Coluna de Deivison da Conceição – 22 anos e 12 segundos depois

Ao passar os primeiros treinos livres valendo para o GP da Austrália eu me perguntava qual seria o tamanho da melhora dos tempos e quanto iriam virar os primeiros colocados. Eu acharia sinceramente que iriam virar 1:22 para 1:21 alto, O que seria uma bela melhora de tempo em comparação com os últimos anos, Aonde os motores Turbo vem baixando as marcas em 1 segundo média.

O que me deixou espantado foi Lewis Hamilton que chegou a incrível marca de 1:21 baixo (1:21.164) A média de 235 km de média horária era impensável para mim. Achei que no ano de 2010, Com o tempo da pole na casa de 1:23 alto seria o limite do tempo desse circuito, Agora o que pode se esperar em 2019: Já acho que esse tempo cai para 1 minuto e 19 segundos alto. Não duvidem isso, Eu duvidava desse tempo. Pena que nas corridas por motivos de combustível (Não pode reabastecer) Os pilotos ficam limitados a essa regra. Isso é o principal motivo para o Record de corrida continue com Schumacher a 14 anos.

Em relação a evolução dos tempos de classificação de cada prova de 2004 e do carro do ano passado. (2017)

Classificação 2004 2017 Diferença
China 1:34.012 1:31.678 -2.334
Bahrein 1:30.139 1:28.769 -1.370
Mônaco 1:13.985 1:12.178 -1.807
Canadá 1:12.275 1:11.459 – 0.816
Hungria 1:19.146 1:16.276 -2.870
Itália 1:20.089 1:35.554* +15.465
Japão 1:33.542 1:27.319 -6.223
Brasil 1:10.646 1:08.322 -2.324

*Treino sob Chuva

Melhor Volta da Prova 2004 2017 Diferença
China 1:32.238 1:35.378 +3.140
Bahrein 1:30.252 1:32.798 +2.546
Mônaco 1:14.439 1:14.820 +0.381
Canadá 1:13.622 1:14.551 +0.929
Hungria 1:19.071 1:20.182 +1.111
Itália 1:21.046 1:23.361 +2.315
Japão 1:32.730 1:33.144 +0.414
Brasil 1:11.473 1:11.044 -0.429

 

Resultado Final 2004 2017 Diferença
China 1:29:12.420 1:37:36.158 +0:08:23.738
Bahrein 1:28:34.875 1:33:53.374 +0:05:18.499
Mônaco 1:45.46.601* 1:44:44.340 -0:01:02.261
Canadá 1:28:24.803 1:33:05.154 +0:04:40.351
Hungria 1:35:26.131 1:39:46.713 +0:04:20.582
Itália 1:15:18.448 1:15:32.312 +0:00:13.864
Japão 1:24:26.985 1:27:31.194 +0:03:04.209
Brasil 1:28:01.451 1:31:26.262 +0:03:24.809

*Corrida teve a presença do Safety Car

Dá para se imaginar se o regulamento não fosse limitado os motores por temporada, Nem precisa liberar os giros. Se não tivesse a preocupação de carregar os 105 kg de combustível em todas as provas do campeonato. Não teríamos a menor dúvida que os carros iriam ser pelo menos 1 segundo mais rápido por volta em relação aos carros de 2004. E o tempo final de corrida iria cair pelo menos em 2 a 3 minutos.
O que mostra isso é que apesar do carro de hoje ser mais rápido em média de 1 a 2 segundos em Volta de Classificação. Na corrida pelas limitações do Regulamento. Os carros com motores Turbo V6 é mais lento que os carros de 2004 que usavam motores V10 Aspirado.

Isso para não falar desse GP da Austrália. Aonde o melhor carro da temporada de 1996 (Williams FW18) Não conseguiria nem chegar no tempo mínimo para largar o GP da Austrália desse ano. É Evidente que cada décimo, Centésimo ou Milésimo de segundo foi ganho no desenvolvimento aerodinâmico e pelas inovações tecnológicas  (Algumas delas proibidas) foi possível ter esse tremendo ganho. (11 segundos em 22 anos)

O Carro da Williams em 1996 não conseguiria se quer entrar no Grid de Largada. O FW18 ficaria 3 segundos dos 107% do melhor tempo do Q1.

O que se tira de lição é que com tamanhas restrições, Dá para vemos que os carros estão bem mais rápidos do que os carros com os motores aspirados de 14 anos atrás. E com os carros de 22 anos atrás não tem nem comparação. Nem comparo com os anos 80 que os carros turbo da época não tinham praticamente nenhuma apêndice ou elemento aerodinâmico, Eram limpos e sem muita preocupação com os desenvolvimentos aerodinâmicos de prova a prova.

Especial Ligier : Temporada de 1996

Após um belo ano de 1995. A Ligier novamente passa por mudanças. O escocês Tom Walkinshaw que fazia parte da sociedade com Flavio Briatore e Guy Ligier vende 35% das suas ações para um grupo de empresas francesas que pretendia nacionalizar a escuderia com a ajuda do governo Francês.

Isso seria difícil com Flavio Briatore entre os sócios da equipe, Mas poderia ser uma salvação para a Ligier que tinha como um dos donos com caráter mais que duvidoso (Para não dizer um canalha) Após 20 temporadas com a Marca Ligier no seu carro a SEITA (Service Exploitation Industrielles des Tabacs) acabou colocando no lugar da Gitanes uma outra marca de Cigarros, A Gauloises.

Os pilotos seriam Olivier Panis que partia para a 3ªtemporada na Formula 1 sendo visto com bons olhos por todos na categoria e que tentaria de vez a consolidação que poderia dar um lugar entre as grandes equipes. já a segunda vaga como o caixa da Ligier não era cheio do dinheiro. Dai viram a opção do Brasileiro Pedro Paulo Diniz que trazia não um talento que saltava os olhos,(Ele tinha algum talento, Mas ele começou a evoluir no decorrer dos anos na Formula 1) Mas a carga de Patrocinadores tornava ele uma grande contratação e foi isso que aconteceu.

O fato é que essa contratação teria um efeito colateral: O time teria de contar muito com Panis para ter uma boa temporada com os motores Mugen-Honda em sua nova versão com mais potência e com o Chassi JS43 desenvolvido por André Cortanze (Dir. Técnica), Frank Dernie (projeto) e Loic Bigeois (aerodinâmica).

Mal sabia que essa seria a última temporada da Ligier que começou na Austrália com Panis largando do 11ºlugar e completando a corrida em 7ºlugar, O brasileiro Pedro Paulo Diniz largou em 20ºlugar com menos talento que Panis acabou levando o seu carro para um Razoável 10ºlugar.

Indo para o Brasil em Interlagos o Treino foi ruim para a Ligier Panis largando em 15º e Diniz largando em último atrás até das Forti Corsi que eram o pior carro do ano por que não respeitou um item no regulamento, Mas seu tempo iria deixar ele em 18º no grid sem a punição. No domingo muita chuva na corrida inteira, Uma prova de fogo para todos os pilotos, Mesmo assim os dois pilotos da Ligier se mostraram eficientes, Panis foi levando o seu carro e aproveitando os erros dos outros adversários levando o Ligier-Mugen Honda para o 6ºLugar e com isso conquistar o primeiro ponto no campeonato, Diniz largando do último lugar acabou surpreendentemente andando bem na chuva chegando a estar em uma volta da corrida no 7ºlugar.

Também levou o carro ao final da prova em uma boa 8ºposição. Encerrando a temporada na América do Sul na Argentina a prova ficou marcada pelo incêndio do carro de Pedro Paulo Diniz que na 30ªVolta acabou rodando e com o seu carro pegando fogo, Diniz saiu rápido de seu carro e deixou a corrida. Panis levou o carro até o final chegando em 8ºlugar.

Indo para Nurburging prova que marcou o começo da temporada europeia o Grid foi ruim para Panis e Diniz largando em 15º e 17ºlugar, Na corrida somente Diniz levou o carro até o final da prova ficando em 10ºlugar, Panis acabou batendo na 7ªVolta. Em San Marino Diniz bateu na trave para marcar pontos ficando em 7ºlugar após largar da 17ªPosição e fazendo uma boa corrida, Panis em 13º no Grid de largada acabou deixando a prova com problemas de Câmbio nas voltas finais.

Em 5 etapas a Ligier tinha apenas 1 ponto ganho em Interlagos e estava em 7ºlugar no mundial de construtores empatado com a Footwork-Hart.

Mas chegou o dia 19 de Maio, dia do GP de Mônaco, Uma corrida em que a Ligier não esperava muito já que o carro da equipe não era competitivo o Bastante para fazer frente com as melhores equipes do campeonato, Panis largava do 14ºlugar e Diniz largava do 17ºlugar.

Só que o GP de Mônaco se tornaria histórica para a Ligier, Na largada sobre chuva já ficavam 5 pilotos (Fisichella, Lamy, Verstappen, Schumacher e Barrichello) todos envolvidos em rodadas e acidentes, Nisso tudo Panis estava em 12º e Diniz em 16º. O piloto Brasileiro subiu duas posições devido aos abandonos de Rosset e Katayama, Mas na 6ªVolta Diniz deixaria a corrida com problemas na Transmissão.

Panis aos pouco com os erros dos outros adversários começava a subir na classificação, Mas também conseguia ultrapassagem por conta própria, no Braço passando Hakkinen e Herbert. Na 30ªVolta Panis já estava em 4ºlugar e a partir dai a sorte sorriu para o piloto Francês. Irvine perdeu muito tempo nos boxes na 36ªVolta e isso colocou o Francês no pódio.

Se não bastasse isso a sorte sorriu outra vez a Panis quando na 41ªvolta o Líder Damon Hill teve problemas de Motor e deixou a liderança com Alesi e com Panis na segunda posição. Se nada mais acontecesse seria um grande resultado para o time azul.


Vídeo: TVS088

A corrida vinha se desenvolvendo e tudo indicava a vitória de Alesi até a volta 61 quando o piloto Francês com problemas de suspensão abandonou a corrida e com isso Panis era o líder da corrida, Quem imaginava a Ligier podendo vencer de novo uma corrida? Talvez só o mais fanático dos torcedores e o Próprio Olivier Panis imaginassem isso!

Foi uma agonia e uma tensão para toda a equipe francesa durante as últimas 14 voltas. Ainda mais com o acidente entre Irvine, Salo e Hakkinen, Mas o dia era mesmo do piloto Francês que não sentiu a pressão levou o carro número  até o final da corrida e venceu encerrando o jejum de quase 15 anos sem vitória da Ligier. (A última foi no GP do Canadá de 1981 com Jacques Laffite) Uma festa para a Equipe de Guy Ligier que conquistava a 9ªVitória na sua história (Que também seria a última da equipe na Formula 1). O time iria a 11 pontos no campeonato passando para o 5ºlugar nos construtores na frente de Jordan e de Sauber.

Na Espanha Panis largou em 8ºlugar e Diniz em 17ºlugar na corrida em dia chuvoso Panis sofreu um acidente na segunda volta e deixou a corrida, Já Diniz sobreviveu ao diluvio de Barcelona e levou o carro para a 6ªposição marcando seu primeiro ponto na Formula 1 e ajudando a Ligier a manter o 5ºlugar nos construtores com 12 pontos contra 10 de Sauber e 8 da Jordan.

No Canadá Tanto Panis que largou em 11º como Diniz que largou em 18ºlugar acabaram abandonado com problemas em seus carros Panis com problemas Elétricos e Diniz com problemas de Motor. Na França na casa da Ligier Olivier Panis largou em 9ºlugar e Diniz largou em 11ºlugar, Na corrida Diniz foi melhor do que Panis até quebrar o motor até a 29ªVolta, Panis ficou em 7ºlugar ficando perto de marcar pontos em sua casa.

Em Silverstone na Etapa Inglesa foi terrível para Panis e Diniz que largaram lá atrás e Panis com Rodada e Diniz com problemas de motor deixaram a corrida.

Na Alemanha ficou comprovado a evolução do Diniz em relação ao seu desempenho no começo do ano. Pela primeira vez no ano largando na frente de Panis que dividiu a 6ªfila que o piloto Francês, Diniz estava na frente de Panis até deixar a corrida com problemas em seu carro, Panis continuou até o final da prova terminando a corrida em boa 7ªposição.

Na Hungria a Ligier voltou a marcar pontos com Panis que largou em 11ºlugar levou o fraco Ligier a ficar em 5ºlugar apenas atrás de Villeneuve – Hill – Alesi – Hakkinen, Diniz bateu na segunda volta após largar em 15ºlugar, Na Bélgica em Spa-Francorchamps Panis largou em 14º e se envolveu em um acidente com os pilotos da Sauber Frentzen e Herbert e abandonou a corrida, Diniz largando uma posição atrás correu na parte de trás até quebrar o motor na 23ªVolta.

GP da Itália em Monza foi histórico. Pois ficou a cargo de Pedro Paulo Diniz o autor do último ponto marcado pela Ligier na história da equipe na Formula 1, Largando do 14ºlugar e fazendo uma bela corrida chegando em 6ºlugar na frente de Jacques Villeneuve com a Williams. Panis em 11ºlugar se acidentou na 3ªVolta e deixou a prova.

Na última etapa na Europa em Solo Português em Estoril Panis largou em 15ºlugar e terminou a corrida em 10ºlugar, Diniz largou em 18ºlugar e rodou deixando a prova na 47ªVolta. Encerrando a temporada no Japão o que seria a última prova da história da equipe francesa na Formula 1. Olivier Panis largou do 12ºlugar e terminou a corrida em 7ºlugar, Diniz largou em 16º e rodando na 14ªVolta.

Com isso a Ligier fechava em 6ºlugar o mundial de construtores com 15 pontos ganhos, 1 Vitória conquistada em Mônaco depois de 15 anos sem vitória, Sendo 13 pontos de Olivier Panis e 2 pontos de Pedro Paulo Diniz. No dia 13 de Fevereiro de 1997 o Francês Tetracampeão do mundo Alain Marie Pascal Prost (Mais conhecido como Alain Prost) comprou de Flávio Briatore a Ligier e Rebatizou o time de Prost Grand Prix.

Dessa Forma se encerrava 20 anos de história de uma das equipes mais marcantes da História da Formula 1 com 613 corridas, 9 Vitórias, 9 poles, 9 melhores voltas, 50 pódios, 388 pontos e como seus melhores resultados um Vice-Campeonato dos construtores em 1980, O terceiro lugar em 1979 e o 4ºlugar em 1981.

Curiosidade: O JS em todos os Chassis da Ligier era homenagem ao Amigo de Guy Ligier Jo Schlesser que foi companheiro do piloto na Formula 2 na sua própria equipe, o piloto Francês acabou morrendo no GP da França. Com isso em Forma e Homenagem Guy Batizou todos os seus carros feitos com o JS não só nos carros de Formula 1 como em outros carros já que ele é construtor de carros hoje com 85 anos de idade ainda vivo.

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Números da Ligier em 1996:

Gps: 32
Vitórias: 1
Poles: 0
Pódios: 1
Pontos: 15
Motor: Mugen Honda MF301HA V10
10 Cilindros em v
2998 cm³
Potência: 690 Cavalos – 13700 RPM
Pilotos:
9. Olivier Panis
10. Pedro Paulo Diniz
Pneus: Goodyear
Número de Voltas completadas: 1.336

 

Chassi: Ligier JS43
Projetistas: André Cortanze (Dir. Técnica)
Frank Dernie (projeto)
Loic Bigeois (aerodinâmica)
Chassis: Monocoque de Carbono e Kevlar
Peso: 595 kg
Transmissão: Ligier sequencial semi-automática T – 6 Marchas
combustível e óleo: Elf
Tank: 150 Litros
Freios: Freios a disco de carbono – Brembo
Distância entre eixos: 2.935 milímetros
Eixo Dianteiro: 1.693 milímetros
Eixo traseira: 1.608 milímetros

Fotos:

 

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Dados da Ligier na Formula 1:

GPs: 613
Vitórias: 9
Pódios: 50
Melhores Voltas: 9
Poles: 9
Pontos: 388
Número de Voltas completadas: 26.265
Voltas Lideradas: 565
Motores:

Ford Cosworth
Matra
Renault
Megatron
Judd
Lamborghini
Mugen-Honda
Alfa Romeo

Chassis:

JS5 – 1976
JS7 – 1977
JS9 – 1978
JS11 – 1979
JS11/15 – 1980
JS17 – 1981/1982
JS17B – 1982
JS19 – 1982
JS21 – 1983
JS23 – 1984
JS23B – 1984
JS25 – 1985
JS27 – 1986
JS29 – 1987
JS29B – 1987
JS29C – 1987
JS31 – 1988
JS33 – 1989
JS33B – 1990
JS35 – 1991
JS35B – 1991
JS37 – 1992
JS39 – 1993
JS39B – 1994
JS41 – 1995
JS43 – 1996

Pilotos da Ligier:

Jacques Laffite (França) 206 Pontos – 6 Vitórias, 7 Poles, 6 Melhores Voltas, 31 Pódios (197619771978197919801981198219851986)
Jean-Pierre Jarier (França) (19771981)
Patrick Depailler (França) 22 Pontos – 1 Vitória, 1 melhor volta, 2 Pódios (1979)
Jacky Ickx (Bélgica) 3 Pontos (1979)
Didier Pironi (França) 32 Pontos – 1 Vitória, 2 poles, 2 Melhores Voltas, 5 Pódios (1980)
Jean P. Jabouille (França) (1981)
Patrick Tambay (França) (1981)
Eddie Cheever (Estados Unidos) 15 Pontos, 3 Pódios (1982)
Raul Boesel (Brasil) (1983)
François Hesnault (França) (1984)
Andrea De Cesaris (Itália) 6 Pontos (19841985)
Philippe Streiff (França) 4 Pontos, 1 Pódio (1985)
René Arnoux (França) 17 Pontos (1986-198719881989)
Philippe Alliot (França) 1 Ponto (19861990)
Piercarlo Ghinzani (Itália) (1987)
Stefan Johansson (Suécia) (1988)
Olivier Grouillard (França) (1989)
Nicola Larini (Itália) (1990)
Thierry Boutsen (Bélgica) 2 Pontos (19911992)
Érik Comas (França) 4 Pontos (19911992)
Martin Brundle (Inglaterra) 20 Pontos, 2 Pódios (19931995)
Mark Blundell (Inglaterra) 10 Pontos, 2 pódios (1993)
Olivier Panis (França) 39 Pontos – 1 Vitória, 3 Pódios (199419951996)
Franck Lagorce (França) (1994)
Éric Bernard (França) 4 Pontos, 1 Pódio (1994)
Johnny Herbert (Inglaterra) (1994)
Aguri Suzuki (Japão) 1 Ponto (1995)
Pedro Paulo Diniz (Brasil) 2 Pontos (1996)

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fotos: Bestlap/Formel1mic

Especial Ligier: 19761977197819791980198119821983 –19841985 –1986 –1987 – 19881989 – 1990 – 1991 – 199219931994 – 1995