Motovelocidade – GP da Holanda de 1992

Grid de Largada

1 Eddie Lawson (Cagiva) 2’03.675
2 Mick Doohan (Honda) 2’03.692
3 Wayne Gardner (Honda) 2’03.829
4 John Kocinski (Yamaha) 2’03.995
5 Kevin Schwantz (Suzuki) 2’04.001
6 Doug Chandler (Suzuki) 2’04.366
7 Juan Garriga (Yamaha) 2’04.688
8 Alex Criville (Honda) 2’04.726
9 Randy Mamola (Yamaha) 2’04.964
10 Alex Barros (Cagiva) 2’05.703
11 Niall Mackenzie (Yamaha) 2’06.351
12 Corrado Catalano (ROC/Yamaha) 2’06.374
13 Eddie Laycock (Yamaha) 2’06.515
14 Miguel Duhamel (Yamaha) 2’06.595
15 Toshiyuki Arakaki (ROC/Yamaha) 2’06.956
16 Michael Rudroff (Harris/Yamaha) 2’07.363
17 Peter Goddard (ROC/Yamaha) 2’07.748
18 Kevin Mitchell (Harris/Yamaha) 2’08.886
19 Cees Doorakkers (Harris/Yamaha) 2’09.115
20 Thierry Crine (ROC/Yamaha) 2’09.287
21 Juan Manuel López Mella (ROC/Yamaha) 2’09.527
22 Serge David (ROC/Yamaha) 2’09.601
23 Simon Buckmaster (Harris/Yamaha) 2’09.612
24 Dominique Sarron (ROC/Yamaha) 2’09.696
25 Niggi Schmassman (ROC/Yamaha) 2’10.571
26 Marco Papa (Librenti) 2’10.654
27 Peter Graves (Harris/Yamaha) 2’12.113
28 Lucio Pedercini (Paton/Cagiva) 2’12.313
29 Josef Doppler (ROC/Yamaha) 2’13.124
30 Claude Arciero (ROC/Yamaha) 2’15.262
31 Andreas Leuthe (VRP) 2’15.761

Criville conquista primeira vitória e Barros alcança primeiro pódio em Corrida marcada por acidentes.

Em 7 corridas da temporada de 1992 um domínio enorme de Michael Doohan com a Honda parecia que o título estaria tranquilamente com ele. Após mais um treino de onde Lawson com a Cagiva largava em 1º com Doohan em 2º, Gardner em 3º Ambos de Honda, Kocinski de Yamaha em 4º e Kevin Schwantz em 5º com a Suzuki. Barros largava em 10ºlugar. A prova não teria a presença de Wayne Rainey da Yamaha.
Mas no Treino de aquecimento Doohan e Gardner sofrem acidentes que impedem de ambos disputarem a corrida. Com isso A Honda estava sem representantes na primeira fila e teria que contar com Alex Criville que largava em 8ºlugar.

Para Schwantz e Lawson essa era a chance de vencer a corrida. Na largada na primeira fila reposicionada estava Lawson, Kocinski, Schwantz e Chandler, Na largada Schwantz foi muito bem e assumiu a ponta com Barros que largou muito bem em 2º e Lawson em 3º ambos de Cagiva, Duhamel, Chandler e Mamola viriam um pouco mais atrás.

A melhor das largada foi sem dúvida a de Barros que ainda tentava se firmar na motovelocidade nas 500cc, Logo Lawson passava a Barros e iria para o ataque em cima de Schwantz, Um ataque brutal diga-se de passagem, Barros e Chandler acompanhavam de perto na catedral do motociclismo que é Assen.
Schwantz, Lawson, Barros, Chandler formavam um grupo e Chandler estava na liderança do segundo grupo, Enquanto Lawson partia para o ataque em cima de Schwantz a outra Suzuki atacava Barros, Chandler iria para cima de Barros e conseguia a ultrapassagem para assumir o terceiro lugar no final da segunda volta, Mas quando parecia que Chandler iria para cima dos dois primeiros na terceira volta Chandler acaba por deixar a corrida, A Mesma coisa aconteceu com Andreas Leuthe com a VRP (Moto pior que a Paton, acredite). Schwantz continuava ameaçado por Lawson, Barros estava de perto acompanhando e ganhando a referência de dois grandes pilotos e provavelmente aprendendo muito vendo aquela Briga que já durava 3 voltas e iria para a 4ªVolta da corrida. Barros tenta um ataque em cima de Lawson que se defende muito bem desse ataque.

Classificação após 3 voltas: 1. Kevin Schwantz (6:20.902), 2. Eddie Lawson (a 0.188), 3. Alexandre Barros (a 0.369),4. Juan Garriga (a 3.156) 5. Alex Criville (a 3.519), 6. Michael Duhamel (a 4.579).
Schwantz se mantem na frente apesar dos ataques do Tetracampeão Lawson com a Cagiva, Barros enquanto isso faz a volta mais rápida da prova na volta 3 com 2:04.972, Média de 174,25 km/h ou 106,27 mph e ainda acompanhando aos dois primeiros colocados a um pouco menos de 1 segundo de ambos. Garriga começava a ser pressionado pela Honda de Alex Criville que era a única Honda na pista, Enquanto Schwantz faz na 4ªVolta a volta mais rápida da prova com 2:04.858 com média de 174.41 km/h – 108.37 Mph e a moto dele se mostrava mais equilibrava do que a moto de Lawson que tentava passar Schwantz de qualquer jeito.

De Vez em quando Barros em terceiro chegava mais perto da briga entre os dois, Mas poderia estar se arriscando pois num toque desse entre Schwantz e Lawson poderia levar ele junto na confusão, Barros fazia a melhor volta da prova na volta 5 com 2:04.753 – Média de 174.56 km/h – 108.46 Mph.
Tudo poderia indicar um acidente entre Schwantz e Lawson a qualquer momento por causa do jeito louco de Lawson correr com a Moto Italiana, Barros teria que esperar um pouco mais que a queda poderia vim. E ela veio na 7ªvolta da prova, Schwantz vira a curva de maneira correta e Lawson tenta a ultrapassagem na entrada da Curva, toca na moto de Schwantz que perde o controle da Moto e cai, Lawson não se desvia da moto de Schwantz e cai também, Ambos vão ao chão de maneira violenta, Schwantz acaba caindo e sentindo a queda, mas nada demais, ele estava bem e se mexendo, Lawson já saiu andando em pé, A Moto de Schwantz ficou bem mais destruída do que a de Lawson, Ambos deixaram a corrida e Barros que estava em 3º se beneficiou de tudo e pela primeira vez nas 500cc liderava uma corrida com a outra Cagiva, Com Garriga e Criville logo em seguida.

Mas para Barros isso seria um problema pois ele acabou perdendo um pouco a referência de Schwantz e de Lawson na frente, alias ótimo trabalho dos médicos de Assen em 1992 foram para o local do acidente em questão de segundos ao local socorrer a ambos os pilotos que deixavam a corrida naquele momento.
Classificação após 7 Voltas completadas: 1. Alexandre Barros (14:42.296), 2. Juan Garriga (a 2.487), 3. Alex Crivlille (a 2.883), 4. John Kocinski (a 5.553), 5. Michael Duhamel (a 14.254), 6. Randy Mamola (a 14.398).

Na Metade da corrida Barros poderia vencer pela primeira vez na carreira, Mas pouco acostumado com a Ponta acabou sendo alcançado de maneira muito rápida por Juan Garriga e Alex Criville, Garriga com a Yahama número 6 tirou 1 segundo e 2 décimos em uma volta e reduziu a diferença para 1.202. A Espanha tinha uma boa geração de pilotos e já tinha seus pilotos brigando por boas posições enquanto que o Brasil na Motovelocidade tinha pouquíssimas tradições, Apenas fez nome com o Adu Celso-Santos nos anos 70 na 350cc quando ele ganhou a primeira e única corrida até o então para o Brasil na Motovelocidade, poderia em Assen 19 de jejum acabar se Barros ganhasse, Mas não era tão fácil para a Cagiva dele que não era a melhor moto do Grid, Na verdade era a quarta do Grid.

Mas Garriga não tava seguro na ponta não ele tinha a pressão de Criville que queria o segundo lugar de Garriga e um pouco mais atrás John Kocinski estava chegando para tentar entrar na Festa. A corrida chegava na sua metade com 21 motos ainda na prova para 10 primeiros lugares marcarem pontos.
Barros na 10ªvolta iria firme na ponta enquanto Criville passou a Garriga e assumiu o segundo lugar da prova, A corrida começava a ficar mais interessante para Criville que a 10 voltas do final poderia Honrar o nome da Honda e vencer pela primeira vez nas 500cc, Criville foi para cima na 10ªVolta e passou a Alex Barros para assumir o primeiro lugar, quando aconteceu isso parecia que Barros iria esmolecer, pelo contraio ele foi a luta e no final da 11ªvolta na chicane que levava a reta dos boxes ele passou a Criville e assumiu novamente a ponta da prova, A classificação após 10 voltas era 12.Barros, 28. Criville, 6. Garriga, 4. Kocinski, 8. Mamola, 17. Duhamel.

Barros estava determinado a vencer pela primeira vez, Mas tinha dois pilotos atrás que estavam tão determinados a vencer corrida pela primeira vez que eram Criville e Garriga, E logo atrás chegando finalmente na disputa um Kocinski que já sabia o que era vencer na Motovelocidade das 500cc, Na 3ªVolta no começo dela Barros conseguiu abrir um respiro enquanto Garriga passava a Criville e assumia o segundo lugar, empolgado ele foi para cima de Barros, Foi tanto para cima que 2 ou 3 curvas depois ele erra e com isso Criville e Kocinski passaram por ele, Criville continua a perseguição a Barros que tinha uma pequena vantagem sobre o segundo colocado depois da luta que teve Garriga e Criville e do Erro do Garriga, mas a corrida estava longe do final e Barros teria que provar que mereceria essa vitória e até aquele momento ele estava fazendo por merecer aguentando ataques de três pilotos perigosos e talentosos, Os Favoritos Rainey, Gardner, Lawson, Schwantz e Doohan deixaram a festa com os coadjuvantes, No final da 12ªVolta Kocinski passava a Criville que depois do começo da 13ªvolta deu o troco para o norte-americano da Yamaha-Marlboro e voltou ao segundo lugar, Euquanto isso Randy Mamola estava em 5ºlugar longe da briga pelo primeiro lugar. Barros perdeu a tomada da curva e acabou tomando ultrapassagem de Criville, Kocinski e de Garriva e passou a ficar com o 4ºlugar, podendo não acompanhar mais essa briga. Koskincki a 5 voltas do final assumia a ponta da prova com Criville, Garriga e Barros em 4º um pouco mais longe mais ainda assim acompanhando aos 3. Classificação com 14 voltas com 6 voltas para o final da prova: 4. Kocinski, 28. Criville, 6. Garriga, 12. Barros, 8. Mamola, 17. Duhamel.

Criville iria para cima de Kocinski enquanto Barros se aproximava de Garriga mostrando esta vivo na luta pela vitória, Criville na 15ªVolta na 2ªparte de pista assumia o primeiro lugar mostrando a força da única Honda na pista e Barros já foi para cima de Garriga e voltava ao 3ºlugar querendo a primeira posição de volta, com 4 voltas para o final estava tudo em aberto para os 4 vencerem. Kocinski tentou passar a Criville só que o Espanhol manteve a ponta enquanto passavam os 4 primeiros pela Paton de Lucio Pedercini como foguete, A menos de 5 voltas do final na chicane que levava a reta dos boxes Barros reassumiu o segundo lugar, e estava com o ímpeto de vencer a prova, Classificação com 16 voltas completadas: 28. Criville, 12. Barros, 4. Kocinski, 6. Garriga, 8. Mamola, 17. Duhamel.

Mostrando esta bem Barros mas a Cagiva deu uma grande moto para o Brasileiro, Barros tentou o ataque para cima de Criville faltando um pouco menos de 3 voltas para o final, O Brasileiro foi para cima de Alex Criville passou ao Espanhol da Honda e reassumiu a ponta da prova, Kocinski tentou se aproveitar e passar ao Espanhol, era um show de final na catedral a ceu aberto da Motocicleta em Assen. Restando 2 voltas Barros tentava segurar a tão sonhada primeira vitória, Mas Criville fez direitinho o Bote e assumia a primeira posição, Barros tentava recuperar a ponta da prova, Só que Kocinski foi para cima de Barros antes e assumiu a ponta da prova e ele poderia tentar a segunda vitória na categoria, Só que qualquer um dos três poderia vencer, Criville, Kocinski ou Barros, Já Garriga ficou para trás.

Na Volta final foi um pega pra capar, Criville, Kocinski e Barros lutaram pela vitória, Barros no começo da Volta conseguiu ultrapassar ao norte-americano e assumir o segundo lugar e via a chance de vencer pela primeira vez na motovelocidade e quebrar um jejum de 19 anos, a chance era agora, era a melhor do ano, Criville estava também disposto a Ganhar. Barros acabou perdendo no começo da terceira parte da pista a parte rápida o Segundo lugar para Kocinski que não tinha mais tempo para alcançar Criville que venceu a corrida, Mas o Norte-americano ficou com o segundo posto com a Yamaha que não era nada mal mas perder de Honda ai era ruim sim, Barros superava as expectativas e subia ao pódio pela primeira vez em sua extensa carreira no mundial de Motovelocidade. A Tv acompanhava a tentativa de Cees Doorakkers, piloto da casa com a moto Valvoline 15 de marcar pontos, Em vão, ele só conseguiu o 12ºlugar com a Harris/Yamaha. Marcaram pontos além dos três primeiros: Garriga em 4º, Mamola em 5º, Miguel Duhamel que ficou com o 6ºlugar na volta final e tirou esse posto de Niall Mackenzie que ficou em 7º, Corrado Catalano em 8º, Eddie Laycock em 9º e Kevin Mitchell em 10º completado a zona de pontuação. O Campeonato ficava com Doohan com 136, Schwantz com 77 em segundo, Rainey que não disputou a corrida com 65, Doug Chandler com 57, Kocinski subiu muito e foi para 54, Alex Criville também subiu bastante e estava com 49, Barros estava em 10º com 24 pontos após essa corrida inclusive na frente do tetracampeão Eddie Lawson que só tinha feito 18 pontos e jogou fora a chance de ter feito uma vitória nessa pista ou até de um pódio pela precipitada manobra sobre Schwantz.

Michael Doohan com esse acidente com consequência disso perderia o título de 1992, Mas antes do acidente em Assen o campeonato estava nas mãos dele mostrando que ele já era dominador desde de 1992, não começou seu domínio em 1994, já era a Era Doohan nas 500cc sim senhor.

Resultado Final

1 Alex Criville (Honda) a 42:00.424 em 20 Voltas
2 John Kocinski (Yamaha) a 0.762
3 Alex Barros (Cagiva) a 0.793
4 Juan Garriga (Yamaha) a 2.254
5 Randy Mamola (Yamaha) a 34.006
6 Miguel Duhamel (Yamaha) a 39.944
7 Niall Mackenzie (Yamaha) a 40.415
8 Corrado Catalano (ROC/Yamaha) a 43.589
9 Eddie Laycock (Yamaha) a 44.048
10 Kevin Mitchell (Harris/Yamaha) a 1:00.115
11 Michael Rudroff (Harris/Yamaha) a 1:21.785
12 Cees Doorakkers (Harris/Yamaha) a 1:27.838
13 Toshiyuki Arakaki (ROC/Yamaha) a 1:33.764
14 Simon Buckmaster (Harris/Yamaha) a 1:33.999
15 Thierry Crine (ROC/Yamaha) a 1:34.265
16 Serge David (ROC/Yamaha) a 1:57.647
17 Niggi Schmassman (ROC/Yamaha) a 2:03.953
18 Marco Papa (Librenti) a 2:17.150
19 Peter Graves (Harris/Yamaha) a 1 Volta
20 Lucio Pedercini (Paton/Cagiva) a 1 Volta
21 Josef Doppler (ROC/Yamaha) a 5 Voltas

Não Terminaram a corrida:

Claude Arciero (ROC/Yamaha) a 13 Voltas
Kevin Schwantz (Suzuki) 6 a 14 Voltas
Eddie Lawson (Cagiva) 6 a 14 Voltas
Dominique Sarron (ROC/Yamaha) 6 a 14 Voltas
Doug Chandler (Suzuki) 2 a 18 Voltas
Andreas Leuthe (VRP) 2 a 18 Voltas

Não Largaram para a corrida:

Juan Manuel López Mella (ROC/Yamaha)
Peter Goddard (ROC/Yamaha)
Mick Doohan (Honda)
Wayne Gardner (Honda)

Fotos:

 

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Fotos e Vídeo da Corrida – Creditos: Moto GP

 

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