A Agonia da Force India na Formula 1

Após 10 anos de muitas batalhas e conquistas, Parece que finalmente a equipe Indiana não consegue mais driblar os problemas financeiros. A pedido dos funcionários, O mexicano Sergio Perez na semana passada entrou com uma ação legal, apoiada pela Mercedes e pela patrocinadora, a BWT. Fazendo com que a equipe indiana entrasse em administração judicial.

Perez em suas redes sociais divulgou esse texto:

“Eu acabo em uma situação muito difícil”, disse Pérez. “O último mês foi extremamente difícil para mim, com a situação em que a equipe estava, e eu acabei no meio.”

“Chegamos a um ponto em que a ação tinha que ser tomada para proteger as 400 pessoas que trabalham na equipe.”

“Eu realmente não gostaria de estar envolvido nisso, porque no final do dia eu sou apenas um piloto, e alguns membros da equipe me pediram para ir em frente e salvar o time.”

“Houve uma petição de liquidação de outro cliente, que teria fechado completamente a equipe. Portanto, pediram que basicamente salvasse a equipe, para puxar o gatilho e colocar a equipe em administração judicial.”

“Não tem nada a ver com meus valores pendentes. A única razão pela qual fiz isso é para salvar a equipe e para o futuro melhor.”

“Foi extremamente difícil, emocional e mentalmente. É muito difícil. Não consegui me concentrar na minha direção.”

“Eu realmente não entendo todos os termos com os advogados, mas certamente ou fazemos isso ou a equipe teria falido.”

A ação legal de Pérez tirou o controle de qualquer possível venda da equipe de Mallya e da holding Orange India Holdings Sarl, e também impediu que a Force India fosse “liquidada”.

Pérez ainda não falou com Mallya sobre a situação, mas espera que “meu amigo receba um bom benefício” das próximas etapas do processo, à medida que a equipe busca nova propriedade.

“Pessoalmente, eu amo Vijay”, acrescentou Pérez. “Meu coração está realmente partido porque sei que isso não é ideal a curto prazo para ele.”

“Estamos todos conscientes da situação que Vijay está passando. Ele está passando por um momento muito difícil, não apenas legalmente, mas também financeiramente.”

“A equipe não era mais sustentável, então quando eu era basicamente um cara que poderia fazer algo pela equipe, eu tinha que fazer isso.”

“Não éramos mais uma equipe de corrida desde o início de janeiro. Ficarei feliz se conseguirmos reunir todo o grupo e, com sorte, ficarmos felizes e focados.”

“Espero ter uma equipe que seja mais estável e possa ir para o próximo nível e possa ser uma equipe de corrida [de novo].”

Ou seja, A Force India poderia estar hoje extinta caso Perez não tivesse entrado com uma ação legal. A equipe esta a venda e poderá ser adquirida pela Mercedes, ou Carlos Slim, ou BTW ou até mesmo pelo pai do piloto Lance Stroll.

 

Seria muito triste a Force India acabar. Não só deixando o grid com apenas 18 carros, mas seria também matar uma belíssima história de uma equipe que ano após ano vinha avançando na tabela de classificação do mundial de construtores. Desde de 2008 quando ficou em 10ºlugar até os anos de 2016 e 2017 quando a Equipe de Vijay Mallya ficou em 4ºlugar, Superando a Williams que até 2015 era a terceira força do campeonato.

A Formula 1 vai perder muito sem essa simpática equipe no circo da maior categoria do Automobilismo Mundial. equipe desde de 2008 até hoje teve o seu ponto alto a Pole position de Giancarlo Fisichella no GP da Bélgica de 2009. O mesmo acabou ficando em 2ºlugar no dia seguinte. Os outros 5 pódios em 3ºlugar ficou o Mexicano Sergio Perez que esta sem dúvida na história da equipe Indiana. Com os problemas financeiros e com a administração judicial no comando, será bem difícil que eles consigam manter o 4ºlugar no Mundial de Construtores.

O mais grave não seria isso, Mas sim o fato de algumas equipes não quererem que a Liberty média pague a Verba de TV (Que hoje seria em Torno de 60 milhões de Dólares) Isso pode dificultar uma venda da Force India. Caso não receba essa grana, Os prováveis 60 milhões serão redistribuídos para as outras equipes.

Isso mostra o total egoismo de outras equipes. Ao olharem o dinheiro a mais que entrara nos cofres em 2019 eles não se importam com o Grid menor e com um espetáculo pior. Esperamos que a Force India possa ser vendida, que se possa manter não só a equipe como os empregos, E que as outras equipes não olhem só para elas próprias e que olhem para o bem da Formula 1.

Desempenho das equipes

Ano Posição Pontos Melhor Resultado
2008 10ºLugar 0 10ºlugar (GP da Espanha) Giancarlo Fisichella
2009 9ºLugar 13 2ºLugar (GP da Bélgica) Giancarlo Fisichella
2010 7ºLugar 68 5ºLugar (Malásia e Bélgica) Adrian Sutil
2011 6ºLugar 69 6ºLugar (Alemanha, Cingapura e Brasil) 2 Vezes com Adrian Sutil e 1 com Paul di Resta
2012 7ºLugar 109 4ºlugar (Na Bélgica com Nico Hulkenberg e em Cingapura com Paul di Resta)
2013 6ºLugar 77 4ºLugar (Com Paul di Resta no Bahrein)
2014 6ºLugar 155 3ºLugar no GP do Bahrein com Sergio Perez
2015 5ºLugar 136 3ºLugar no GP da Rússia com Sergio Perez
2016 4ºLugar 173 3ºLugar com Sergio Perez em Mônaco e Azerbaijão
2017 4ºLugar 187 4ºLugar com Sergio Perez na Espanha
2018 6ºLugar 59 3ºlugar com Sergio Perez no Azerbaijão

Vídeo do lancamento do carro da Force India de 2008:

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fotos: Force India

Alonso pode ter seus últimos momentos na Formula 1. A Formula Indy abre os olhos da Mclaren e do Príncipe das Asturias

Com 301 corridas na Formula 1, Aos 37 anos de idade. Fernando Alonso se ver em uma dúvida para a temporada de 2018: Continuar a tentar mais um ou dois anos na Formula 1 ou então, Desistir e partir Para um novo desafio na sua vida.

Nessas últimas semanas a Mclaren esta conversando com equipes da Formula Indy para entrar na categoria associada a um time ou com uma própria equipe. Com os últimos anos sendo anos de muito fracasso, aonde se quer conquista um pódio desde de um Duplo Pódio do GP da Austrália de 2014, Com Kevin Magnussen em 2º e Jenson Button em 3º.

De 2015 a 2017, Com Fernando Alonso e com a parceria com a Honda a Mclaren acabou sendo um Fiasco. Nenhum pódio e muita reclamação do Bicampeão mundial resultou no fim da parceira. Em busca da volta ao pelotão de elite, A equipe de Woking acabou trocando os motores Honda para os Motores Renault.

Após um bom começo de ano, Com Alonso conseguindo ser o melhor piloto do segundo pelotão nas 4 primeiras provas da temporada o que se viu foi a Mclaren se perder completamente. Principalmente na prova passada, Aonde Alonso e Vandoorne tiveram o pior desempenho da Mclaren em 2018 no circuito de Paul Ricard.

Alonso mais uma vez não esta feliz com o desempenho do seu carro, Parece esta decepcionado com o desempenho das últimas corridas. A Mclaren que tinha um chassi muito bom, nesse ano esta devendo nesse quesito. Isso se traduz no desempenho da Renault e muito mais no desempenho da Red Bull, que tem os mesmos motores Renault e tem desempenhos superiores ao desempenho de Alonso e Vandoorne.

Por essas e outras, Além de ter disputado as 500 milhas de Indianapolis no ano passado e as 24 horas de Le Mans pela Toyota junto de Sébastien Buemi e Kazuki Nakajima e visto um novo fracasso nesse ano. Pode ser que o Espanhol não queria mais a Formula 1. A não ser que ele corra ou com a Mercedes ou com a Red Bull. A Ferrari nem pensar. Na Mercedes que pode ser a sua melhor possibilidade vejo com muita dificuldade do Espanhol entrar.

Só resta a Red Bull, Se Daniel Ricciardo sair para Ferrari ou Mercedes, Pode entrar Alonso. Mas pelo que estou percebendo é mais possível: Ou uma permanência de Ricciardo ou uma Sáida do Australiano para entrar Carlos Sainz jr. Não vejo a Red Bull pegando Alonso, Ainda mais com a Honda entrando como fornecedora de motores em 2019.

Sem isso, Alonso não vai ficar na Mclaren. O Futuro seria ir para o WEC ou então partir para os Estados Unidos e disputar o Campeonato Mundial de Formula Indy.

Se ele sair da Formula 1, Que ele tome o caminho da Indy. Isso porque, ele seria um nome para chamar a atenção da categoria que busca reviver os seus melhores dias. Em 2017, As 500 Milhas de Indianapolis teve as atenções do Mundo inteiro com a presença de um dos melhores pilotos do Mundo. Abrindo mão de correr uma prova do Mundial para tentar a vitória. Apesar do Abandono na parte final de corrida. Ele liderou por 27 voltas e mostrou que se adapta muito rápido a qualquer carro de corrida.

Na Indy, Alonso poderia desempenhar um Grandioso papel. Nas próximas semanas veremos qual vai ser o destino do príncipe das Asturias na Formula 1. Se ele vai tentar mais um ano em uma grande equipe, Ou apostar ainda na Mclaren ou então da um ponto final na Formula 1 e partir ou para os Estados Unidos ou para o WEC.

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Fotos: Mclaren / http://www.dailysportscar.com / IndyCar / elcomercio.pe

Coluna de Deivison da Conceição – 22 anos e 12 segundos depois

Ao passar os primeiros treinos livres valendo para o GP da Austrália eu me perguntava qual seria o tamanho da melhora dos tempos e quanto iriam virar os primeiros colocados. Eu acharia sinceramente que iriam virar 1:22 para 1:21 alto, O que seria uma bela melhora de tempo em comparação com os últimos anos, Aonde os motores Turbo vem baixando as marcas em 1 segundo média.

O que me deixou espantado foi Lewis Hamilton que chegou a incrível marca de 1:21 baixo (1:21.164) A média de 235 km de média horária era impensável para mim. Achei que no ano de 2010, Com o tempo da pole na casa de 1:23 alto seria o limite do tempo desse circuito, Agora o que pode se esperar em 2019: Já acho que esse tempo cai para 1 minuto e 19 segundos alto. Não duvidem isso, Eu duvidava desse tempo. Pena que nas corridas por motivos de combustível (Não pode reabastecer) Os pilotos ficam limitados a essa regra. Isso é o principal motivo para o Record de corrida continue com Schumacher a 14 anos.

Em relação a evolução dos tempos de classificação de cada prova de 2004 e do carro do ano passado. (2017)

Classificação 2004 2017 Diferença
China 1:34.012 1:31.678 -2.334
Bahrein 1:30.139 1:28.769 -1.370
Mônaco 1:13.985 1:12.178 -1.807
Canadá 1:12.275 1:11.459 – 0.816
Hungria 1:19.146 1:16.276 -2.870
Itália 1:20.089 1:35.554* +15.465
Japão 1:33.542 1:27.319 -6.223
Brasil 1:10.646 1:08.322 -2.324

*Treino sob Chuva

Melhor Volta da Prova 2004 2017 Diferença
China 1:32.238 1:35.378 +3.140
Bahrein 1:30.252 1:32.798 +2.546
Mônaco 1:14.439 1:14.820 +0.381
Canadá 1:13.622 1:14.551 +0.929
Hungria 1:19.071 1:20.182 +1.111
Itália 1:21.046 1:23.361 +2.315
Japão 1:32.730 1:33.144 +0.414
Brasil 1:11.473 1:11.044 -0.429

 

Resultado Final 2004 2017 Diferença
China 1:29:12.420 1:37:36.158 +0:08:23.738
Bahrein 1:28:34.875 1:33:53.374 +0:05:18.499
Mônaco 1:45.46.601* 1:44:44.340 -0:01:02.261
Canadá 1:28:24.803 1:33:05.154 +0:04:40.351
Hungria 1:35:26.131 1:39:46.713 +0:04:20.582
Itália 1:15:18.448 1:15:32.312 +0:00:13.864
Japão 1:24:26.985 1:27:31.194 +0:03:04.209
Brasil 1:28:01.451 1:31:26.262 +0:03:24.809

*Corrida teve a presença do Safety Car

Dá para se imaginar se o regulamento não fosse limitado os motores por temporada, Nem precisa liberar os giros. Se não tivesse a preocupação de carregar os 105 kg de combustível em todas as provas do campeonato. Não teríamos a menor dúvida que os carros iriam ser pelo menos 1 segundo mais rápido por volta em relação aos carros de 2004. E o tempo final de corrida iria cair pelo menos em 2 a 3 minutos.
O que mostra isso é que apesar do carro de hoje ser mais rápido em média de 1 a 2 segundos em Volta de Classificação. Na corrida pelas limitações do Regulamento. Os carros com motores Turbo V6 é mais lento que os carros de 2004 que usavam motores V10 Aspirado.

Isso para não falar desse GP da Austrália. Aonde o melhor carro da temporada de 1996 (Williams FW18) Não conseguiria nem chegar no tempo mínimo para largar o GP da Austrália desse ano. É Evidente que cada décimo, Centésimo ou Milésimo de segundo foi ganho no desenvolvimento aerodinâmico e pelas inovações tecnológicas  (Algumas delas proibidas) foi possível ter esse tremendo ganho. (11 segundos em 22 anos)

O Carro da Williams em 1996 não conseguiria se quer entrar no Grid de Largada. O FW18 ficaria 3 segundos dos 107% do melhor tempo do Q1.

O que se tira de lição é que com tamanhas restrições, Dá para vemos que os carros estão bem mais rápidos do que os carros com os motores aspirados de 14 anos atrás. E com os carros de 22 anos atrás não tem nem comparação. Nem comparo com os anos 80 que os carros turbo da época não tinham praticamente nenhuma apêndice ou elemento aerodinâmico, Eram limpos e sem muita preocupação com os desenvolvimentos aerodinâmicos de prova a prova.

Resultado da 10ªEtapa da Categoria Sxs – Dakar 2018

Resultado final da 10ªEtapa do Dakar 2018
Categoria SxS

POS. Piloto Carros Tempo
1 361 Patrice Garrouste (França) POLARIS RZR 1000 TURBO 06h 37′ 07”
Steven Griener (Suíça)
2 359 Juan Carlos Uribe Ramos (Peru) CAN – AM MAVERICK X3 TURBO + 01h 09′ 30”
Javier Eduardo Uribe Godoy (Peru)
3 396 Jose Luis Pena Campo (Espanha) POLARIS RZR 1000 + 01h 32′ 00”
Rafael Tornabell Cordoba (Espanha)
4 356 Reinaldo Varela (Brasil) CAN – AM + 01h 44′ 15”
Gustavo Gugelmin (Brasil)
5 387 Claude Fournier (França) POLARIS RZR 1000 XP + 02h 15′ 52”
 Szymon Gospodarczyk

Classificação Geral

POS. Piloto Carros Tempo
1 356 Reinaldo Varela (Brasil) CAN – AM 48h 36′ 53”
Gustavo Gugelmin (Brasil)
2 361 Patrice Garrouste (França) POLARIS RZR 1000 TURBO + 00h 48′ 12”
Steven Griener (Suíça)
3 359 Juan Carlos Uribe Ramos (Peru) CAN – AM MAVERICK X3 TURBO + 00h 59′ 46”
Javier Eduardo Uribe Godoy (Peru)
4 396 Jose Luis Pena Campo (Espanha) POLARIS RZR 1000 + 07h 58′ 35”
Rafael Tornabell Cordoba (Espanha)
5 387 Claude Fournier (França) POLARIS RZR 1000 XP + 08h 11′ 00”
 Szymon Gospodarczyk

Texto: Deivison da Conceição da Silva
Foto: Dakar