Carnaval 1990 – última batucada das escolas de samba na Tiradentes

Texto de Deivison da Conceição

O Conteúdo desse Texto feito pela minha pessoa não visa lucros, Visa apenas resgatar a memória cultural do Carnaval de São Paulo.

Entrou na década de 90 e os Paulistas não viram ainda uma avenida definitiva para os desfiles das escolas de samba. Então mais uma vez a tradicional Avenida Tiradentes seria palco dos desfiles dos principais grupos das escolas de Samba de São Paulo.

O Grupo Especial era composto por 10 escolas e iria desfilar sobre um tempo que variava entre a chuva e o tempo nublado.

Gaviões da Fiel foi à primeira escola, Com o enredo “O Homem nasceu para voar” Dos carnavalescos Caio, Minoru e Tina na sua estreia no Grupo Especial após várias vitórias no grupo dos Blocos e de um 2ºlugar no grupo de acesso em 1989. Pelo pouco que se viu do desfile a escola não teve problemas, Mas sem a experiência das outras escolas o desfile acabou sendo pouco ilustrativo nas fantasias. Os Carros já foram um pouco mais representativos ao tema, pelo pouco que vi a escola parecia bem correta,Porém Ingênua para uma estreia no especial até deixando alguns furos bobos. A Ala das Baianas tinha um chapéu muito interessante, As Alas estavam representando os elementos de uma forma sem muita criatividade em algumas delas, Em uma delas representava um borboleta e eles colaram um adereço de uma borboleta de acetato na fantasia. Ao final de contas Seria um desfile que certamente estaria rebaixada apesar de um belo samba. Mas pelo que se viu pela frente só pelo fato de não ter problemas com quebra de carros pelo que vocês virão a seguir vai ter a consciência de que a escola estava muito na Briga para ficar no especial para 1991.

E esses problemas atingiram fortemente a escola Perola Negra em sua 8ª participação no Grupo Especial, À escola da Vila Madalena pretendia mostrar o enredo Shangri-lá Tupiniquim, Sonho, Fartura e Milagres. Mas acabou não conseguindo por um motivo, A Escola não conseguiu levar nenhum dos seus 16 carros alegóricos, Tripés e Quadripés o que fatalmente levaria a escola a ser rebaixada, pois além das notas 0 que levariam em Alegorias e adereços perderiam pontos no Enredo pois ele ficaria praticamente impossível de contar a história além de derrubar a escola em termos de clima e de motivação. Os lados bons eu gostei do conjunto das Fantasias pelo menos na parte que eu vi e achei a comissão de frente bonita com uma fantasia muito competente. No final de contas foi um momento que tem seu momento triste, Mas que pelo menos a escola não fugiu e veio representar a agremiação. Porém o destino da escola já estava traçado com o desfile muito insuficiente que fez pela falta de todos os carros.

E veio a Barroca Zona Sul com o enredo “Os Segredos do Amor” com os carnavalescos José Maria Zolezi, Eumar Meirelles Barbosa e Maria Aparecida Urbano, A Escola contou uma lenda indígena e sem muitos recursos a escola fez uma apresentação muito digna desde da comissão de frente com uma bonita roupa (Uma das melhores comissões de Frente do desfile do Grupo especial de 90) passando pelo modesto mais competente abre-alas representando o sol e a lua e com destaques em fantasias indígenas. Mas para mim o grande destaque do desfile da escola era o carro com uma montanha feita com os materiais que sobraram no barracão (Com o lixo que vinha no barracão da Barroca). A Bateria tinha um ritmo cadenciado com a competência de mestre Fubá (Seria o último desfile dele como mestre de Bateria). Os interpretes levavam o samba de forma cadenciada, Depois do belo carro mãe D’água tínhamos as baianas em branco e verde numa roupa modesta, mas sem destoar muito do conjunto da escola.

O Desfile foi bem digno até o final aonde a escola mostra o Deus Rudá o Deus do Amor, Teve um outro antes desse carro final que foi o carro que representava a Caça e um carro com o artesanato indígena que tiveram bom acabamento mesmo sem o luxo das grandes escolas.fantasias foram também muito bem concebidas mesmo sem luxo mostraram qualidades usando efeito do metálico e com referências indígenas que era bem fácil de ser identificada para o público. Sem problemas e com a Menina que foi o casal mirim que disse o seguinte, Ganhar eu acho que não ganha, Mas que a escola sobe, Ela sobe sim sem dúvida com a passagem das três primeiras escola a Barroca era de longe a melhor delas e sem nenhuma possibilidade de Descenso que já era uma vitória para a Faculdade do Samba.

A Primeira das Grandes escolas a entrar a Nenê de Vila Matilde teve um carnaval para esquecer, Talvez o pior de toda a história da escola de samba. Com o enredo “Respeito é Bom e Eu Gosto” do carnavalesco Antonio Carlos do Salgueiro que teve uma ideia nada inteligente de levar os carros em duas carretas. Resultado disso foi que 5 dos 7 carros da Nenê quebraram e não conseguiram entrar na pista. Isso provocou uma tremenda desorganização na forma do desenvolvimento do enredo. O Que salvou foi o chão da escola que conseguiu segurar com um samba muito bonito cantado pelo Armando da Mangueira, Até porque pelo que veio de carro não era muito bom não, o primeiro que conseguiu ir para a avenida era uma escultura de animal dourado com uma espécie de fitas ou estandartes que não era um carro muito grande não com 2 destaques, O segundo carro era um carro estilo uma nave espacial que parecia estar inacabado ou que tivesse faltado algo apesar de ter sido maior que o primeiro carro.

As Fantasias estavam muito boas (Apesar de não ter o chapéu da Fantasia da Bateria), Mas contar a história de um enredo tão complicado com a escola do Seu Nenê se propôs a contar com todos esses problemas era praticamente impossível Ao final do desfile choro dos componentes, e a certeza de que o desfile foi de um fracasso tão grande que poderia resultar num inédito rebaixamento para a escola de 41 anos de história no carnaval paulista. Pois sua apresentação foi inferior em termos de Organização a Gaviões da Fiel e igualmente a Perola Negra ela seria muito penalizada pela falta dos carros e da perda de pontos em enredo sem dúvida.

E até que fim o Sábado chegou o que era uma mentira, pois já estávamos no domingo de carnaval. Mas a Rosas de Ouro acabou levando para a avenida o enredo Até Que Enfim… “O Sábado” do carnavalesco Raul Diniz que já era um carnavalesco muito bem conceituado, O Melhor disso era o fato dela ser uma escola muito organizado e que não enfrentou problemas com a chuva e entrou completinha, Um enredo bem simples até chegando a ser banal acabou sendo o enredo mais fácil de ser explicado e o mais bem entendido pelo público. A Resposta foi imediata ao final do Refrão principal todos gritavam Rosas mostrando a aceitação do público que se identificava nesse tema. As Fantasias tinham muito brilho e muito bonitas e os carros muito bem feitos sem nenhuma mostra de que foi feito de última hora, pelo contraio ela planejou o seu carnaval que disputaria o título do Grupo de Acesso do Rio de Janeiro sem dúvida nenhuma e até me atrevo a dizer que estaria melhor que umas duas escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro tamanho era o cuidado e o quão foi belo o carnaval da Rosa, Azul e Branco da Brasilândia.

Desde Transito caótico passando pelas sobremesas e Guloseimas passando até pelo altar do casamento (Diga-se de passagem um belíssimo altar, pois é difícil que um carro represente bem um altar com todo o respeito e nesse caso acabou sendo um belo altar e não só o carro como a ala dos noivos e das noivas estava de muito bom gosto.) Para as Baianas nada mais adequada a fantasia das cozinheiras. Mas a ala que mais gostei foi da Ala do Sorvete, muito bem ilustrada e com um belíssimo volume, O Samba se não era um samba de letra belíssima, era belíssima em termos de interpretação e muito popular o que fazia ele ter uma boa cotação e com uma bela interpretação do Royce do Cavaco que já era um monstro do carnaval Paulista, A Chuva pegou a Rosas sem tanta intensidade, Mas não atrapalhou em nada o carnaval da escola do presidente Eduardo Basílio que ainda teve o carro da música eletrônica, Passando pelo carro dos Punks (que era uma nova cultura que já tinha surgido nos anos 70 e 80) Passando por uma ala muito bonita sobre a cerveja e até que chegou a alas referentes aos músicos desconhecidos até chegar ao último carro da escola que era uma homenagem a Noite de sábado em São Paulo que homenageava as casas de shows chamado Show da Noite. A escola deixava a pista da Tiradentes com toda a certeza de que era a primeira candidata ao campeonato com uma vasta vantagem para a Barroca Zona Sul que não tinha a menor chance de fazer frente a escola com exceção do samba enredo que poderia a verde e Rosa esta pelo menos em igualdade de condições com a Rosas, Mas ao fim de 5 desfiles era incontestável a superioridade da Rosas de Ouro.

A Grande sensação de 1989 a Leandro de Itaquera uma escola que teve a difícil missão de tentar apagar a fortíssima impressão que a Rosas de Ouro deixou, Para isso foi contratado um carnavalesco que ficou 7 anos na Rosas de Ouro o talentoso Pedro Luis Pinotti para fazer o enredo: ltaquera, Pedra Dura “Símbolo de um Povo”. De cara digo que não conseguiu apagar essa impressão que a Rosas deixou no público. Alguns motivos como a falta de um samba como Babalotim que foi o enredo no ano passado a falta de uma interprete com era a Eliana de Lima que estava de volta a Peruche e a falta de experiência resultaram acabaram jogando contra a escola. Mas os pontos positivos foram grandes, A escola deu um salto muito grande de qualidade estética em relação ao desfile de 1989. O Carro do Castelo Azul era um lindo achado em termos de alegoria que poderia até de certo modo ser considerado um dos melhores carros do carnaval de 1990. Mas outros carros eram apenas carros normais, Corretos sem um grande destaque, nada que impactasse os olhos do público. O Tema da escola era sobre Itaquera e sua história, em um setor falando do estádio do Corinthians que seria em Itaquera naquela época e só foi concretizado 24 anos depois para se fazer a copa do mundo. Falaram da COHAB em um carro muito correto.

A Bateria foi muito bem sob o comando de Mestre Lagrila que levou o desfile muito bem e o Amaro levou o samba de forma correta. A Escola falou sobre os búzios e sobre influências africanas, mostrou um carro sobre o cinema (Eles reivindicavam o cinema e o teatro para a região de Itaquera) e carros referentes ao carnaval. As Baianas estavam bonitas como as rainhas da Pedra Dura. A escola Leandro de Itaquera foi surgida através de um pedido da Filha de Leandro Alves da Silva a Karen que era a porta-bandeira da escola com o sei parceiro Pelé como o mestre-sala formando o primeiro casal que levou o pavilhão da escola, As Fantasias não tiveram tanto impacto como as fantasias da Rosas de Ouro apesar de terem sido belas.

A Leandro fechava a apresentação com uma bela alegoria sobre o Parque que Itaquera desejava e tinham certeza de que teria uma boa posição, Longe de disputar o campeonato, Mas superou a Barroca com alguma tranquilidade posicionando em 2ºlugar.

Mas daí veio o enredo mais inventivo de todos os enredo do carnaval de São Paulo em 1990 “60 anos no Reino das Bananas” Era o que a Vai-Vai levou para a avenida já numa madrugada de Domingo de carnaval. Na Verdade os carnavalescos Fábio Brando e Luis Rossi contariam a história dos reino das Bananas que era o Brasil desde do começo da história quando o índio era o dono da terra até os tempos modernos quando a cultura e os costumes de fora acabaram modificando os costumes do Brasileiro, tudo isso feito de uma forma bem lúdica e de forma bem humorada.

A Começar com comissão de frente e o abre-alas mostrando o começo da história do reino das bananas que só faço uma ressalva que o carro só em banco e prata acabou ficando um carro sem uma vibração nas cores com essa coisa quase monocromática. (Antes de jogarem pedras só para falar, Um carro lindíssimo apesar da ressalva). Depois vieram belas alas e tripés que estavam Compondo o enredo com destaques em cima contando a primitiva floresta e os índios da pré-história, No decorrer das alas mostrava como a Floresta primitiva que tinha apenas a nossa natureza passou a se tornar em a Floresta do consumismo. Participaram do desfile em um carro pequeno com uma escultura de uma anta era o palhaço espirro e com simpáticas crianças junto dele, outro belo momento foi um tripé com um Rubi, A escola não estava mostrando carros no começo do desfile, Mas bem mais os Tripés compuserem o enredo na primeira parte. A Bateria da Vai-Vai tinha um ritmo belíssimo ritmo e com uma interpretação muito bonita e forte de Thobias. A Vai-Vai começava a apagar da mente das pessoas a exibição da Rosas de Ouro com uma exibição muito bonita, Além da Bateria a Ala do Ouro era lindíssima e sem dúvida a melhor do desfile até agora.

Vinham outros três tripés bem representativos no enredo que era o ouro, o Mar e o Céu. Com o carro do Arco-íris fechava a primeira parte do desfile e a Floresta pré-histórica virava a floresta do consumismo com a influência norte-americana bem representada pela parte do samba que falava da Águia, nessa História tivemos um tripé sobre Carmem Miranda e dois belos carros que eram a floresta cheio de enlatados e com um globo adereçado com tampinhas de garrafas de refrigerantes e de cerveja e o carro do Casino da especulação com um dado giratório com o símbolo de um prato vazio, com a pistola que se abastecia a Gasolina, uma imagem de Vende-se e Aluga-se e na dos lados várias mulheres e com as fichas do casino, Mais um carro de forte impacto, Ao terminar a parte do consumismo o caos da cidade do Futuro (que tinha um efeito de fumaça que encobria toda a visão de trás), a Partir da Coroa da Vai-Vai começava a Terceira e última parte do tema, antes mesmo da coroa da escola que estava muito bonita e idêntica ao símbolo da escola com o louros. Tinha uma bela ala das baianas com roupa bem leve e toda em branco. Urso e Creusa formavam o belíssimo primeiro casal de mestre-sala e  porta bandeira que teve uma bela roupa. Apenas uma coisa atrapalhou a Vai-Vai que foi a enorme bateria que não cabia no recuo e isso fez com que eles se apertassem no recuo isso provocou um pequeno buraco na avenida, Nada muito grave após isso a bateria saiu do recuo e seguiu rumo ao final do desfile. Referencias ao Índio e ao Negro além do último carro floresta ideal em que o planeta se liberta de tudo que existe de ruim que a cercou no mundo fecharam o desfile da Vai-vai que eu acabei considerando o melhor até esse momento superando a Rosas nos quesitos enredo, Samba-enredo (que eu achei melhor que o enredo da Rosas) e Bateria que teve mais vibração.

Mas a Vai-Vai não poderia achar que a fatura estava liquidada, pois com a Construção do carnaval sendo de Joãozinho Trinta a Unidos do Peruche queria o título que escapou em 1989 ficando atrás da Camisa Verde e Branco, Para isso o Carnavalesco carioca iria mostrar o enredo: De Roma Pagã ao Esplendor da Pauliceia. Desde do começo do desfile a Escola já começava a mostrar que iria ser um grandioso desfile, A Peruche preenchia a Avenida como o dia começava a clarear mesmo sendo um dia nascendo nublado com sua comissão de frente que estava bonita mas na minha visão inferior a comissão de frente da Vai-vai e até mesmo da Barroca Zona Sul. Mas o Abre-alas com o Barco em homenagem a deus barco era o maior carro e o mais bonito que já tinha passado, Com o nome da escola na Vela do carro que tinha que baixar devido aos fios de alta tensão que tinha na Avenida Tiradentes o que não tirou a beleza do carro, Apesar do grandioso desfile que a escola trazia o carnaval de Joãozinho Trinta não era o estilo que eu gostava, Apesar do gigantismo em algumas fantasias o time tínhamos era praticamente a cabeça e o esplendor com a roupa em sim ficando abaixo do que era o esplendor e a cabeça, Era altos e baixos na mesma fantasia. O Enredo foi para Veneza na parte inicial do tema eu achei depois de uma bonita ala um tripé feio e que não representava absolutamente nada apenas para encher a pista. Mas a visão do desfile era impactante. A Bateria representava os malandros cariocas comandados pelo mestre Divino que foi retirado da Camisa Verde e Branco a peso de ouro e com uma interpretação muito competente e vibrante de Eliana de Lima e com grande participação do público da Tiradentes.

A Partir daí começou a contar a história do carnaval no Brasil começando com belas alas de Pierrot, Alecrim e Colombina, A partir disso o enredo passou a contar história do carnaval. Com o carro das grandes sociedades, E o setor que falava dos Gays que era completado pelo carro dos gays que era muito criativo com uma ótima sacada de fazer uma salada de frutas com transformistas, Gays, Homossexuais, Lesbicas e transexuais que extravasam a sua alegria no carnaval. Depois disso começamos a falar do carnaval de Salvador com os trios elétricos e os afoxés que estavam representados em belas alas, Depois com Pernambuco aonde tivemos uma ala muito bonita com as sombrinhas todas com as cores da sombrinhas. Antes do Carro Bahia vinha Lídia e Serginho com a roupa mais bonita entre os mestre-sala e porta-bandeira, Uma Roupa Digna do carnaval do Rio de Janeiro.

O Desfile se desenvolvia para formar sem dúvida o trio viato com a Rosas e a Vai-Vai para a disputa do título. Pernambuco em carro foi homenageado pelo carro do Maracatu, Antes disso vinha a Bela ala das baianas que representavam a Bahia, Depois vieram às homenagens ao Carnaval do Rio de Janeiro e foi para o carnaval de São Paulo, Na verdade não vimos quase nada do carnaval do Rio de Janeiro o que é um erro no enredo que prometia em falar do carnaval da Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. O Carnaval carioca foi meio que reduzido na faladas baianas enquanto que São Paulo foi relembrado o carnaval dos carnavais antigos com três modelos de carros antigos, Com o Theatro Municipal de São Paulo também uma bela alegoria. O Carnaval da Peruche foi encerrado por meninas que estavam muito bem trajadas, depois um Casal de mestre-sala, A Velha Guarda muito bem trajada até chegar ao último carro da escola que era um rei Momo, Honestamente o carro deveria ter tido um acabamento um pouco melhor pois achei que ele foi terminado de última hora pois a alegoria não tinha a qualidade de outros carro que a escola mostrou e uma ala muito bonita dos palhaços. Sem duvida o carnaval da Peruche seria um desfile para disputar o título, Mas sem dúvida algumas falhas como algumas fantasias e carros falhos iriam prejudicar as pretensões da Escola que perderia da Vai-Vai e da Rosas apesar de ter sido o mais rico desfile do ano até aquele momento.

Já com o dia totalmente claro a Mocidade Alegre queria entrar na disputa do campeonato que queria mostrar a história da nossa pré-história querendo saber da onde o Índio Brasileiro veio de verdade, Ao começar pela Mongólia aonde seria a primeira das hipóteses da origem dos Índios Brasileiros. Passando pelos Esquimós que poderiam ser a Origem do nosso povo, o Carnavalesco Tito Arantes Filho criou o enredo “A Nossa Pré-história. Quem Sou Eu?” A Escola veio bem rica e com carros muito bem feitos, As Fantasias com uma fantasias representavam os chineses que tinham um lindo adereço de mão muito bem feito por sinal como a Fantasia. O samba não era o melhor do Grupo, Até pelo enredo confuso enredo estava bem conduzido pelo Carlão Maneiro a Bateria também foi competente, Comandada pelo mestre Dornella.

Logo a seguir o enredo passava pelo Japão com um Buda na Frente e Pagodes Japoneses, A Escola foi a que mais se utilizou dos adereços de mão o que ajudaram de certo modo a escola a contar o tema que acabou sendo um tema complicado de ser entendido, Acho que os carros apesar de muito bonitos não acompanharam a beleza dos carros da Vai-Vai e Rosas e num grau inferior a Peruche. Depois vinham referencias a possivelmente da Oceania, Mas antes disso tinha um carro também em referência a Sibéria que tinha trenó com três lobos. Mostrando que nossa origem era da região gelada da Rússia. O Desfile fechou com o carro Pindorama representando os Indígenas. O Desfile foi tudo certinho para a Mocidade Alegre, ou não foi bem assim?

Na Verdade ou foi o impacto da Rosas, Vai-Vai e Peruche ou foi o fato de desfilar as 7 da manhã, Mas apesar de um desfile rico com boas alegorias e com fantasias muito bonitas e adereços de mão a Mocidade Alegre não aconteceu na avenida, Acredito que o Enredo difícil acabou ajudando para o certo insucesso desse desfile, A Escola saia da Avenida com o devem até cumprido, Mas que era um sonho bem remoto acabar com 10 anos de jejum sem título. Estava muito atrás das favoritas.

Às 8 da Manhã entrava a última escola de Samba, A Campeã de 1989 Camisa Verde e Branco que ainda estava abalada pela morte do seu líder Tobias, A Viúva Magali dos Santos assumiu a escola. O Carnavalesco Augusto Henrique “O Gugu” desenvolveu um político “Dos Barões do Café a Sarney, Onde Foi que Errei” falando sobre o Café, Mas metendo a colher na política e no sistema financeiro. A Expectativa era de duas uma, Ou a escola iria se fortalecer superando a morte do Tobias ou iria se abater e fazer um desfile triste. Logo se viu que a segunda opção não era a Correta, A escola queria superar a passagem do seu líder. A comissão de frente estava bonita e comparável com as melhores que passaram representado a Etiópia. O Abre-alas um pouco mais mostro que os carros da favoritas, Mas com belo acabamento e representando perfeitamente o tema compensava um material mais modesto aonde o café surgiu na Etiópia com um rei negro no centro com dois estandartes dizendo Axé Brasil!

As primeiras alas mostrava que a pretensão era manter o título nas mãos delas com referências a Etiópia. O Segundo carro era um misto entre as pedras cenográficas e os espelhos que ajudavam a esmerar o carro a seguir que representava Maomé que era outro carro não tão rico, Mas os carros mais ricos viriam com dois belos carros com espelhos que davam um belíssimo efeito mesmo estando um dia nublado, Um deles fazia referencia monumento ao Governador do Maranhão ao Grão-Pará com o café vindo para o Brasil em 1771, antes disso vinha um bonito carro do Balcão do Amor. O Samba que era um samba muito bonito e estava sendo levado de forma muito bonita pelo estreante Agnaldo Amaral que levava um samba que poderia levar a escola para baixo para um ritmo muito bonito e que deu muita alegria a escola, Um Samba que até lembrava os sambas de enredo antigos pela cadência que ele tinha. Tinha dois tripés de carro de Boi muito bem feitos.

As Baianas da escola tinha uma xícara de Café e mostrar o prazer de tomar um café. Depois vinha a época da riqueza do café com o elenco da peça de Teatro Doente Imaginário que tinha como o principal destaque o ator Cacá Rosset que era figura da escola falando do Teatro que era a diversão da Nobreza. (antes tendo uma ala representando o próprio teatro) Havia depois um carro representando a época de fatura do Café, Mas logo depois de uma ala vinha um outro carro com o Casarão destruído mostrando a crise do café devido a Crise de 1929. A bateria estava vestida de Zé Carioca, muito bonita, Mas não tinha a ver com o enredo proposto a não ser que ele se encaixasse a alguma ironia. O Ritmo de Samba mudou durante o desfile o que poderia ser ruim para a escola, Mas acabou a escola levando até o final sem problemas.

Depois no final vimos o carro Mãe natureza que era um carro bonito que tinha como homenagem o Acreano e defensor da natureza Chico Mendes, Tínhamos o carro Serra Pelada e o carro final entrou a ironia do Samba Bye, Bye Sarney com o presidente que estava em seus últimos dias de mandatos em cima de um avião. Em termos de Luxo, perdeu de todas as outras Favoritas, Mas foi muito bem na leitura do enredo e na parte do chão que segurou apesar do cansaço dos poços minutos antes da 9 da manhã do domingo de carnaval. Ao final do desfile a escola estava na briga pelo título, Não diria a principal Favorita, Para mim a Vai-vai foi a melhor escola com a Rosas em segundo lugar sendo elas as mais regulares com Peruche e Camisa logo atrás. Mas todas elas poderiam ser campeãs que não teríamos nenhuma grande reclamação.

Homenagem ao Tobias da Camisa Verde e Branco:

Vídeo: Cesar Augusto

Num segundo bloco coloco a Mocidade Alegre, Leandro de Itaquera e a Barroca Zona Sul q eu não brigariam pelo título, Mas não corriam riscos de descenso, Já essa a disputa tínhamos a gaviões que não tinha experiência de desfilar no especial mas teve muito mais organização que a Nenê que se perdeu muito devido a perda de 5 dos 7 carros e que tinha o Chão, Bateria, Mestre-Sala e Porta Bandeira como as armas para tentar se salvar da queda. Já Perola Negra já estava rebaixada disparadamente.

Na Apuração nenhuma penalização para as escolas apenas o fato que a Perola ficaria com todas as notas de alegorias como nota 0.

A Apuração foi muito disputada com as favoritas despontando na disputa pelo título, Algumas notas seja por coisas inaceitáveis como por peso da bandeira acabam por mudar a história do carnaval de 90. Principalmente referentes as notas da Vai-Vai em samba enredo e em Enredo aonde achei absurdo que a escola perdesse 7 pontos tendo um dos melhores sambas do ano e o enredo mais inventivo desse carnaval. No começo a Camisa estava liderando a apuração, Mas a Peruche conseguiu buscar com a Rosas perto, devido a perda de todos esses pontos a Vai-Vai deixou a disputa pelo título.

No Último Quesito a Peruche estava 1 ponto na frente da Rosas e Camisa, Mas daí veio a nota 8 em comissão de frente e com os 30 pontos da Rosas e da Camisa acabou a Peruche do presidente Valtinho vendo o campeonato se despedaçar por um ponto.

Tristeza para os Peruchianos, Mas Festa para a Rosas de Ouro e para a Camisa que a 30 dias chorava a morte de Thobias. Para mim a Vai-Vai era a mais merecedora do campeonato do que a Camisa que foi mais modesta em termos de visual, Mas a Força da escola foi fundamental para ela dar a volta por cima e ser a Bicampeã repetindo o título de 89, A Rosas de Ouro ai sim foi um campeonato merecido pois vi a correção do tema que não era espetacular assim como o Samba, Mas sem nenhuma brecha nos resto dos quesitos. A Vai-Vai ficou com 290 pontos num injusto 4ºlugar, A Leandro ficou em 5ºlugar ganhando da Barroca que ficou em 6º com 1 ponto na frente da Mocidade Alegre que ficou em 7ºlugar.

Já a Nenê se salvou por 2 pontos do Descenso, ao meu modo de ver injustamente, Deveria ter caído no lugar da Gaviões que se apresentou melhor que a Nenê que se salvou pela força de sua bandeira. Fazendo companhia a Gaviões com seus pífios 221 pontos a Perola Negra. Ambas voltaram ao Grupo de Acesso.

A Águia de Ouro conquistou a vitória no Grupo 2 e junto da Passo de Ouro desfilaria no especial em 1991. Mas não na Tiradentes que se despedia do desfile das escolas de samba. Pois a Prefeita Luiza Erundina no decorrer do carnaval de 1990 para 1991 construiria o Complexo cultural Grande Otelo ou como conhecemos o Sambódromo do Anhembi.

Grande Parte das informações que eu usei vieram do Wikipedia e principalmente do Site da Sociedade Amantes do Samba Paulista a SASP.

Classificação do Grupo Especial de 1990:

  1. Rosas de Ouro 294 Pontos
    Camisa Verde e Branco 294 Pontos
  2. Unidos do Peruche 293 Pontos
  3. Vai-Vai 290 Pontos
  4. Leandro de Itaquera 281 Pontos
  5. Barroca Zona Sul 278 Pontos
  6. Mocidade Alegre 277 Pontos
  7. Nenê de Vila Matilde 263 Pontos
  8. Gaviões da Fiel 261 Pontos
  9. Perola Negra 221 Pontos

Vídeos: Eduardo Rodrigues
Site da SASP

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