forma apressada, Empossaram o Deputado Raineiri Mazzili como novo presidente do Brasil. Estava consolidado o Golpe. Jango teve de fugir para o Uruguai no dia 4 de Abril. As ruas de Porto Alegre já estavam tomadas pelas tropas do novo regime.

A Operação Brother Sam

O Governo Norte-Americano ajudou os militares a tomar o poder, Além de reconhecer o novo governo. Eles chegaram a colocar em prática “A Operação Brother Sam” O Embaixador Lincoln Gordon tinha contrato com os Golpistas e acabou solicitando apoio logístico de Washington para os Militares. No dia 31 de Março, Os Norte-Americanos enviaram 6 Destroieres, 1 porta-Aviões, 1 navio para transporte de Helicópteros, Uma esquadrilha de aviões, 4 Petroleiros para abastecimento de tropas e 100 Toneladas de  Armas de Munições, Mas essa operação se mostrou desnecessária e foi suspensa já que não teve resistência.

O Brasil se alinhou aos Estados Unidos no ano de 1946 após o encontro entre o presidente dos Estados Unidos Harry Truman e o presidente do Brasil Eurico Gaspar Dutra. (O Presidente Dutra fundou a escola superior de Guerra, aonde a elite Militar brasileira passou a estudar)

Com a entrada do presidente Juscelino Kubitschek em 1956, Começou a se ensaiar uma independência externa política do país. Isso começou a desagradar os norte-americanos.

Depois da Revolução Cubana, JK e Jango homenagearam Fidel Castro e Che Guevara. Em Janeiro de 1962, O Brasil acabou recusando a adotar as sanções a Cuba. Enquanto isso Leonel Brizola estatizou a Companhia Telefônica do Rio Grande do Sul que pertencia a ITT Americana. Em Setembro do mesmo ano, O Congresso aprovou a Lei de Remessa de Lucros. Isso era prejudicial para os Estados Unidos  que eram Donos de U$ 1,17 Bilhões. (33% do investimento no país) e com 31 das 55 maiores empresas de operação no Brasil)

O Embaixador norte-Americano, O Democrata Lincoln Gordon chegou ao Brasil em Setembro de 1961. No começo ele tratou com diplomacia e se recusou a se aliar aos Golpistas, Mas depois dos acontecimentos do ano seguinte, Gordon mudou sua postura e não só passou a financiar os golpistas como colocou o Coronel Vernon Walters como o adido Militar da embaixada Norte-Americana. Walters era amigo pessoal de Castelo Branco e Cordeiro de Farias. Além de também trabalhar posteriormente para os presidentes Nixon e Reagan.

O Coronel Norte-Americano pediu para o assessor militar Dan Mitrione para ajudar o Governador Magalhães Pinto no treinamento de 10 mil homens da PM. Após a morte de John Kennedy e a posse de Lyndon Johnson, Foi dado o sinal verde para a preparação ao Golpe.

No dia 17 de Janeiro de 1964, João Goulart sancionou a Lei de Remessa de Lucros. A Partir dai se deu o marco para que o Governo de Jango acabasse. No dia 3 de Março, Em um editorial do “The New York Times” Anunciava que os Estados Unidos não puniria mais Juntas Militares que Derrubassem Governos Democráticos. Era tudo que se precisava para o Golpe Militar.

A Partir dai ocorreu num espaço de 1 mês, A Marcha da Família até o dia 31 de Março quando tudo se desenrolou no Brasil com o movimento dos Golpistas até darem o Golpe em Jango para se colocarem no poder. O Governo de Raineiri Mazzili (Governou pela segunda vez o Brasil de forma provisória) durou 13 dias, Até que no dia 15 de Abril foi empossado Castelo Branco como o primeiro presidente Militar da Ditadura Militar.

Amanhã você terá a segunda parte do Texto: O Dia 31 que durou 21 anos

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fonte: História do Brasil – Zero Hora/RBS Jornal

Especial Ligier : Temporada de 1993

Após um promissor ano de 1992, Aonde o time Francês voltou a pontuar na Formula 1 desde de 1989 a equipe partia para 1993 partindo para tentar um desempenho melhor. Ainda mais com o Animo de que os motores Renault iriam ficar para 1993 e os mesmos patrocinadores ficariam para a temporada. Já os pilotos seriam dois pilotos Ingleses: Um Veterano Martin Brundle que passou uma temporada na Benetton e acabou fazendo um modesto trabalho e Flávio Briatore mandou o piloto para a rua e dai veio para a Ligier. O outro francês era um piloto ainda pouco experiente Mark Blundell que foi piloto da Brabham em 1991 e já foi piloto de Testes da Williams em 1990 iriam substituir a Erik Comas (Que foi para a Larrousse) e Thierry Boutsen (Que foi viver seus últimos momentos na Formula 1 pela Jordan).

O JS39, Novo chassi da Ligier foi projetado pelos projetistas Gérard Ducarouge (Diretor Técnico), Paul Crooks (Design) e Loic Bigois (Aerodinâmica)

E Dai veio o começo de temporada de 1993 na África do Sul (último GP na África do Sul) um circuito de media em Kyalami a Ligier fez história. Nos Treinamentos Mark Blundell levou a ligier ao 8ºlugar no Grid de Largada e Martin Brundle em 12ºlugar. Na Corrida que foi disputada com o tempo nublado e se aproveitando das quebras, de erros e batidas de outros pilotos Blundell e Brundle subiam na classificação na Volta 47,  Blundell estava em 3ºlugar e Brundle em 6ºlugar.

Até a volta 58 quando Brundle acabou rodando e deixando a corrida deixando Blundell sozinho para levar o Ligier ao 3ºlugar e levar a Ligier ao pódio, Algo que não acontecia desde de 1986 quando Laffite chegou em 2ºlugar no GP dos Estados Unidos. O piloto Inglês levou o Ligier JS39-Renault até o final da corrida e conquistou o pódio quebrando um jejum de quase 7 anos sem pódio para o time de Guy Ligier com o 3ºlugar, Blundell comemorou seu primeiro pódio junto de Alain Prost e Ayrton Senna que chegaram em 1º e 2º.

Blundell comemora o primeiro pódio da Ligier desde do GP dos Estados Unidos de 1986
Blundell comemora o primeiro pódio da Ligier desde do GP dos Estados Unidos de 1986

No Brasil em Interlagos um treino abaixo das expectativas Blundell conseguiu um 10ºlugar no Grid e Brundle é que largou mais atrás em 16º, E na corrida foi comprovado que não foi o final de semana do veterano piloto Inglês que acabou abandonando na 1ªVolta, Já Brundle sobreviveu a confusão da chuva e subiu de posição durante toda a corrida, Na segunda parte de prova Blundell chegou a estar em 4ºlugar e só perdeu posição no final para Michael Schumacher, Mas ainda assim o Inglês chegou em 5ºlugar e marcou mais 2 pontos para ele e para a Ligier que ao final de 2 corridas Blundell era o terceiro colocado atrás de Senna e Prost e a Ligier estava em 3ºlugar no campeonato mundial de Construtores.

Na primeira corrida na Europa no Circuito de Domington Park foi uma corrida para esquecer, Blundell e Brundle nessa Ordem largaram da 11ªFila e diante da chuva na Inglaterra ambos abandonaram a corrida por causa de Rodada e estávamos em posições bem longe dos pontos, Para San Marino em Imola A equipe Francesa conseguiu seu segundo pódio no ano, Martin Brundle largou em 10ºlugar e levou a sua Ligier-Renault ao 3ºlugar após resistir as quebras e batidas nessa prova enquanto que Blundell que ficou em 7º no Grid acabou batendo na largada. Dessa vez Brundle foi para o pódio junto de Prost e de Schumacher.

Na Espanha, Brundle teve um final de semana Terrível, Largou em 18ºlugar e deixou a corrida depois de mais uma rodada isso na 11ªVolta, Já Blundell largou melhor em 12ºlugar e foi fazendo uma boa corrida até que no final chegou a assumir a 6ªposição passando Zanardi, Mas na última volta perdeu essa colocação para Berger e ficou apenas em 7ºlugar numa corrida em que apenas as 4 Grandes (Williams,Mclaren, Benetton e Ferrari) Colocaram seus carros nos pontos.

Nas ruas de Monte Carlo em Mônaco Blundell larga em 13º e Brundle em 21º, Numa pista de difícil ultrapassagem Blundell estava em situação muito melhor, Mas ele acabou deixando a corrida com problemas de suspensão na 4ªVolta, Brundle do 21ºlugar fez uma grande corrida tendo paciência e ganhando posições por erros e quebras e na parte final chegou em Christian Fittipaldi que também fez grande corrida e que resistiu ao piloto Inglês que levou um improvável ponto em Monte Claro.

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Dando uma parada na Europa e indo para a América do Norte para a etapa Canadense, Martin Brundle tem mais um bom final de semana largando em 7ºlugar e na corrida ficando grande parte do tempo entre os 6 primeiros colocados e beneficiado com a quebra de Ayrton Senna ele terminou a corrida em 5ºlugar, levando a Ligier a ter 13 pontos em 4ºlugar nos construtores na Frente da poderosa, Mas desajeitada Ferrari que estava vivendo o Auge das crises na Formula 1. Já Brundle largou em 10ºlugar mas ele se acidentou e deixou a prova na 14ªVolta.

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Dai veio o GP em Casa na França em Magny Cours e para a alegria dos Franceses os 4 primeiros colocados no Grid de largada eram 4 motores Renault com Hill na pole, Prost em 2º, Brundle em 3º e Blundell em 4º, Um treino que lembrou os áureos tempos da Ligier que estava disputando por vitórias e títulos, A Missão de ambos era aproveitar o grande momento da equipe e dos motores Renault para conseguir um Grande resultado, Blundell não aproveitou e deixou a prova na 21ªVolta por causa de mais uma Rodada, Mas o Experiente piloto Martin Brundle correu muito bem e disputando praticamente de igual para igual o pódio com Senna e Schumacher, Mas acabou em 5ºlugar atrás dos dois, Mas foi um final de semana positivo aonde Brundle marcou mais 2 pontos que o colocava na 5ªposição dos construtores com 9 pontos, Já a Ligier se distanciou da Ferrari nos construtores marcando esses 2 pontos, Na metade do ano o time dos carros azuis tinha 15 pontos contra 9 da Ferrari.

Na Inglaterra começo da segunda parte de campeonato no Circuito de Silverstone mais uma boa chance para a Ligier que mostram potencial nos treinos com Martin Brundle largando em 6ºlugar e Mark Blundell em 9ºlugar, Na Corrida Martin Brundle fez uma grande corrida e levaria sem problemas o seu carro para o 4ºlugar quando que a 6 voltas do final o seu câmbio quebrou, Ainda assim classificou em 14ºlugar, Já Blundell não teve uma prova tão exuberante do que seu companheiro de equipe, Mas chegou ao final e ficou perto de pontuar ficando em 7ºlugar.

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Na Alemanha aonde o motor conta muito a Ligier aproveitou muito bem desde do Grid de largada aonde Blundell em 5º e Brundle em 6º dividiram a 3ªFila do Grid de largada, Na corrida Ambos começaram bem, Mas enquanto Blundell continuava nas primeiras posições Martin Brundle tinha problemas e acabou indo para os boxes por duas vezes e ficando sem chances de pontuar terminando em 8ºlugar. Lá na Frente Blundell após 7 corridas sem pontuar e com muitos erros finalmente se recoloca na zona de pontuação com um pódio conquistado na terceira posição na frente de Ayrton Senna, Era o 3ºpódio da Ligier na Temporada e o segundo do jovem piloto Inglês.

Na Hungria uma pista em que a Potência do motor não era tão importante a Ligier teve uma classificação mediana no Grid de largada com 12º de Blundell e o 13º de Brundle, Na Corrida Brundle levou a Ligier a mais 2 pontos no campeonato com a 5ªPosição, Blundell teve uma largada bem ruim, mas aos poucos se recuperou na prova e bateu na trave para pontuar de novo chegando na 7ªposição.

Na Bélgica o que se esperava muito do carro azul, Mas a classificação não foi das melhores, Brundle fez uma corrida razoável para boa largando do 11ºlugar e completando a corrida em 7º enquanto que Blundell largando 4 posições Atrás acabou se acidentando com Gerhard Berger brigando por posição fora dos 10 primeiros colocados a 2 Voltas do Final da corrida e ficou classificado em 11ºlugar.

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Na Itália foi decepcionante a classificação com Brundle largando do 12ºlugar e Blundell em 14º, Na Corrida Brundle fez grande largada e chegou a ficar em 6ºlugar e poderia marcar pontos tranquilamente, Mas acabou sofrendo um acidente com o seu arquirrival da Formula 3 Ayrton Senna na 8ªVolta, Mark Blundell também começava a subir na corrida quando sofreu um acidente na 21ªVolta e deixou a corrida, O ruim dessa história é que Alesi tinha conseguido um segundo lugar que minava a diferença Ligier para a Ferrari de 7 para 1 ponto nessa luta pela 4ªposição no campeonato de construtores.

Em Portugal Mark Blundell largaria em 10ºlugar e Martin Brundle em 11º, Na corrida Blundell ocupava a 6ªposição quando mais uma vez ele sofreu um acidente (7ºAcidente na temporada) na 52ªVolta. Martin Brundle suou, Mas conseguiu marcar um ponto com o 6ºlugar, Mas com o 4ºlugar de Jean Alesi a Ligier perderia o 4ºlugar nos construtores por 1 ponto de diferença, Mas ainda teríamos as corridas no Japão e na Austrália para a equipe Francesa reagir.

No Japão a Ligier não teve em nenhum momento em condições de pontuar, Martin Brundle que tinha feito o 15ºtempo no Grid de largada no final da corrida na volta final se acidentado e classificou em 9ºlugar, Já Blundell também não teve chances de marcar pontos ficando em 7ºlugar, Uma chance desperdiçada de retornar ao 4ºlugar nos construtores já que nem Berger e Alesi pontuaram, A Decisão seria na Austrália.

No circuito de Adelaide Brundle largou em 8ºlugar e fez uma corrida competitiva levando a Ligier ao 6ºlugar o que faria o time empatar em pontos com a Ferrari, Mas Alesi e Berger tinham chegado em 4º e 5ºlugar o que fez a Ferrari ficar na frente nos construtores por 5 pontos de diferença para a Ligier que terminava o campeonato num honroso 5ºlugar com 23 pontos, 3 pódios e com a sensação de que poderiam ter conseguido bater a Ferrari se seus pilotos não tivessem se envolvido em tantos acidentes mesmo eles tendo o desempenho que eles tiveram. Blundell largou em 14º e chegou em 9ºlugar no Circuito Australiano. Brundle terminou o campeonato em 7ºlugar com 13 pontos e Blundell em 10ºlugar com 10 pontos.

Para 1994 a expectativa seria de crescer ainda mais e voltar definitivamente a turma das equipes grandes, Vamos saber se conseguiram esse feito em 1994 no próximo episódio desse especial…

Números da Temporada de 1993 da Ligier

Gps: 32
Vitórias: 0
Poles: 0
Pódios: 3
Pontos: 23
Motor: Renault RS5 V10
3493 Cilindradas
13.800 RPM (Rotações por Minuto)
Potência: 780 Cavalos
Número de Voltas completadas: 1.456
Pilotos:
Mark Blundell
Martin Brundle

Chassis: Ligier JS39
Projetistas: Gérard Ducarouge (Diretor Técnico), Paul Crooks (Design) e Loic Bigois
(Aerodinâmica)
Chassis:  Monocoque de Carbono e Kelvar
Peso:  505 kg
Transmissão:  Williams T semiautomática 6 Marchas
Combustível/óleo:  Elf
Freios:  Freios de disco de Carbono
Distância entre eixos:  2,995 mm
Eixo frente: 1690 mm
Faixa traseira: 1.600 mm

Fotos:

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Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fotos: Bestlap/Formel1mic

Especial Ligier: 19761977197819791980198119821983 –19841985 –1986 –1987 – 19881989 – 1990 – 1991 – 1992

Especial: Os anos da Verdinha Leyton House na Formula 1

A Equipe March voltou a Formula 1 em 1987 com a Cor Verde e com o patrocínio da Leyton House, Uma empresa imobiliária Japonesa que financiava a equipe inglesa que voltava depois de um Hiato de 5 temporadas aproveitando o regulamento de motores aonde já se preparava para o fim dos motores Turbo e a volta dos aspirados. Depois de 3 temporadas como patrocinador da March sendo que o ano de 1988 foi o melhor deles o Japonês Akira Akari resolve comprar a equipe e renomear o time como Leyton House.

Temporada de 1990:

Leyton House
CG901
Projetistas: Adrian Newey e Gustav Brunner
Câmbio: March – 6 Marcas
Combustível/Lubrificante: BP
Amortecedores: Koni
Freios: Freios à Disco de Carbono – AP Racing/ Carbono Industrial

Começaram a temporada de 1990 muito mal com Gugelmin em 25º e Capelli em 26º no grid de largada com o piloto Italiano tendo a sorte de estar no Grid já que uma das ligier acabou sendo desclassificado do Grid e com isso Capelli entrou para a corrida em que Capelli acabou não indo muito longe deixando a corrida com problemas elétricos, Gugelmin teve muitos problemas na corrida inteira, Mas cruzou a linha de Chegada em 14ºlugar a 6 Voltas do Vencedor.

Mas se em Phoenix as coisas foram bem ruins em São Paulo piorou para a Leyton House, nenhum dos dois pilotos classificaram para a corrida, Um tremendo fracasso para um time que conseguiu pódio em 1988 e 1989.

Indo para a primeira corrida na Europa em San Marino finalmente um desempenho decente com o Brasileiro Maurício Gugelmin com o 12ºlugar no Grid de largada e Ivan Capelli em 18º bem melhor do que nas primeiras corridas na América, Mas nenhum deles viram a bandeirada Capelli sofreu acidente na primeira volta e Gugelmin teve problemas elétricos na 24ªVolta e abandonou, Em Mônaco A Leyton House só se classificou para a corrida com Capelli que ficou em 23ºlugar que acabou deixando a corrida cedo com problemas de Travões em seu carro, Gugelmin acabou fora da corrida.

Indo para a 2ªParte na América no Canadá nova eliminação de Maurício Gugelmin na classificação para a corrida e mais uma vez o time só correu com 1 carro que foi de Ivan Capelli que largou em 24º para completar a prova em 10ºlugar a 2 voltas do Vencedor da prova, Agora no México a Leyton House vive um dos seus piores pesadelos, Ambos os pilotos não conseguiram largar, Nem Capelli e nem Gugelmin que ficava pela 3ªVez Seguida de fora do Grid de largada conseguiram colocar o carro Verde entre os 26 que largavam para a corrida.

Em 6 Corridas era uma enorme decepção o campeonato do time de Akira Akari com 0 ponto e vendo times como a Footwork já tendo 2 pontos e até a Onxy tirando um 7ºlugar em Mônaco, Era uma temporada péssima até agora, O Conceito do carro de Adrian Newey não estava dando resultados…
…Até agora pois a corrida seguinte seria na França no circuito de Paul Ricard, E dai se explicar uma coisa, O Chassi CG901 é um chassi que fica tão no chão que ele acaba sendo um chassi eficiente apenas em circuitos em que a pista é lisa, Em pistas como a do México em que o Asfalto era totalmente irregular o carro não rende de forma nenhuma.

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Nos treinos oficiais Ivan Capelli ficou em 7ºlugar e Maurício Gugelmin ficou em 10ºlugar, Ambos largavam nas 10 primeiras posições no Grid de largada:
A Corrida no dia seguinte na corrida ambos os pilotos decidiram não fazer nenhuma troca nos seus pneus, Com isso esperavam pular nas primeiras posições quando os lideres pararem nos boxes.

Logo depois o primeiro terço de corrida tanto Capelli como Gugelmin subiam de posições até que na volta 33, Ivan Capelli passou ao Italiano Riccardo Patrese da Williams para assumir a liderança da corrida e com Gugelmin na segunda posição e mesmo com a Pressão de ninguem mais que Alain Marie Pascal Prost a equipe manteve a dobradinha durante 19 Voltas seguidas até que o Tricampeão do mundo com sua Ferrari Mostrou sua força e passou Gugelmin que 5 voltas depois deixava uma bela corrida que ele vinha fazendo com problemas de Motor.

A Partir da Prost buscou feito um louco Ivan Capelli que só entregou a vitória a Prost por que o Motor Judd poderia estourar se ele continuasse a ter um ritmo forte de corrida, Apesar de não ter conquistado a vitória Capelli deu a Equipe um resultado magnifico para o time de Akira Akari (O que seria o melhor resultado da História da Leyton House) Com Ivan Capelli completando a corrida em 2ºlugar na frente de Ayrton Senna e festejando no Pódio de Paul Ricard que foi o 3º da sua carreira na Formula 1 (Último pódio de Capelli).

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Com os 6 pontos de Capelli a Leyton House iria aparecer no campeonato na 6ªPosição atrás das 4 grandes (Mclaren, Ferrari, Benetton e Williams) e da Tyrrell que era a melhor das 4 Grandes.

Com o Positivo Resultado a equipe foi embalada para Silverstone para a 8ªEtapa, Gugelmin que pouco tinha feito até a prova da França largou numa ótima 9ºlugar considerando o fraco motor Judd que ele tinha, Capelli já largava mais atrás em 15ºlugar. Capelli fez uma grande corrida e chegou a estar na 3ªposição quando a 17 Voltas do final o piloto Italiano teve problemas na Alimentação de seu carro o que fez ele deixar a corrida, Já Gugelmin nem largou, Teve problemas na bomba de Gasolina de seu carro.

Na Alemanha em mais um circuito de alta Ivan Capelli largou em 10ºlugar e fez uma bela corrida chegando a estar por algumas voltas a estar na 6ªposição, Mas Capelli perdeu essa posição para a Williams de Thierry Boutsen e terminou em 7ºlugar, Já o Brasileiro Maurício Gugelmin largou em 14º abandonou com problemas de Válvula do motor Judd. Partido para o Leste da Europa na Etapa da Hungria cheio de incidentes um grid abaixo do esperado com Capelli em 16º e Gugelmin em 17º, Na corrida Gugelmin levou o carro para a 8ªposição após uma corrida difícil em que o piloto procurou sobreviver na corrida, Capelli fazia o mesmo na frente de Gugelmin até ter problemas de Câmbio a 21 voltas do final da corrida.

Voltando para a parte ocidental da Europa tivemos o Desafiante GP da Bélgica em Spa-Francorchamps aonde o time do carro verdinho acabou se dando bem graças a tática de não fazer paradas nos boxes, O Brasileiro Maurício Gugelmin voltou a marcar pontos ao terminar a corrida em ótima 6ªPosição após largar da 14ªPosição com Ivan Capelli que largou de 12º para chegar na sétima posição.

Após esse bom resultado a equipe Leyton House foi motivada para o GP da Itália em Monza, Apesar do carro tendo um motor de pouca potência como a Judd Gugelmin largou em 10º e Capelli largou em 16º, O brasileiro teve problemas de motor quando estava bem classificado na 25ªVolta e Capelli ficou por algumas voltas em 6ºlugar quando teve problemas de Bomba de Gasolina tendo que deixar a corrida perdendo mais uma possibilidade de marcar pontos na temporada, Em Portugal o time já não arranjou nada demais, Gugelmin mesmo com condições precárias de Saúde (Febre de 39ºGraus) levou seu carro até o 12ºlugar após largar do 14º, Capelli quebrou o motor na 51ªVolta após largar na 12ªPosição.

Em Jerez de la Fronteira a Equipe do Japonês Akira Akari completou sua temporada Europeia Gugelmin teve mais uma boa corrida largando do 12ºlugar e chegando a disputar o 6ºlugar por algumas voltas, Mas não foi capaz de deter o avanço de Suzuki e de Larini e acabou ficando em 8ºlugar pelo menos tendo mais sorte do que Capelli que abandonou a corrida por cãibras a 14 Voltas do final.

Na parte final do campeonato não foi das mais felizes para a Leyton House, na luta pelo 6ºlugar no mundial de construtores, Em Suzuka no Japão ela acabou vendo a Larrousse de Aguri Suzuki em 3ºlugar no Pódio fazendo com que o time francês ultrapassasse a Leyton House que tinha 4 pontos de desvantagem para os carros coloridos, Gugelmin que largou em 12º abandonou com problemas de Motor na 6ªVolta e Capelli com muitos problemas e indo duas vezes para os boxes abandonou com problemas elétricos, Em Adelaide Gugelmin e Capelli abandonaram a corrida após terem problemas de travões do carro e de Acelerador do carro respectivamente.

Após um ano de muitos altos e Baixos a Leyton House acabou o campeonato Mundial de Formula 1 em 7ºlugar com 7 pontos, 1 pódio na França com Ivan Capelli e um 6ºlugar na Bélgica com Maurício Gugelmim e com um projetista revelado de vez para o mundo que era o Adrian Newey que logo foi contratado pela Williams para construir o carro para 1991 e começar uma era que o faria ter o título de o Mago na matéria de Chassis.

Gps: 32 (Largou em 26 Gps)
Vitórias: 0
Poles: 0
Pódios: 1
Pontos: 7
Motor: Judd EV 8 Cilindros
Potência: 640 Cavalos a 12.500 RPM
Chassi: CG901
Pilotos:
Mauricio Gugelmin
Ivan Capelli
Número de Voltas Completadas: 1.046
Voltas Lideradas: 45

Fotos

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Temporada de 1991 da Leyton House:

Chassi: Leyton House CG911
Projetista: Chris Murphy / Gustav Brunner
Câmbio: transversal – 6 Marcas
Combustível/Lubrificante: BP
Amortecedores: Koni
Freios: Freins à Disco de Carbono – AP Racing/ Carbono Industrial

Após a temporada de Altos e Baixos da Leyton House em 1990 para 91 o time teve que substituir a nada menos que Adrian Newey que foi para a Williams fazer o FW14, O Substituto para essa missão ardua foi o Chris Murphy que junto com Gustav Brunner teve de fazer o CG911 agora com os motores da Ilmor V10 que estreavam na Formula 1 que tinham a potência de 680 Cavalos, Manteve seus pilotos Tanto o Maurício Gugelmin como o Ivan Capelli e com isso esperava que o time terminasse mais corridas, que o Chassi fosse tão bom como 90 e que o resultado das corridas fosse melhor.

Mas na abertura do campeonato em Phoenix não foi nada boa, Capelli conseguiu o 18ºlugar no Grid de largada e deixou a corrida na metade da corrida e Gugelmin ficou no final do Grid na 23ªposição acabou deixando a corrida algumas voltas antes ambos com problemas de câmbio, Indo para Interlagos o belíssimo 8ºlugar no Grid de largada de Maurício Gugelmin deu esperanças de uma grande corrida para o piloto Brasileiro, Mas problemas físicos ocorridos por causa de queimaduras acabaram fazendo o que o Brasileiro não aguentasse a dor. Capelli largou em 15ºlugar e não durou muito na prova Abandonou na 16ªVolta com problemas de Motor.

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Na abertura da temporada europeia em San Marino numa corrida chuvosa Gugelmin largava em 15º e Capelli em 22º, Na Corrida Capelli chegou a estar em 5ºlugar mas abandonou a prova com problemas de Furo de pneu, Gugelmin ficou lá atrás até o final da corrida quando acabou abandonando com problemas de Motor, Ainda assim ficou classificado em 12ºlugar, Em Mônaco mais uma corrida de problemas, Gugelmin que largou em 15º com problemas de Acerelador na 44ªVolta, Capelli largando de 18º abandonou logo na 13ªVolta com problemas de Carro Travando.

Em Montreal no Canadá a Leyton House acabou tendo mais uma chance de marcar ponto na temporada, Ivan Capelli conseguiu o 13ºlugar no Grid de largada e estava escalando posições de acordo com as quebras dos pilotos das equipes grandes, Quando estava em 4ºlugar na volta 41 o Motor Ilmor deu problema e deixou Capelli na mão, Gugelmin largando em 23ºlugar foi mais longe, Mas muito atrás na prova acabou com problemas de motor também não terminando a corrida, Continuando na América do Norte no desalinhado circuito do México aonde a equipe deu vexame em 1990 dessa vez ambos os pilotos conseguiram classificação, Capelli e Gugelmin largaram na 11ªFila, Mas na corrida ambos abandonaram a corrida com problemas de Motor.

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De Volta a Europa a partir da França a equipe conseguiu dar uma grande melhorada em retirar as molas do carro que era um dos erros do carro que foi identificado pelo Brasileiro Maurício Gugelmin e sua incrível capacidade de acertar carros e foi recompensado largando muito bem na 9ªposição e na corrida ficou a uma posição da zona de pontuação, Capelli largou mais atrás na 14ªposição e deixou a prova na 8ªVolta com problema de Rotação Mas com o 7ºlugar de Gugelmin foi a primeira vez que um carro da Leyton House recebeu a bandeirada de chegada, Partindo para Silverstone na metade do campeonato a pista foi modificada no que acabou tendo pior para os pilotos da Leyton House que tinha mais chances de marcar pontos com Silverstone de 1990. Gugelmin repetiu o 9ºlugar no Grid de largada e começou largando muito bem ficando por 5 voltas na 6ªposição, Mas Gugelmin teve caibras e foi obrigado a abandonar a corrida na 24ªVolta, Seu companheiro de equipe não foi brilhante na corrida, Capelli largou em 16ºlugar e chegou a andar em 9ºlugar até ter mais uma vez problemas de rotação na 17ªVolta.

Começando a segunda metade de temporada no GP Alemão em Hockenheim foi um final de semana não foi dos melhores, Capelli largou em 12º e estava entre os 10 primeiros até deixar a corrida com problemas elétricos e o Brasileiro Gugelmin largando do 16ºlugar deixou a corrida com problemas de Câmbio. Na Hungria finalmente a Leyton House conseguiria sucesso, Ivan Capelli que largou em 9ºlugar fez uma corrida primorosa na maior parte do tempo nas 6 primeiras posições até o final das 77 Voltas daquela corrida vencida por Ayrton Senna. O piloto Italiano marcaria o primeiro ponto da equipe na temporada (Seria o último ponto da história da Leyton House) Gugelmin teve uma corrida bem difícil, Largando do 13ºlugar acabou ficando muito para trás com problemas, Mas se recuperou e acabou a prova em 11ºlugar.

Já mais tranquilos e confiantes a equipe de Akira Akari para a Bélgica, Mas problemas de Motor acabaram com a corrida de Ambos: Gugelmin que largou em 15º abandonou na 2ªvolta e Capelli que largou em 12º abandonou na 14ªvolta, Depois desse balde de água fria eles iriam para mais um circuito rápido que era o de Monza na Itália, Mas a corrida foi relativamente boa, Capelli largando do 12ºlugar chegou em 8ºlugar após uma boa corrida, Gugelmin com muitos problemas largou em 18º e chegou ao final em 15ºlugar.

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Em Portugal a equipe teve um bom final de semana, Mas não conseguiu ganhar pontuação, Capelli largou do 9ºlugar e estava fazendo uma belíssima corrida estava na 5ªposição até ter danos no bico do seu carro e com isso acabou comprometendo as chances de marcar pontos, Gugelmin que largou em 7ºlugar acabou deixando os pontos escaparem fazendo uma largada fraca e só conseguindo ficar em 7ºlugar, Apesar da Frustração do GP de Portugal a equipe vai para o Circuito de Catalunha para o GP da Espanha mantendo a boa fase dos treinos, Capelli largou em 8º e estava perto dos pontos mais acabou rodando e deixando a corrida na segunda volta, Gugelmin largando do 13ºlugar ficou perto dos pontos de novo ficando em 7ºlugar.

Nesse final de temporada estourou o escândalo de que o dono da equipe Akira Akari que envolveu o Fuji Bank no que acabou preso com o esquema de lavagem de dinheiro usando a equipe como fachada. Ivan Capelli acabou saindo do cockpit de número 16 e entrou em seu lugar o jovem estreante austríaco Karl Wendlinger para as corridas do Japão e Austrália.

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O time estava em crise financeira, no Japão a prova foi terrível, Gugelmin largou em 18º, Mas se aproveitou das quebras para ficar num honroso 8ºlugar, Wendlinger acabou envolvido em um acidente e deixou a corrida na 2ªVolta, No Japão a corrida durou pouco apenas 14 Voltas, Gugelmin sofreu um acidente na 14ªVolta e acabou a corrida apenas em 13ºlugar após largar em 14ºlugar, Wendlinger largou em 26º e levou o Leyton House para o 20ºlugar.

Karl Wendlinger
Karl Wendlinger

No final desse campeonato foi que a Leyton House marcou apenas um único ponto que aconteceu no GP da Hungria com Ivan Capelli, 32 corridas e simplesmente várias e várias quebras de equipamento principalmente na primeira parte de campeonato, após esse campeonato a Leyton House foi vendida para um grupo que tinha um consorcio com John Byfield, Tony Birchfield, Gustav Brunner e Henny Vollenberg e voltou a ser March na temporada de 1992.

Números da Leyton House em 1991

Gps: 32
Vitórias: 0
Poles: 0
Pódios: 0
Pontos: 1
Motor: Ilmor LH10 V10
Potência: 680 Cavalos a 13.000 RPM
Chassi: CG911
Pilotos:

Mauricio Gugelmin
Ivan Capelli
Karl Wendlinger
Número de Voltas Completadas: 1.088 Fotos:

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Histórico da Leyton House

GPs: 64 (Largaram em 58 Corridas)
Vitórias: 0
Pole: 0
Pódios: 1
Pontos: 8
Pilotos:

Ivan Capelli (Itália)
Maurício Gugelmin (Brasil)
Karl Wendlinger (Áustria)

Voltas na liderança: 45
Voltas percorridas: 2.133
Melhor Grid de Largada: 7ºlugar Capelli (França/1990) e Gugelmin (Portugal/1991)
Melhor resultado em Corrida: 2ºlugar Capelli (França/1990)

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fotos: Bestlap/Formel1mic

Especial: Top Gear 3000

O Jogo

Uma vez a cada milênio, um dos maiores eventos na galáxia começa … É uma corrida. Um carro de corrida. Começa no mais longínquos da galáxia e termina no centro. Para as riquezas vencedor além da crença. Conhecimento da raça é passado de geração em geração. A identidade do organizador foi perdido através das névoas do tempo. Ou talvez ele nunca foi conhecido. Mas até mesmo uma criança mais jovem sabe em uma determinada data … tudo que ele tem a fazer é olhar para o céu … por um sinal. O tempo chegou. Você está na corrida. BOA SORTE

Game

Once every millennium, one of the greatest events in the galaxy begins… It is a race. A car race. It starts at the furthest reaches of the galaxy and ends at the center. For the winner riches beyond belief. Knowledge of the race is passed from generation to generation. The identity of the organizer has been lost through the mists of the time. Or maybe it has never been known. But even the youngest child knows on a certain date… all he has to do is look to the skies… for a sign. The time has arrived. YOU are in the race. GOOD LUCK

O Jogo Se passa no Distante ano de 2962 depois da World War XVII que devastou vários planetas, Quem comanda o Universo é uma espécie Conglomerado Galáctico dos Planetas Unificado controlado por Bureau of Reasonable Entertainment de tem mantido uma era de calma e de coexistência pacífica, Através da supressão sistemática de qualquer pensamento radical ou ação que pode “despertar” as massas cheias de cidadãos que povoam a estrela de doze sistemas sob sua jurisdição.

E por isso muitos pilotos procuram uma atividade fora da lei, além de muito dinheiro. Para eles só tem uma cura para o tédio que virou o século 30. O Campeonato Top Gear 3000, Com ajuda do 20th Century Automobile racing eles criaram no século 30 uma liga totalmente ilegal (Top Gear 3000) que corre por 12 sistemas solares.

Merak
Zosmar
Sarin
Alderam
Kajam
Lesath
Miriam
SubRat
Toygetaa
Veja 5
Naosphein
Kraz

Passo a Passo do jogo:

1. Selecione Championship noa Quadro Inicial:

2. Selecione o modo de jogo que você deseja e também se quiser selecionar Options.

Depois você pode escolher três opções de jogo ou pode também escolher password para colocar seu código que você tem para continuar seu jogo de onde você parou

Password:

Começar um novo Jogo:

A partir dai você vai escolher uma configuração de Controle, O seu nome e em qual sistema de velocidade você quer que ela seja medida se em Milhas ou em Kilometros

Configuração de Controle:

Seu Nome:

Sistema de Velocidade:

A Partir dai escolhendo a opção Race você parte para o primeiro desafio do Primeiro estágio do jogo:

Esse jogo do Top Gear tem novidades: O Reabastecimento volta mais ao invés de Gasolina você tem uma bateria que precisa ser recarregada e agora você não faz isso parado, pode fazer em movimento, É só você ficar no espaço vermelho que fica dentro da pista para reabastecer e Também você pode reformar o seu carro do mesmo procedimento, basta você ficar por cima do espaço Azul para fazer isso.

Agora é só acelerar com eles nesse jogo e vencer seus adversários para a conquista desse campeonato!

Estágios – Pistas – Sistemas Solares:

Estágio 1: Merak

Estágio 2: Zosmar

Estágio 3: Sarin

Estágio 4: Alderam

Estágio 5: Kajam

Estágio 6: Lesath

Estágio 7:Miram

Estágio 8: Subrat

Estágio 9: Toygeta

Estágio 10: Vega 5

Estágio 11: Naosphein

Estágio 12: Kraz

Peças para compra:

Cores:

Motores:

Pneus:

Câmbio:

Proteção:

Turbo:

Itens Especiais:

Vídeos:

Fácil

Normal

Championship:

Modo Desafio

Top Gear 3000 – Modo Desafio por Deivisonf1world

O Password dos $3000000

Top Gear 3000 – Codigo dos $ 3000000 por Deivisonf1world

Segredos – Bonus:

Vai até password e preencha todos os espaços

itens para serem comprados:

Você vai entrar nesse jogo a partir da 3ªcorrida do primeiro estágio no Jogo e com os 3.000.000 você pode comprar o melhor equipamento do mercado e te garanto que caso você pilote bem você vai fazer um temporal e até dar volta em todos os outros pilotos.

DSP-4

DSP-4 ou Digital Signal Processor ele é um processador que ajuda no desenho da pista de corrida principalmente nas pistas que se dividem em Vários caminhos, esse Chip foi usado em um único jogo do Super Nintendo. O Top Gear 300, tanto é que em vários simuladores o jogo não funciona.

Imagem do Chip

O Digital Signal Processor é um bem mais Rápido do que outros microprocessadores, Sua velocidade é medida em mips (million instruction per second). o DSP também ajuda no cancelamento de ruídos através do sistema proposto um dispositivo captaria o ruído ambiente e geraria um “antirruído”, com as ondas simétricas: a cada vale corresponderia um pico e vice-versa. Assim poderia se cancelar o ruído de um ambiente, por exemplo, dentro de um automóvel.

Pilotos:

Andrew Dave Richard Tony
Masuno Oliver Paul Mick
Ash Mark Matthew Ade
Neil Pete Karl Tracie
Berni Syd Jim  

Nível dos pilotos – Presenças
nos Top Gear 1 e 2

Piloto Nível dos pilotos  Esteve no Top Gear 1 Esteve no Top Gear 2
Player 1 x x x
Mark 1 Sim Sim
Matthew 1 não Não
Ade 1 Sim Sim
Ash 1 Sim Sim
Mick 1 Não Sim
Pete 2 Não Não
Neil 2 Não Não
Tracie 2 Não Não
Richard 2 Não Não
Karl 2 Não Não
Berni 3 Sim Sim
Tony 3 Sim Sim
Syd 3 Não Sim
Oliver 3 Não Não
Jim 4 Não Não
Andrew 4 Não Não
Masuno 4 Não Não
Paul 4 Sim Sim
Dave 4 Não Não

Sistema de pontuação da Top Gear
– Premiação

Posição Pontos Premiação
1ºlugar 10 pontos $ 100000
2ºlugar 8 pontos $ 80000
3ºlugar 6 pontos $ 70000
4ºlugar 5 pontos $ 60000
5ºlugar 4 pontos $ 50000
6ºlugar 3 pontos $ 40000
7ºlugar 2 pontos $ 30000
8ºlugar 1 ponto $ 20000
9ºlugar   $ 10000
10ºlugar   $ 0

Modo Desafio

No modo Desafio (VS Mode) você joga com até 4 jogadores (Humanos ou não) Se tivermos 3 jogadores humanos o outro jogador sera a maquina. Agora vamos ao passo a passo

Entre no jogo e coloque na opção Vs mode.

Depois disso defina o número de jogadores humanos que vão jogar.

Depois disso você coloque seu nome de jogador

Depois de colocar seu nome você tecla em Exit, se você for o único jogador você ira jogar com os jogadores: Tucker, Roland e Baxter.

Agora você escolhe o seu carro. você tem 4 opções:

 

The Cheetah – Aceleração Rápida – Velocidade Máxima fraca – Turbo mediano

The Demon – Aceleração Rápida – Velocidade Média – Turbo Fraco

The Phantom – Aceleração Média – Máxima velocidade fraca – Turbo Rápido

The Pegasus – Aceleração Fraca – Velocidade Máxima Rápida – Turbo Médio

Pista 1

Pista 2

Pista 3

Pista 4

Pista 5

Pista 6

Pista 7

Pista 8

Depois de 8 corridas todas feitas em duas voltas quem marcar mais pontos sera o campeão desse desafio. Você pode marcar até 80 pontos nesse campeonato e as velocidades podem chegar a até 472 mph por hora (759,442 Km/h).

Sistema de Pontuação nesse Vs Mode:

Posição Pontos
1ºLugar 10
2ºLugar 6
3ºLugar 3
4ºLugar 0

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Vídeo: Deivison da Conceição da Silva