Especial: Os anos da Verdinha Leyton House na Formula 1

A Equipe March voltou a Formula 1 em 1987 com a Cor Verde e com o patrocínio da Leyton House, Uma empresa imobiliária Japonesa que financiava a equipe inglesa que voltava depois de um Hiato de 5 temporadas aproveitando o regulamento de motores aonde já se preparava para o fim dos motores Turbo e a volta dos aspirados. Depois de 3 temporadas como patrocinador da March sendo que o ano de 1988 foi o melhor deles o Japonês Akira Akari resolve comprar a equipe e renomear o time como Leyton House.

Temporada de 1990:

Leyton House
CG901
Projetistas: Adrian Newey e Gustav Brunner
Câmbio: March – 6 Marcas
Combustível/Lubrificante: BP
Amortecedores: Koni
Freios: Freios à Disco de Carbono – AP Racing/ Carbono Industrial

Começaram a temporada de 1990 muito mal com Gugelmin em 25º e Capelli em 26º no grid de largada com o piloto Italiano tendo a sorte de estar no Grid já que uma das ligier acabou sendo desclassificado do Grid e com isso Capelli entrou para a corrida em que Capelli acabou não indo muito longe deixando a corrida com problemas elétricos, Gugelmin teve muitos problemas na corrida inteira, Mas cruzou a linha de Chegada em 14ºlugar a 6 Voltas do Vencedor.

Mas se em Phoenix as coisas foram bem ruins em São Paulo piorou para a Leyton House, nenhum dos dois pilotos classificaram para a corrida, Um tremendo fracasso para um time que conseguiu pódio em 1988 e 1989.

Indo para a primeira corrida na Europa em San Marino finalmente um desempenho decente com o Brasileiro Maurício Gugelmin com o 12ºlugar no Grid de largada e Ivan Capelli em 18º bem melhor do que nas primeiras corridas na América, Mas nenhum deles viram a bandeirada Capelli sofreu acidente na primeira volta e Gugelmin teve problemas elétricos na 24ªVolta e abandonou, Em Mônaco A Leyton House só se classificou para a corrida com Capelli que ficou em 23ºlugar que acabou deixando a corrida cedo com problemas de Travões em seu carro, Gugelmin acabou fora da corrida.

Indo para a 2ªParte na América no Canadá nova eliminação de Maurício Gugelmin na classificação para a corrida e mais uma vez o time só correu com 1 carro que foi de Ivan Capelli que largou em 24º para completar a prova em 10ºlugar a 2 voltas do Vencedor da prova, Agora no México a Leyton House vive um dos seus piores pesadelos, Ambos os pilotos não conseguiram largar, Nem Capelli e nem Gugelmin que ficava pela 3ªVez Seguida de fora do Grid de largada conseguiram colocar o carro Verde entre os 26 que largavam para a corrida.

Em 6 Corridas era uma enorme decepção o campeonato do time de Akira Akari com 0 ponto e vendo times como a Footwork já tendo 2 pontos e até a Onxy tirando um 7ºlugar em Mônaco, Era uma temporada péssima até agora, O Conceito do carro de Adrian Newey não estava dando resultados…
…Até agora pois a corrida seguinte seria na França no circuito de Paul Ricard, E dai se explicar uma coisa, O Chassi CG901 é um chassi que fica tão no chão que ele acaba sendo um chassi eficiente apenas em circuitos em que a pista é lisa, Em pistas como a do México em que o Asfalto era totalmente irregular o carro não rende de forma nenhuma.

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Nos treinos oficiais Ivan Capelli ficou em 7ºlugar e Maurício Gugelmin ficou em 10ºlugar, Ambos largavam nas 10 primeiras posições no Grid de largada:
A Corrida no dia seguinte na corrida ambos os pilotos decidiram não fazer nenhuma troca nos seus pneus, Com isso esperavam pular nas primeiras posições quando os lideres pararem nos boxes.

Logo depois o primeiro terço de corrida tanto Capelli como Gugelmin subiam de posições até que na volta 33, Ivan Capelli passou ao Italiano Riccardo Patrese da Williams para assumir a liderança da corrida e com Gugelmin na segunda posição e mesmo com a Pressão de ninguem mais que Alain Marie Pascal Prost a equipe manteve a dobradinha durante 19 Voltas seguidas até que o Tricampeão do mundo com sua Ferrari Mostrou sua força e passou Gugelmin que 5 voltas depois deixava uma bela corrida que ele vinha fazendo com problemas de Motor.

A Partir da Prost buscou feito um louco Ivan Capelli que só entregou a vitória a Prost por que o Motor Judd poderia estourar se ele continuasse a ter um ritmo forte de corrida, Apesar de não ter conquistado a vitória Capelli deu a Equipe um resultado magnifico para o time de Akira Akari (O que seria o melhor resultado da História da Leyton House) Com Ivan Capelli completando a corrida em 2ºlugar na frente de Ayrton Senna e festejando no Pódio de Paul Ricard que foi o 3º da sua carreira na Formula 1 (Último pódio de Capelli).

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Com os 6 pontos de Capelli a Leyton House iria aparecer no campeonato na 6ªPosição atrás das 4 grandes (Mclaren, Ferrari, Benetton e Williams) e da Tyrrell que era a melhor das 4 Grandes.

Com o Positivo Resultado a equipe foi embalada para Silverstone para a 8ªEtapa, Gugelmin que pouco tinha feito até a prova da França largou numa ótima 9ºlugar considerando o fraco motor Judd que ele tinha, Capelli já largava mais atrás em 15ºlugar. Capelli fez uma grande corrida e chegou a estar na 3ªposição quando a 17 Voltas do final o piloto Italiano teve problemas na Alimentação de seu carro o que fez ele deixar a corrida, Já Gugelmin nem largou, Teve problemas na bomba de Gasolina de seu carro.

Na Alemanha em mais um circuito de alta Ivan Capelli largou em 10ºlugar e fez uma bela corrida chegando a estar por algumas voltas a estar na 6ªposição, Mas Capelli perdeu essa posição para a Williams de Thierry Boutsen e terminou em 7ºlugar, Já o Brasileiro Maurício Gugelmin largou em 14º abandonou com problemas de Válvula do motor Judd. Partido para o Leste da Europa na Etapa da Hungria cheio de incidentes um grid abaixo do esperado com Capelli em 16º e Gugelmin em 17º, Na corrida Gugelmin levou o carro para a 8ªposição após uma corrida difícil em que o piloto procurou sobreviver na corrida, Capelli fazia o mesmo na frente de Gugelmin até ter problemas de Câmbio a 21 voltas do final da corrida.

Voltando para a parte ocidental da Europa tivemos o Desafiante GP da Bélgica em Spa-Francorchamps aonde o time do carro verdinho acabou se dando bem graças a tática de não fazer paradas nos boxes, O Brasileiro Maurício Gugelmin voltou a marcar pontos ao terminar a corrida em ótima 6ªPosição após largar da 14ªPosição com Ivan Capelli que largou de 12º para chegar na sétima posição.

Após esse bom resultado a equipe Leyton House foi motivada para o GP da Itália em Monza, Apesar do carro tendo um motor de pouca potência como a Judd Gugelmin largou em 10º e Capelli largou em 16º, O brasileiro teve problemas de motor quando estava bem classificado na 25ªVolta e Capelli ficou por algumas voltas em 6ºlugar quando teve problemas de Bomba de Gasolina tendo que deixar a corrida perdendo mais uma possibilidade de marcar pontos na temporada, Em Portugal o time já não arranjou nada demais, Gugelmin mesmo com condições precárias de Saúde (Febre de 39ºGraus) levou seu carro até o 12ºlugar após largar do 14º, Capelli quebrou o motor na 51ªVolta após largar na 12ªPosição.

Em Jerez de la Fronteira a Equipe do Japonês Akira Akari completou sua temporada Europeia Gugelmin teve mais uma boa corrida largando do 12ºlugar e chegando a disputar o 6ºlugar por algumas voltas, Mas não foi capaz de deter o avanço de Suzuki e de Larini e acabou ficando em 8ºlugar pelo menos tendo mais sorte do que Capelli que abandonou a corrida por cãibras a 14 Voltas do final.

Na parte final do campeonato não foi das mais felizes para a Leyton House, na luta pelo 6ºlugar no mundial de construtores, Em Suzuka no Japão ela acabou vendo a Larrousse de Aguri Suzuki em 3ºlugar no Pódio fazendo com que o time francês ultrapassasse a Leyton House que tinha 4 pontos de desvantagem para os carros coloridos, Gugelmin que largou em 12º abandonou com problemas de Motor na 6ªVolta e Capelli com muitos problemas e indo duas vezes para os boxes abandonou com problemas elétricos, Em Adelaide Gugelmin e Capelli abandonaram a corrida após terem problemas de travões do carro e de Acelerador do carro respectivamente.

Após um ano de muitos altos e Baixos a Leyton House acabou o campeonato Mundial de Formula 1 em 7ºlugar com 7 pontos, 1 pódio na França com Ivan Capelli e um 6ºlugar na Bélgica com Maurício Gugelmim e com um projetista revelado de vez para o mundo que era o Adrian Newey que logo foi contratado pela Williams para construir o carro para 1991 e começar uma era que o faria ter o título de o Mago na matéria de Chassis.

Gps: 32 (Largou em 26 Gps)
Vitórias: 0
Poles: 0
Pódios: 1
Pontos: 7
Motor: Judd EV 8 Cilindros
Potência: 640 Cavalos a 12.500 RPM
Chassi: CG901
Pilotos:
Mauricio Gugelmin
Ivan Capelli
Número de Voltas Completadas: 1.046
Voltas Lideradas: 45

Fotos

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Temporada de 1991 da Leyton House:

Chassi: Leyton House CG911
Projetista: Chris Murphy / Gustav Brunner
Câmbio: transversal – 6 Marcas
Combustível/Lubrificante: BP
Amortecedores: Koni
Freios: Freins à Disco de Carbono – AP Racing/ Carbono Industrial

Após a temporada de Altos e Baixos da Leyton House em 1990 para 91 o time teve que substituir a nada menos que Adrian Newey que foi para a Williams fazer o FW14, O Substituto para essa missão ardua foi o Chris Murphy que junto com Gustav Brunner teve de fazer o CG911 agora com os motores da Ilmor V10 que estreavam na Formula 1 que tinham a potência de 680 Cavalos, Manteve seus pilotos Tanto o Maurício Gugelmin como o Ivan Capelli e com isso esperava que o time terminasse mais corridas, que o Chassi fosse tão bom como 90 e que o resultado das corridas fosse melhor.

Mas na abertura do campeonato em Phoenix não foi nada boa, Capelli conseguiu o 18ºlugar no Grid de largada e deixou a corrida na metade da corrida e Gugelmin ficou no final do Grid na 23ªposição acabou deixando a corrida algumas voltas antes ambos com problemas de câmbio, Indo para Interlagos o belíssimo 8ºlugar no Grid de largada de Maurício Gugelmin deu esperanças de uma grande corrida para o piloto Brasileiro, Mas problemas físicos ocorridos por causa de queimaduras acabaram fazendo o que o Brasileiro não aguentasse a dor. Capelli largou em 15ºlugar e não durou muito na prova Abandonou na 16ªVolta com problemas de Motor.

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Na abertura da temporada europeia em San Marino numa corrida chuvosa Gugelmin largava em 15º e Capelli em 22º, Na Corrida Capelli chegou a estar em 5ºlugar mas abandonou a prova com problemas de Furo de pneu, Gugelmin ficou lá atrás até o final da corrida quando acabou abandonando com problemas de Motor, Ainda assim ficou classificado em 12ºlugar, Em Mônaco mais uma corrida de problemas, Gugelmin que largou em 15º com problemas de Acerelador na 44ªVolta, Capelli largando de 18º abandonou logo na 13ªVolta com problemas de Carro Travando.

Em Montreal no Canadá a Leyton House acabou tendo mais uma chance de marcar ponto na temporada, Ivan Capelli conseguiu o 13ºlugar no Grid de largada e estava escalando posições de acordo com as quebras dos pilotos das equipes grandes, Quando estava em 4ºlugar na volta 41 o Motor Ilmor deu problema e deixou Capelli na mão, Gugelmin largando em 23ºlugar foi mais longe, Mas muito atrás na prova acabou com problemas de motor também não terminando a corrida, Continuando na América do Norte no desalinhado circuito do México aonde a equipe deu vexame em 1990 dessa vez ambos os pilotos conseguiram classificação, Capelli e Gugelmin largaram na 11ªFila, Mas na corrida ambos abandonaram a corrida com problemas de Motor.

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De Volta a Europa a partir da França a equipe conseguiu dar uma grande melhorada em retirar as molas do carro que era um dos erros do carro que foi identificado pelo Brasileiro Maurício Gugelmin e sua incrível capacidade de acertar carros e foi recompensado largando muito bem na 9ªposição e na corrida ficou a uma posição da zona de pontuação, Capelli largou mais atrás na 14ªposição e deixou a prova na 8ªVolta com problema de Rotação Mas com o 7ºlugar de Gugelmin foi a primeira vez que um carro da Leyton House recebeu a bandeirada de chegada, Partindo para Silverstone na metade do campeonato a pista foi modificada no que acabou tendo pior para os pilotos da Leyton House que tinha mais chances de marcar pontos com Silverstone de 1990. Gugelmin repetiu o 9ºlugar no Grid de largada e começou largando muito bem ficando por 5 voltas na 6ªposição, Mas Gugelmin teve caibras e foi obrigado a abandonar a corrida na 24ªVolta, Seu companheiro de equipe não foi brilhante na corrida, Capelli largou em 16ºlugar e chegou a andar em 9ºlugar até ter mais uma vez problemas de rotação na 17ªVolta.

Começando a segunda metade de temporada no GP Alemão em Hockenheim foi um final de semana não foi dos melhores, Capelli largou em 12º e estava entre os 10 primeiros até deixar a corrida com problemas elétricos e o Brasileiro Gugelmin largando do 16ºlugar deixou a corrida com problemas de Câmbio. Na Hungria finalmente a Leyton House conseguiria sucesso, Ivan Capelli que largou em 9ºlugar fez uma corrida primorosa na maior parte do tempo nas 6 primeiras posições até o final das 77 Voltas daquela corrida vencida por Ayrton Senna. O piloto Italiano marcaria o primeiro ponto da equipe na temporada (Seria o último ponto da história da Leyton House) Gugelmin teve uma corrida bem difícil, Largando do 13ºlugar acabou ficando muito para trás com problemas, Mas se recuperou e acabou a prova em 11ºlugar.

Já mais tranquilos e confiantes a equipe de Akira Akari para a Bélgica, Mas problemas de Motor acabaram com a corrida de Ambos: Gugelmin que largou em 15º abandonou na 2ªvolta e Capelli que largou em 12º abandonou na 14ªvolta, Depois desse balde de água fria eles iriam para mais um circuito rápido que era o de Monza na Itália, Mas a corrida foi relativamente boa, Capelli largando do 12ºlugar chegou em 8ºlugar após uma boa corrida, Gugelmin com muitos problemas largou em 18º e chegou ao final em 15ºlugar.

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Em Portugal a equipe teve um bom final de semana, Mas não conseguiu ganhar pontuação, Capelli largou do 9ºlugar e estava fazendo uma belíssima corrida estava na 5ªposição até ter danos no bico do seu carro e com isso acabou comprometendo as chances de marcar pontos, Gugelmin que largou em 7ºlugar acabou deixando os pontos escaparem fazendo uma largada fraca e só conseguindo ficar em 7ºlugar, Apesar da Frustração do GP de Portugal a equipe vai para o Circuito de Catalunha para o GP da Espanha mantendo a boa fase dos treinos, Capelli largou em 8º e estava perto dos pontos mais acabou rodando e deixando a corrida na segunda volta, Gugelmin largando do 13ºlugar ficou perto dos pontos de novo ficando em 7ºlugar.

Nesse final de temporada estourou o escândalo de que o dono da equipe Akira Akari que envolveu o Fuji Bank no que acabou preso com o esquema de lavagem de dinheiro usando a equipe como fachada. Ivan Capelli acabou saindo do cockpit de número 16 e entrou em seu lugar o jovem estreante austríaco Karl Wendlinger para as corridas do Japão e Austrália.

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O time estava em crise financeira, no Japão a prova foi terrível, Gugelmin largou em 18º, Mas se aproveitou das quebras para ficar num honroso 8ºlugar, Wendlinger acabou envolvido em um acidente e deixou a corrida na 2ªVolta, No Japão a corrida durou pouco apenas 14 Voltas, Gugelmin sofreu um acidente na 14ªVolta e acabou a corrida apenas em 13ºlugar após largar em 14ºlugar, Wendlinger largou em 26º e levou o Leyton House para o 20ºlugar.

Karl Wendlinger
Karl Wendlinger

No final desse campeonato foi que a Leyton House marcou apenas um único ponto que aconteceu no GP da Hungria com Ivan Capelli, 32 corridas e simplesmente várias e várias quebras de equipamento principalmente na primeira parte de campeonato, após esse campeonato a Leyton House foi vendida para um grupo que tinha um consorcio com John Byfield, Tony Birchfield, Gustav Brunner e Henny Vollenberg e voltou a ser March na temporada de 1992.

Números da Leyton House em 1991

Gps: 32
Vitórias: 0
Poles: 0
Pódios: 0
Pontos: 1
Motor: Ilmor LH10 V10
Potência: 680 Cavalos a 13.000 RPM
Chassi: CG911
Pilotos:

Mauricio Gugelmin
Ivan Capelli
Karl Wendlinger
Número de Voltas Completadas: 1.088 Fotos:

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Histórico da Leyton House

GPs: 64 (Largaram em 58 Corridas)
Vitórias: 0
Pole: 0
Pódios: 1
Pontos: 8
Pilotos:

Ivan Capelli (Itália)
Maurício Gugelmin (Brasil)
Karl Wendlinger (Áustria)

Voltas na liderança: 45
Voltas percorridas: 2.133
Melhor Grid de Largada: 7ºlugar Capelli (França/1990) e Gugelmin (Portugal/1991)
Melhor resultado em Corrida: 2ºlugar Capelli (França/1990)

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fotos: Bestlap/Formel1mic

Especial – Automobiles Gonfaronnaises Sportives (AGS)

1986

Em 1986 a AGS surgiu na Formula 1 após uma Razoável trajetória na Formula 2 e na Formula 3000, Com o seu primeiro carro feito para correr na Formula 1. O JH21, Mas que causou curiosidade da imprensa e da Formula 1 por ser um carro feito em sua boa parte em Madeira. A Estrutura da Equipe era bastante modesta, em um fundo de Garagem e o Carro foi feito artesanalmente. Ele correria na Itália e em Portugal com os Motores Motori Moderni e seu piloto seria o Italiano Ivan Capelli.

No GP da Itália Capelli classificou em 25º no Treino de Classificação, Na Corrida ele acabou abandonando por problemas de Pneus na Volta de número 31 por causa de um furo de Pneu. Em Portugal novamente classificou em 25º no Grid de largada, Mas problemas de transmissão fizeram Capelli deixar a corrida com apenas 6 voltas disputadas, por causa da Falta de dinheiro para levar seus equipamentos para México e Austrália, A Automobiles Gonfaronnaises Sportives (AGS) decide não correr as corridas finais e de dedicar seus esforços para a temporada de 1987.

Semanas antes da Estreia do AGS na Formula 1 Didier Pironi Fez testes pelo time Francês, mas não pode correr, Pironi Sentiu que não tinha mais ritmo para ser piloto de Formula 1.

Fotos:





Temporada de 1987

Em 1987 o Time iria finalmente começar sua primeira temporada completa de Formula 1, Com a proibição dos motores Turbo a partir da Temporada de 1989, a AGS trocou os fraquíssimos motores Motori Moderni pelos Simples e Funcionais motores Ford DFZ, O piloto seria o Desconhecido Francês Pascal Fabre que teve alguns resultados na Formula 3000.

O Campeonato começa e pelo que se viu o JH22 que era na Verdade o Renault RE40 de 1983 não era páreo aos seus concorrentes mais diretos. (Minardi e Osella). Mas conseguia ser um carro bastante confiável. Completando todas as 7 primeiras corridas do ano, Mas sempre com várias voltas atrás do Vencedor, mesmo sendo competente para levar o carro até o Final das corridas, Fabri ela muito Lento. Muito lento mesmo, Tanto é que na Segunda metade de temporada a Osella inscreveu um carro e a Coloni inscreveu um carro a AGS não conseguiu Classificação para Três corridas (Itália,Portugal e México).

Depois disso a AGS dispensou Fabre e Colocou em seu lugar o Brasileiro Roberto Pupo Moreno que fez as duas corridas finais (Japão e Austrália) E ficou bem claro que Moreno era muito mais Rápido que Fabre Tanto é que Moreno no GP da Austrália fez uma brilhante corrida Chegando em 7ºlugar, a 3 Voltas do Vencedor, Só que a equipe comemoraria mais ainda esse Resultado pois Senna foi Desclassificado, o seu carro tinha equipamentos fora do Regulamento, isso fez que Moreno ficasse em 6ºlugar marcando o primeiro ponto do time na Formula 1, com isso a AGS fechava o ano em 11ºlugar junto com March e Ligier. Com isso a AGS teria privilégios com o Transporte de seus carros para 88, E chegariam patrocinadores para a próxima temporada por causa desse resultado.

Fotos:





Temporada de 1988

Com o ponto conseguido por Moreno na temporada de 1987 a AGS teve mais dinheiro para a temporada de 1988, tudo indicava que Moreno seria o piloto da AGS para 1988, mas acabou que Streiff, saído da Tyrrell e com alguns patrocinadores acabou tomando a Vaga de Roberto Moreno, que mais uma vez colocava só um carro na pista. O novo carro da AGS o JH23 com o Motor Ford Cosworth DFZ aspirado tinha a missão de melhorar o desempenho do ano de 87, ou seja, somar mais pontos.

De fato a Temporada da AGS foi muito boa mesmo, seu carro era muito bom para os padrões do time Francês, prova isso que ela classificou para todas as corridas da temporada de 1988, Destacando-se em Mônaco onde ele teve o 12ºlugar no Grid de largada, 10º no Canadá e 11º nos Estados Unidos. Mas o Carro quando começava a a chegar perto dos pontos, a AGS de Streiff terminou apenas 6 corridas, a melhor delas foi em Suzuka fazendo um 8ºlugar e o 9ºlugar em Estoril. Mas os pontos que o time tanto almejava não vieram e a AGS terminou o ano no 0 de novo, uma pena, pois o carro tinha sim potencial para pontuar sim em 1988. As esperanças do time estavam voltadas para 1989.

Fotos:




Temporada de 1989

Em 1989 o time queria ter o carro e o desempenho de 88, mas queria esquecer os decepcionantes resultados que teve em 88, para isso a equipe mantém o chassi JH23 que para o time ainda tinha um bom potencial de corrida para ser tirado dele e a novidade foi a proibição dos motores turbo que deixaria a distância entre as equipes que tiveram motores turbo aos aspirados menor. isso dava esperança de mais pontos para a AGS no ano de 1989 e também pela primeira vez desde da criação do time eles teriam dois carros no campeonato como todos os times (Com Exceção da Eurobrun) do campeonato.

Os pilotos seriam Phillipe Streiff e o Alemão Joachim Winkelhock, Seriam por que Phillipe Streiff sofreu um gravíssimo acidente que o deixou paralítico. Com isso em Jacarepaguá o time tentou classificação só com Winkelhock, que fracassou nessa tentativa, Agora era que a AGS tinha que tentar substituir Streiff, mas encontrar um piloto a altura de Streiff pelo menos. Eles acharam, Era Gabriele Tarquini que iria correr pela First, mas por causa da First ter sido reprovado pelo Crash Test da FIA e com isso ele ficaria a pé, mas a partir de Imola ele teria a missão de levar a AGS na Frente, e logo em sua primeira corrida na Frente da AGS ele classifica o carro na 18ªPosição, e termina a corrida numa ótima 7ªPosição, a melhor posição da equipe desde do GP da Austrália de 1987.

Em Mônaco as coisas seriam melhores, Tarquini classificou em 13ºlugar no Grid de largada, E Tarquini vinha numa excelente 5ªPosição na corrida e podendo ser o 4ºcolocado até que seria um desempenho espetacular para a AGS, mas um problema elétrico na volta 46 acaba com aquela que poderia ser a melhor corrida da AGS em toda a sua história.

Mas a AGS na corrida seguinte conseguiu o que tanto procurava, marcou um ponto com Tarquini no GP do México, após uma 17ªposição no Grid de largada. A AGS com o 6ºlugar de Tarquini conseguia seu segundo ponto na temporada e tinha esperanças de continuar a disputar as classificações e não ser rebaixada para a pré-classificação. Em Phoenix Gabriele Tarquini se classificou em 23º e chegou perto de pontuar de novo e ficou em 7ºlugar, O time teve mais duas classificações, No Canadá e na França, mas Tarquini não terminou nenhuma das duas corridas.

A AGS já via que o JH23 estava ficando ultrapassado e, portanto o time Resolveu colocar o JH24 na pista no GP da Inglaterra, Também o time trocou um dos seus pilotos. Winkelhock que se quer classificou para uma qualificação cedeu seu lugar para o Francês Yannick Dalmas que estava na Lola. Com Dalmas e o novo carro a AGS deveria ter dado um salto de qualidade, Mas o que se viu que nem sempre um novo carro era sinônimo de melhora, pelo contraio o Time teve seu desempenho piorado, e Tanto Tarquini, tanto Dalmas ficaram batalhando feito loucos, Mas nem isso fez com que a AGS passasse nem da Pré-Classificação que a AGS tinha caído devido ao seu desempenho não ter sido suficiente para não rebaixar ela o Pré-Qualify.

E isso piorou a situação do Time que não correu mais nenhuma corrida da temporada. Se serve de consolo a AGS terminou em 16ºlugar com 1 ponto marcado e com uma lição, em time que se ganha, não se mexe, e em carro que dava certo também. O time, uma das peças estava errada e o time fez certo em Trocar, mas o carro a AGS deve se arrepender até hoje de ter feito o JH24, um carro que era pra ser esquecido.

A AGS no final de 1989 o time testou os motores MGN W12, criação de Guy Negre, na pista de Grand Sambuc, o motor se mostrou tão bom que a AGS preferiu ficar com os Ford Cosworth DFR para 1990.

Fotos:






Temporada de 1990

Depois de 1989 a AGS perdeu muitos patrocinadores e estava em crise financeira, mas mesmo assim continuava na Luta para a temporada de 1990, pra isso manteve a dupla de pilotos: Gabriele Tarquini e Yannick Dalmas, e faz um novo chassi, o JH25 projetado por Michel Costa e mantém os simples e convencionais motores Ford DFR V8, esse seria o conjunto que a AGS confiava para que o time melhorasse e que não fizesse o fiasco da segunda metade de 1989.

Mas começou a temporada já com uma dupla não classificação nos Estados Unidos, No Brasil Dalmas conseguiu largar, em 26ºlugar, mas abandonou a corrida na volta 26, com problemas de suspensão. A partir dai o time fica quatro corridas ainda na pré-qualificação com os dois carros, só conseguindo passar de novo para o Grid de novo em Paul Ricard, na França, com Yannick Dalmas, em 26º lugar, Dalmas conseguiu terminar em 17ºlugar á 5 Voltas do Vencedor.

Tarquini classificaria o carro em Silverstone na 26ªposição no grid de largada, Não completando com problemas de motor na volta 41.

Na segunda parte da temporada a AGS teve uma pequena melhora, isso se deve a Saída da Onxy que brigava pau a pau com a AGS para ver quem poderia largar para as corridas. já que Coloni, EuroBrun e Life eram desprezíveis para o nível da formula 1. Se a AGS pelo menos teve um alento de ter pontuado em 1989, em 1990 nem isso, O time ainda sim classificava com apenas um carro por grid e por vezes não conseguia isso com nenhum dos dois carros. Em Jerez o time conseguiu classificar com 2 carros, Tarquini em 22ºlugar e Dalmas em 23º, e acabaria sendo essa a melhor corrida da AGS no ano, Dalmas completaria a corrida chegando numa respeitada 9ªposição a apenas uma volta do Vencedor.

Mas o ano termina com apenas Nove corridas feitas em 31 corridas em que ela participou e seu melhor resultado foi com o Dalmas na Espanha em 9ºlugar. A AGS não marcou nenhum ponto se quer e isso complicou ainda mais as condições financeiras que já eram delicadas ficaram piores com esse retumbante fracasso.

Fotos:






Temporada de 1991

A AGS já em crise financeira muito grave iria para 1991 tentando se reencontrar aos bons momentos de 1988 e parte de 1989, para isso mantém Gabriele Tarquini, E contrata Stefan Johansson para ser o Segundo piloto. Mas o time mantém seu motor Ford DFR V8 e mantem o JH25 mais por falta de dinheiro para fazer um novo Chassi.

Na primeira corrida do Ano em Phoenix Tarquini conseguiu colocar o carro no Grid, largando em 22ºlugar e chegando numa respeitável 8ªPosição, a 4 voltas do Vencedor da corrida. No GP do Brasil Tarquini consegue de novo passar para o Grid, na 26ªPosição, infelizmente para a AGS o carro tem problemas na suspensão e nem completou a primeira volta.

Apesar de Johansson não passar do Grid em nenhuma das vezes a AGS estava otimista, mas em busca de melhores resultados, o time demite Johansson e contrata o italiano Fabrizio Barbazza que vem com algum dinheiro também, por que o time estava com problemas financeiros. Apesar da Não classificação para o GP de San Marino, a AGS consegue classificação com o Tarquini de novo para Mônaco, largando em 20ºlugar, tentaria os pontos que escaparam das mãos dele em 1989. Mas esse sonho acabou em 9 voltas, o Câmbio traiu o piloto Italiano que deixou a corrida. Mas a AGS mal sabia que essa seria a última vez que eles teriam a chance de correr na corrida. Pois as outras corridas tanto Tarquini, tanto Barbazza não conseguem se classificar para o Grid.

Depois de Silverstone, o time cai para o Pre-qualify e dai ficou impossível a classificação para a corrida. A AGS num Desespero final Lança o JH27 a partir do GP da Itália: O resultado foi que o carro não era muito melhor que o seu antecessor, e continuavam os pilotos não se classificando. Depois do GP de Portugal, Tarquini acaba saindo da AGS para ir a Fondmetal, um time que vinha melhor das pernas do que a AGS, para seu substituto o time contrata o recém demitido da Fondmetal, Olivier Grouillard, Mas nada disso mudou. A AGS não participa das últimas corridas da Temporada e termina a sua trajetória na formula 1 com um Histórico pouco respeitado na Formula 1, Mas teve alguns momentos dignos.

Fotos:







Hoje a AGS é uma escola de Cursos de pilotagem para várias categorias e para vários níveis de pilotagem. http://www.agsformule1.com

Estatísticas da AGS

Corridas: 124 (Largou em 47 Gps)
Pontos: 2
Melhor posição de Grid de largada: Phillipe Streiff (Canadá) 10º
Melhor Posição de corrida: 6ºlugar (Austrália – 1987 e México de 1989) Com Roberto Moreno e Gabriele Tarquini.
Melhor Classificação do Campeonato: 11ºlugar em 1987

Pilotos que correram no time:

Ivan Capelli (Itália)
Pascal Fabre (França)
Roberto Pupo Moreno (Brasil)
Philippe Streiff (França)
Gabriele Tarquini (Itália)
Joachim Winkelhock (Alemanha)
Yannick Dalmas (França)
Olivier Grouillard (França)
Stefan Johansson (Suécia)
Fabrizio Barbazza (Itália)

Fotos:

curso_1 curso_2Fonte das Fotos: Continental Circus, Bandeira Verde, Flickr, Bestlap, Formel1mic

Texto: Deivison da Conceição Da Silva